Análise TeK: o normal dia a dia na companhia do Sony Xperia XA

É o mais acessível membro da nova família Xperia X da Sony e uma solução equilibrada para a vida quotidiana de quem não deseja gastar uma pequena fortuna na compra de um smartphone.

Smartphone Sony Xperia XA

Na apresentação dos novos Sony Xperia X em Portugal, no mês passado, os responsáveis da marca referiam que estes smartphones dirigem-se a um público hoje denominado de Millennials, aqueles que desejam estar sempre ligados à Web e preparados para “apanhar tudo”.

Nós acrescentamos desde já um outro “traço” que caracteriza esta geração e que é, basicamente, a procura constante por smartphones que não sejam demasiado caros e ainda assim permitam realizar todas as normais tarefas do dia a dia que atribuímos a este equipamento móvel. Nesse campo, este novo Xperia XA cumpre a missão desde o primeiro dia: não é um smartphone caro. Mas também não é um smartphone irrepreensivelmente equipado, estando longe do desempenho e funcionalidades gerais de um topo de gama, compreenda-se. O seu propósito não é esse, obviamente.

No mesmo sentido, a relação qualidade/desempenho/preço parece-nos adequada, tendo em conta que vários pontos do smartphone apresentam-se como bastante positivos, sem dúvida. E estamos a falar da câmara traseira de 13 MP, que foi uma excelente surpresa, do design apurado (a construção adequa-se bem ao que pagamos pelo XA) e da já mencionada relação das características e performance geral face ao preço, que é de 329,99 euros no mercado livre de operador.

Pronto a fotografia

A experiência na criação de câmaras digitais da Sony nota-se no que este XA consegue fazer nesse campo. A qualidade de imagem obtida tanto em fotografias como em vídeos não está ao nível de um smartphone topo de gama com preço acima dos 500 euros, é certo, mas cumpre perfeitamente os requisitos médios, constatando-se um desempenho melhor em exterior e com mais iluminação, principalmente natural, do que quando em espaços interiores e com menos luz.

Mas nada que intimide a câmara de 13 MP, que se apresenta muito rápida e eficaz a focar, acima de tudo, e competente na exposição e cores dos registos obtidos. A câmara frontal de 8 MP também desempenha bem o seu papel, tendo estado em bom plano em videochamadas e selfies feitas “à pressa”, por assim dizer.

A acompanhar a câmara destaca-se depois o ecrã IPS ligeiramente curvo de 5 polegadas, que ocupa praticamente toda a parte frontal do smartphone, e denota um desempenho tátil sem problemas a assinalar. A resolução é de 720p apenas, o que faz com que não seja tão “definido” como outros nesta gama até (293 píxeis por polegada), mas em termos de contraste e reflexos, por exemplo, porta-se bastante bem, talvez por culpa da tecnologia Bravia empregue neste campo em particular.

O ecrã, além de outros elementos, ajudam igualmente a assegurar o bom aspeto do XA, lado a lado com uma qualidade de construção que não desilude, da mesma forma. O design sem arestas nas extremidades é agradável, o plástico na parte traseira não chega a incomodar e, sem botões físicos, o corpo do XA permite um bom manuseamento, sendo até que polegares “médios” em termos de dimensões chegam a todas as partes do ecrã sem dificuldade.

Além disso, o equipamento revela-se “prático” quando olhamos para as suas dimensões e peso, que são de 143,9 x 66,8 x 7,9 mm e 139 gramas. O XA “viaja” perfeitamente no bolso da frente de uns jeans e fica bem em qualquer dos momentos do dia a dia, seja em que cor for a sua “pintura” (preto grafite, branco ou dourado, opção esta designada pela marca como Ouro Lima). Nas laterais há uma espécie de bandeja removível destinada a colocar o cartão de memória microSD que expande o espaço de armazenamento original de 16 GB (é pouco…), um botão para fotografar e os tradicionais controlos de volume. E há ainda uma clara transmissão de valor por parte do design e aspeto do equipamento, de uma forma geral. 

Desempenho aceitável

O Android 6.0.1 não é afetado em demasia por apps e funcionalidades extra, visto que a Xperia UI continua com a boa prática de não invadir demasiado o sistema operativo de base, algo que outras marcas teimam em fazer. Do mesmo modo, em termos de desempenho, não nos podemos queixar dado o preço a desembolsar. A app de benchmark AnTuTU mostrou uns orgulhosos 48.213 pontos, algo que se traduz tranquilamente na maior parte das tarefas e conteúdos multimédia.

Até a jogar alguns títulos mais exigentes notámos que o processador de oito núcleos (MT 6799 a 2 GHz), os 2 GB de memória e a GPU Mali-T860 cumprem minimamente a missão: há um ou outro momento em que se “engasgam”, com a exigência gráfica sobe, mas nada de assinalável, dependendo da tarefa executada, claro. O que se nota e incomoda mais é o facto de o XA ter um ligeira tendência para aquecer demasiado neste tipo de situações.

Neste sentido, será normal que a bateria de 2.300 mAh não dure os dois dias completos que a marca anuncia, isto com todas as ligações ativas e com vários momentos passados a jogar e a ver vídeos online durante esse período de tempo. Se a utilização for mais “leve”, certamente que esse nível de autonomia é cumprido, auxiliado pelo modo Stamina da Sony. É razoável, neste campo, o XA, até porque o modo de recarga rápida garante, em teoria, que apenas 10 minutos de carga dão para algo como 5,5 horas de funcionamento. Não conseguimos confirmar este ponto, pelo que acreditamos no que a Sony refere.

Excelente para o dia a dia

Em jeito de conclusão, confirma-se o “prognóstico” inicial: pelo preço, o Xperia XA não desilude, pois dois ou três pontos como a câmara, o ecrã e o design estão num plano claramente satisfatório. Por outro lado, note-se que os restantes elementos – estando longe do que apresenta um topo de gama e até o que os irmãos mais “graduados” do XA nesta linha Xperia X ostentam – aliam-se num resultado final que transforma este smartphone numa excelente solução para o uso do dia a dia, destinado a qualquer faixa etária.

O Xperia XA é um terminal mais competente do que surpreendente, na verdade. A Sony indicou como slogan que estes Xperia destinam-se a “apanhar tudo”. O XA não “apanha” tudo, mas não dúvida de que alcança os objetivos a que se propõe a maioria dos smartphones de média gama que estão à venda de momento, mesmo sabendo que alguns concorrentes disponibilizam um pouco mais por um preço um pouco mais baixo.

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