Estamos a falar dos GB e GB de fotografias e vídeos em HD que traz na bagagem sempre que regressa de férias, de um fim de semana em família ou de um evento importante na vida dos seus filhos, por exemplo. Seja com o smartphone ou com a sua câmara digital, mais ou menos avançada, é normal que o número de registos que tem já armazenados no seu PC esteja a atingir quantidades “épicas”.

Nesse sentido, e por mais espaço em disco que tenha no seu computador, vai precisar de um equipamento, suporte, serviço ou plataforma que seja capaz de fazer backup de todos os seus ficheiros. E esta necessidade não surge apenas porque o espaço disponível chegará ao fim um dia, mas também – e mais importante ainda – porque é simplesmente vital que mantenha um backup de tudo e mais alguma coisa. Se conseguir que esse backup seja feito automaticamente sempre que capta uma foto com o smartphone, por exemplo, tanto melhor!

 

E estamos aqui a falar de sistemas de backup simples, em que o processo pode ser automático ou depender de uma simples ação de arrasto de uma pasta para outra, por exemplo. Basicamente, são cinco as formas simples de backup que lhe sugerimos neste artigo, sem grandes complicações e sem gastar muito dinheiro.

Confiar na “nuvem”…

E pode até nem gastar dinheiro algum, caso confie o suficiente nos serviços de backup online para armazenar na “nuvem” toda a sua colecção de fotografias e vídeos. Sim, estamos a falar se plataformas de armazenamento de ficheiros na internet, como são exemplo o Dropbox, a MEO Cloud, o OneDrive, etc. Pode ficar a conhecer várias opções num artigo que temos especialmente dedicado a essa temática.

Se a sua coleção é relativamente pequena, recorrer a um serviço gratuito deste género pode ser suficiente. Se tiver mais ficheiros do que pensava, poderá ter de subscrever a modalidade paga de um deles ou optar por uma solução também neste segmento mas mais virada para um uso profissional.

É também uma possibilidade utilizar vários serviços gratuitos em simultâneo, aproveitando assim todos os GB disponibilizados por esta e aquela plataforma, passamos a expressão. Se assim fizer, opte depois pela ajuda de uma ferramente com o FolderSync, se achar necessário.

Por outro lado, há uma app móvel (associada a um serviço deste tipo, contudo) que está a revolucionar a forma como temos encarado o backup de vídeos e fotos ultimamente (apenas no que toca aos registos feitos com o smartphone…). Estamos a falar da Google Photos, disponível para os sistemas operativos móveis iOS e Android, que tem um opção muito interessante e que descrevemos em pormenor na galeria deste artigo.

… ou confiar num disco rígido!

Antes de mais, alertamos para algo que já deve saber, certamente: por mais que confie num disco rígido ou num pen USB, por exemplo, para efeitos de backup, este suporte físico funciona exactamente da mesma forma que um disco rígido “convencional” e instalado dentro do seu PC ou portátil.

Ou seja, existe a possibilidade de este falhar um dia, aumentando esta possibilidade à medida que o tempo vai passando, que o disco vai ficando cheio e que o processo de ligá-lo e desligá-lo por USB ocorre centenas de vezes… Neste caso, há a possibilidade de colocar um sistema de backup duplo em funcionamento, recorrendo a um outro suporte equivalente em termos de espaço e características várias. Isto é algo que é feito em ambientes profissionais ou por utilizadores mais entendidos, que utilizam discos rígidos em regime RAID para garantir que não se perde informação alguma em casa de falha.

Seja como for, estamos a falar aqui de três tipos de equipamentos diferentes, embora se baseiem todos na mesma tecnologia de armazenamento, de certa forma: os discos rígidos externos convencionais, sejam eles portáteis ou não e assentes em memória flash SSD ou não; as “vulgares” pen’s USB, hoje em dia bastante “espaçosas” e rápidas, permitindo salvaguardar pequenas coleções multimédia (pode também utilizar um cartão de memória SD para o mesmo efeito); e, por fim, os dispositivos de Network-Attached Storage (NAS), que são, no fundo, discos rígidos externos que podem ser ligados a uma rede doméstica por Ethernet ou Wi-Fi.

Estes são três suportes de memória que constituem três das cinco formas “perfeitas” de fazer backups dos seus ficheiros mais importantes, sendo o quarto e quinto métodos os serviços online que já referimos acima. Na galeria deste artigo encontra também exemplos em particular destes modos de salvaguardar informação.

Utilizar a rede

No nosso caso, confessamos que recorremos aos serviços online de armazenamento de ficheiros para guardar alguns documentos importantes e de que precisamos diariamente em diversas localizações. Mas, para guardar fotografias e vídeos, ficheiros quase sempre bastante volumosos, recorremos a um equipamento NAS, devidamente ligado à rede.

As vantagens (de que já falámos no Tek) são notórias: podemos ter acesso a tudo a partir de qualquer dispositivo ligado à rede por cabo ou por Wi-Fi, da TV ao smartphone, e também à distância e fora de casa, com a ajuda da internet e de uma app móvel própria instalado no tablet, por exemplo. E é possível encontrar modelos que incluem duas unidades de disco rígido, para que seja possível configurar o equipamento para usar um disco rígido para manter backup de tudo o que é colocado no outro.

Por outro lado, se a sua coleção de fotos e vídeos nem é assim tão grande e a necessidade que sente de aceder aos conteúdos é menos frequente e/ou flagrante, pode sempre utilizar para os seus backups um disco rígido externo convencional ou uma pen USB com bastante capacidade. Neste caso, os conselhos principais que lhe damos são três: recorra ao USB 3.0 para as transferências de ficheiros; pense em utilizar um software de backup automático para facilitar o processo; e desligue e ligue o equipamento o menos vezes possível. Bons backups!