Glossário

DSL
Com. Iniciais em inglês de Digital Subscriber Line. Nome dado à família das tecnologias que utilizam a rede de cobre da infraestrutura telefónica mas que garantem elevada capacidade de transmissão de dados.

Há várias tecnologias da família DSL, que são conhecidas normalmente por xDSL. Cada tipo de tecnologia DSL tem um conjunto de características únicas em temos de performance, distância máxima, frequência de transmissão e custo.

As principais tecnologias DSL sobre um par de cobre são:
. Asymetric DSL (ADSL) - Tem velocidades de transmissão diferentes para o "upload" e "download" (o que a torna indicada sobretudo para acesso à Internet) e que vão de 1 a 8 megabits por segundo, respectivamente, numa distância máxima de 4 Km;
. Symetric DSL (SDSL) e High data rate DSL (HDSL) - usado para linhas de 2 Mbits;
. Very high data rate DSL (VDSL) - usado para linhas de alta capacidade e serviços de banda larga;
. G.Lite - Também conhecido por "ADSL Universal". Um sistema baseado em ADSL que não necessita de filtro (Splitter) nas instalações do cliente simplificando a instalação dos modems e que permite débitos binários de 385/500 quilobits/segundo no sentido ascendente e 1500 kbps no sentido descendente e cobrindo distâncias que podem ir até 6 Km.

DRM
Inter. Acrónimo de Digital Rights Management. Conjunto de tecnologias de gestão de direitos de autor que permite às empresas acrescentar aos ficheiros digitais um nível de protecção que impeça - em teoria - a cópia dos conteúdos.
Estas tecnologias foram sendo introduzidas pelas empresas da indústria da música e de vídeos para tentar evitar a proliferação da pirataria nos meios digitais mas têm sido alvo de críticas pela diversidade de sistemas usados e a incompatibilidade enter eles, que limitam a leitura e utilização de conteúdos comprados legalmente em alguns leitores de marcas diferentes, afcetando desta forma os direitos dos utilizadores.
Data compression
Soft. e Com. Compressão de dados. Técnica que permite reduzir ao máximo o tamanho de um ficheiro de dados, com ou sem alteração da informação original. Estas técnicas podem ser incorporadas no próprio hardware, como é o caso dos dispositivos de comunicações (modems, placas RDIS...), a fim de que o tempo de transmissão de dados seja o mais curto possível. As normas de compressão mais utilizadas em modems são MNP5 e V.42bis. No caso da compressão para armazenamento, o formato mais popular na plataforma PC é o .zip, criado pela empresa norte-americana PKWare. Em todos estes casos, a informação comprimida pode ser descomprimida para reaver o ficheiro no seu formato original. Contudo, existem casos em que a técnica de compressão não permite a reconstrução do ficheiro original: é o caso da norma JPEG, para compressão de ficheiros de imagem. Após o processo de conversão para este formato a informação perdida não pode ser recuperada.
Database
Soft. Base de dados. Conjunto ordenado de dados que permite administrá-los, consultá-los, cruzar e filtrar informações sobre si mesmos, etc.. Deste modo, a informação registada numa ocasião específica pode ser localizada e classificada pelos seus mais diferentes aspectos e da forma mais rápida possível. As bases de dados são a raiz de elementos mais complexos como aplicações em CD-ROM, motores de pesquisa da Internet (como por exemplo o SAPO) ou os sistemas informáticos centrais das companhias aéreas, bancos, etc.
Default
Hard. e Soft. Normalmente traduzido (incorrectamente) por “defeito”. Uma tradução mais correcta será “omissão”, no contexto das características assumidas pelo hardware e pelo software sem intervenção do utilizador. Por exemplo: a instalação de um programa assumindo os seus valores por “default” pressupõe que o utilizador não intervirá de forma a personalizar essa mesma instalação, actuando assim “por omissão”.
Delete
Soft. Do inglês “to delete”, apagar. Apagar dados, um ficheiro ou uma comunicação de um meio de memória, volátil ou não.
Dial up
Com. Marcação. Tipo de ligação a uma rede informática que usa a rede telefónica pública em vez de um outro tipo de ligação privada e/ou permanente. Trata-se de tipo de ligação mais comum para acesso doméstico à Internet, em que a ligação é feita ligando o número de telefone do fornecedor de acesso.
Digital
Hard. Soft. Com. É digital tudo o que se pode mostrar e contar com números, e que tem uma magnitude que pode apresentar um conjunto limitado de estados ou valores. No caso da informática, é normal usar indiferentemente digital e binário, uma vez que os computadores modernos trabalham normalmente com dígitos binários, sequências de sinais "on" e "off", ou "sim" e "não" (os famosos "uns" e "zeros").

Em numeração decimal com base binária, é possível representar qualquer número, não interessa se grande se pequeno, se positivo se negativo. Tudo o que é necessário é espaço suficiente para armazenar essa informação. No entanto, esse espaço é dispendioso, por isso os computadores representam os números com um número limitado de bits (tipicamente 32, em alguns casos 64 no caso do PC comum). Assim, o número mais pequeno que se pode representar, em 32 bits, é 00000000 00000000 00000000 00000001. Esta é também a diferença entre números representáveis adjacentes (metade deste valor é o chamado erro de quantificação).

Os valores digitais quantificados assumem um conjunto finito de valores, enquanto os valores analógicos podem assumir um conjunto infinito de valores.

Digitalizador
Hard. Dispositivo que transforma imagens impressas por processos tradicionais ou até mesmo objectos tridimensionais em informação binária capaz de ser entendida por um computador. Os digitalizadores podem ter várias formas: planos ou de mesa (“flatbed”), com uma superfície transparente plana onde é colocado o documento a digitalizar; de documentos (“feed”), em que é impossível digitalizar livros ou revistas, por exemplo, mas apenas páginas soltas; de mão, em que é o utilizador que usa o dispositivo movendo-o directamente sobre o objecto a digitalizar; de tambor, usado para digitalização de alta qualidade de imagens na indústria gráfica. Ver TWAIN.
Disco duro
Hard. Termo usado no Brasil. O mesmo que disco rígido, Winchester. Não se deve usar, uma vez que o contrário de disco duro seria “disco mole” e a origem do termo é a de oposição a disco flexível.
Disco magnético
Hard. O termo refere-se a discos magnetizáveis e não propriamente magnéticos. Disco no qual pode ser gravada, lida, apagada e rescrita informação. Os discos magnéticos podem ser flexíveis ou rígidos. Ver Winchester, magneto-óptico.
Disco magneto-óptico
Hard. Disco que reúne características das tecnologias magnética e ópticas. Trata-se, normalmente, de discos cujas características de retenção da informação são semelhantes aos discos ópticos (como os CD-ROM) mas que utilizam tecnologia magnética para poderem regravar a informação. Em meados dos anos 90, esta tecnologia entrou em desuso com o aparecimento de discos regraváveis 100% ópticos, os CD-RW.
Disco óptico
Hard.  Dispositivo de armazenamento de dados em que as informações são gravadas através da alteração das propriedades ópticas do material. Os discos ópticos mais comuns são os discos compactos (CD áudio ou CD-ROM), onde os dados são previamente gravados e que permitem apenas a leitura de dados. Ver CD-ROM.
Disco Rígido
Hard. Disco magnético de material rígido magnetizável (normalmente, metálico). Assim chamado por oposição a disco flexível (do inglês, “floppy disk”). Nos computadores pessoais os discos rígidos são os principais dispositivos de armazenamento de dados, e é neles que residem o sistema operativo e as principais aplicações. O disco rígido foi inventado pela IBM e apareceu pela primeira vez, numa versão de 10 MB, no IBM-PC XT.
Disquete
Hard. Disco flexível, fechado dentro de um invólucro plástico rígido, com capacidade de armazenamento e transferência de dados, usado na maioria dos computadores pessoais. Até ao final dos anos 80, as disquetes mais usadas era as de 5,25 polegadas (escreve-se normalmente 5,25’’ ou 51/4’’ e lê-se “cinco e um quarto”), com capacidade para 360 KB (disquetes de baixa densidade) ou 1,2 MB (disquetes de alta densidade). Nos anos 90, o formato mais usado passou a ser o de 3,5 polegadas, com capacidade para 720 KB (baixa densidade) ou 1,44 MB (alta densidade). No início da década, a IBM tentou impor disquetes de 3,5’’ de densidade extra, com capacidade para 2,88 MB, mas este formato nunca chegou a tornar-se norma.
Distribution
Soft. Distribuição. No âmbito do software, trata-se de um termo popularizado no final dos anos 90 na comunidade Linux e que se refere à diversas versões do sistema operativo distribuídas livremente. Neste caso, uma “distribuição” distingue-se de outra, entre outros factores, pela versão do “kernel” e pelos utilitários incluídos. Na Usenet, refere-se a uma delimitação de âmbito geográfico na qual se pretende divulgar uma comunicação. Determinados grupos distribuem-se num "local", ou seja, como um grupo fechado de utilizadores, e outros em toda a rede Usenet. Esta delimitação é estabelecida pelo administrador do sistema.
DMA
Hard. Iniciais em inglês de Direct Memory Access, ou Acesso Directo à Memória. No mundo dos PCs refere-se à capacidade de um dispositivo aceder directamente à memória do sistema sem ter de passar antes por outros subsistemas, ganhando assim em desempenho. Uma das utilizações mais antigas é a das placas de expansão, como as de som, que reservam para o seu funcionamento um ou mais canais DMA, de forma a aumentarem o seu desempenho. Mais recentemente, o termo usa-se na descrição técnica dos interfaces (controlados) de disco rígido tipo IDE, comuns nos PCs que, com ajuda da tecnologia DMA, conseguem elevados débitos de transferência de dados com o computador. Daí os termos DMA/33 e DMA/66, referindo-se aos limites teóricos de transferência de dados de 33 e 66 MB por segundo dos controladores IDE.
DNS (Domain Name System)
Com. Sistema de base de dados, distribuído na Internet, que permite saber o número IP de um domínio em concreto. Este sistema está organizado de maneira a que em qualquer parte do mundo um domínio dirija o utilizador a um número IP determinado, independentemente da localização geográfica do domínio e do utilizador. Ver Domain Name Server.
DNS (Domain Name Server)
Com. Computador que permite converter o nome de domínio em direcções IP que podem ler o computador. Ver Domain Name System.
Documento
Soft. No contexto da informática, refere-se aos ficheiros (documentos de texto, gráficos, folhas de cálculo) de dados gerados através das aplicações. Na Internet, designadamente na World Wide Web, documento é o nome dado a qualquer ficheiro HTML ou página web.
Domain
Com. Domínio. Nome empregado em referência a uma máquina ou a um servidor determinado na Internet. O nome de domínio compreende várias partes; a última parte, ou sufixo, designa o nível de estrutura superior. Ver Country Codes.
DOS
Soft. Iniciais em inglês de Disk Operating System, ou seja, sistema operativo de disco. O termo designa indiferentemente as versões criadas pela Microsoft (MS-DOS) e IBM (PC-DOS).
Down
Hard. e Soft. Em baixo. Estado no qual o computador ou o sistema não estão a funcionar. Comando do servidor que faz com que um sistema se desligue e pare.
Download
Com. Descarregar. Transferir um ficheiro proveniente de um computador remoto para o computador local, unido ao primeiro por uma linha de transmissão de dados, por exemplo, com um modem; o processo inverso é designado por upload (carregar).
DSTN
Hard. Iniciais em inglês de Dual-scan STN.
DTP
Soft. Iniciais em inglês de DeskTop Publishing. O mesmo que edição electrónica.
Dual Scan
Hard. Duplo varrimento. Usa-se no contexto dos ecrãs de cristais líquidos. Trata-se de uma técnica que permite aos ecrãs de “matriz passiva”, mais baratos, uma qualidade de imagem próxima dos de “matriz activa”, mais caros.
Duplo Varrimento
Hard. Ver Dual Scan.