Glossário

M2M
Com. Contracção da expressão inglesa Machine to Machine ("to" é substituído pelo algarismo "2", que tem o mesmo valor fonético). Na Internet, designa relações de comércio electrónico com um elevado grau de automatização, uma vez que podem ser realizadas independentemente da intervenção humana.
Metaverse
Int. O termo metaverse designa mundos virtuais onde as pessoas podem fazer-se representar por avatars e interagir em termos económicos e sociais, replicando o mundo real. A palavra foi utilizada por Neal Stephenson no livro Snow Crash, editado em 1992 e ganhou nova aplicação com o crescimento de mundos virtuais 3D como o Second Life.
Macintosh
Hard. Computador pessoal criado pela Apple em 1984. Foi o primeiro computador pessoal bem sucedido a introduzir conceitos que só muito mais tarde se tornariam norma, como o rato e o interface gráfico com o utilizador. Um ano antes, a Apple tinha já feito uma tentativa, que acabaria por não ter seguimento, com o Lisa. Um exemplar do Macintosh encontra-se aqui, nomuseu virtual francês Silicium.
Mail gateway
Com. e Hard. Computador que distribui correio electrónico entre dois ou mais sistemas diferentes de correio electrónico.
Mail server
Hard. Computador de um fornecedor de serviços Internet através do qual circula o correio electrónico.
Mailbox
Com. Hard. Caixa de correio. Zona de um computador central (Host) à qual se envia e de onde se recebe o correio electrónico do utilizador. É equivalente a um apartado físico dos CTT.
Mailing list
Com. Lista de correios. Conjunto de endereços de correio electrónico agrupados numa lista de nomes. A lista tem uma direcção electrónica fictícia – que não corresponde a uma caixa electrónica real (mailbox), de modo a que uma mensagem enviada por correio electrónico seja recebida em todas os endereços que compõem a lista.
Matriz Activa
Hard. Tecnologia de fabrico de ecrãs de cristais líquidos em que são usados transístores especiais (designados Thin Film Transitor, ou TFT) para activar ou desactivar os pontos de luz que constituem o ecrã, permitindo assim uma imagem muito mais brilhante e estável que a tecnologia de matriz passiva, mais simples e barata. Além do preço, o maior problema desta tecnologia face à de matriz passiva é o mais elevado consumo de energia eléctrica. Os ecrãs de matriz activa são normalmente usados nos notebooks de gama alta, embora no final dos anos 90 as economias de escala tenham permitido fazer baixar os preços, ao mesmo tempo que os avanços na tecnologia de baterias e na gestão de energia tenham tornado menos relevante o seu elevado consumo. Ver TFT, Matriz passiva.
Matriz Passiva
Hard. Tecnologia de fabrico de ecrãs de cristais líquidos mais simples e barata que a de matriz activa. Muitas vezes referida com as siglas STN, CSTN ou DSTN. Ver Matriz activa.
MB
Soft. Abreviatura de megabyte. Unidade de armazenamento normalmente usada em informática e que é igual a um milhão de bytes. Contudo, uma vez que a linguagem binária dos computadores é calculada sobre potências de base 2, não há uniformidade de critérios entre os fabricantes de equipamentos – sobretudo de discos rígidos e dispositivos de armazenamento – pelo que é frequente entender-se 1 MB como 1.000.000 de bytes mas também como 1.048.576 bytes, ou seja 220. Ver Byte, GB.
Memória virtual
Hard. Soft. Memória disponível num sistema informático para correr aplicações mas que não existe fisicamente como tal (daí o seu nome), mas sim simulada num dispositivo de armazenamento de massa, normalmente um disco rígido. A presença de memória virtual, que é gerida pelo sistema operativo, permite que um computador com reduzida capacidade de RAM possa correr aplicações ou abrir ficheiros que, na prática, necessitariam de mais RAM do que aquela que está de facto disponível.
MHz
Hard. Abreviatura de mega Hertz, ou seja, um milhão de Hertz.
Microcomputador
Hard. Apesar do nome sugerir um computador de diminutas dimensões, a verdade é que significa o mesmo que computador pessoal. O facto justifica-se porque, no final dos anos 70, o paradigma de computador era o grande sistema, pelo que um computador pessoal podia ser considerado “micro” face a máquinas que normalmente ocupavam salas inteiras. Ver minicomputador.
Microprocessador
Hard. Um CPU, ou unidade de processamento central, concentrado num único chip. Ver CPU.
Microsoft
Emp. [www.microsoft.com]. Empresa fundada em 1975 por William Gates e Paul Allen e inicialmente designada Micro-soft. O primeiro produto da empresa foi uma versão da linguagem de programação BASIC para o microcomputador MITS Altair. Após a criação do sistema operativo MS-DOS para o IBM-PC, em 1981, a empresa cresceu até se tornar na força dominante da informática nos finais dos anos 90. A sua família de sistemas operativos Windows equipava, no final do século XX, mais de 80 por cento dos computadores pessoais existente no mundo, baseados na plataforma Intel.
MIDI
MIDI Hard. e Soft. Acrónimo de Musical Instruments Digital Interface, norma criada em Agosto de 1983 pelos principais fabricantes de instrumentos musicais electrónicos. Estabelece o modo como esse tipo de instrumentos (sintetizadores, computadores e periféricos) comunicam entre si, através de um tipo de informação standard e um sistema de cabos normalizado. Possibilita que um sintetizador com teclado possa controlar os sons de outros sintetizadores, ou que uma música composta em MIDI num PC possa ser reproduzida num outro aparelho MIDI.
O tamanho dos ficheiros MIDI é na ordem de grandeza dos KB – uma música com três minutos, por exemplo, ocupa normalmente cerca de 30 Kb. Isto porque os ficheiros não guardam os sons, mas apenas as informações sobre as notas musicais, os instrumentos, volume de som e tempos utilizados numa música. Para a reprodução dessa música, o ficheiro vai buscar os sons instalados numa placa de som de um computador ou de um sintetizador. Um ficheiro MIDI possui a extensão “.mid”.
Minicomputador
Hard. Ao contrário do que se pode supor, o termo não se refere a um computador pequeno, mas sim um sistema departamental, normalmente capaz de suportar vários utilizadores em simultâneo. Quando os primeiros minicomputadores surgiram, em meados dos anos 70, a referência eram os grandes sistemas, que ocupavam salas inteiras. Ver microcomputador.
Mode
Hard. Soft. Com. Modo, maneira, estado. Tipo de serviço que admite um ou vários estados possíveis, os quais em geral se podem ajustar, por exemplo, “recepção”/“emissão”, “leitura e escrita”/“só leitura”, “com compressão de dados”/“sem compressão de dados”.
Modelo
Soft. Documento que serve de matriz para a realização de outros documentos. Em aplicações de processamento de texto, desenho ou edição electrónica, são muitas vezes usados modelos para acelerar a produção e assegurar a consistência do trabalho. Neste tipo de programas, qualquer documento pode ser transformado em modelo de forma a que, da próxima vez que for necessário produzir um documento idêntico, basta fazê-lo a partir do modelo. A principal diferença entre a utilização de um modelo ou a simples reutilização de uma cópia de um documento é que as aplicações, quando usam um modelo, obrigam o utilizador, sempre que é realizada qualquer alteração, a gravar o documento resultante sob um nome diferente, possibilitando assim a manutenção do modelo básico. O mesmo que template.
Modem
Hard. e Com. Contracção das palavras inglesas "MOdulador" e "DEModulador" (modulador/desmodulador). Uma vez que os computadores são equipamentos digitais e a rede telefónica tradicional é analógica, é necessária uma forma de traduzir os sinais enviados pelo computador de forma a poderem ser transportados pela linha telefónica e recebidos por outro computador no extremo oposto. Antes de enviar informação, o modem converte os dados (digitais) para forma analógica e, ao receber a informação, realiza a função oposta, convertendo a informação analógica em digital.
MS-DOS
Soft. Iniciais em inglês de MicroSoft Disk Operating System. Sistema operativo de 16 bits criado pela Microsoft em 1981 para o IBM-PC original. A última versão, MS-DOS 6.22, foi lançada em 1994.