Apesar das memórias internas dos equipamentos móveis serem cada vez maiores, as aplicações estão a acompanhar a tendência expansiva ao crescerem, também elas, em tamanho. Por isso, na impossibilidade de instalar todas as apps existentes nas lojas de aplicações, o Tek sugere-lhe seis delas que merecem ocupar uns quantos megabytes na memória do seu smartphone ou tablet.

Esta semana começamos com uma aplicação que promete ajudá-lo a poupar dados móveis e terminamos com um dos segredos mais bem guardados do Google Chrome. Pelo meio há espaço para jogos, inteligência artificial e até para ressuscitar uma das apps mais populares da história: o Vine.

Glasswire quer colocar os dados móveis novamente sob o seu domínio

Esta app mostra-lhe gráficos atualizados em tempo real da quantidade de dados que cada uma das suas aplicações está a utilizar.

Esta é uma aplicação para Android que pretende deixá-lo a par do que está a ser feito com os seus dados móveis. Através de gráficos coloridos, que são atualizados em tempo real, a Glasswire promete mostrar-lhe quais as apps que estão a fazer uso da sua internet e qual a quantidade que cada uma delas está a absorver.

A app mostra-lhe ainda quais os programas que estão a utilizar demasiados dados e aconselha-o a restringir a "liberdade" de algumas delas. Adicionalmente, a Glasswire tem ainda algumas funcionalidades de segurança que o ajudam a identificar algumas das ameaças a que o seu equipamento está sujeito. Se preferir, também pode definir alertas para receber notificações sempre que uma aplicação estiver a gastar mais dados do que é suposto ou sempre que o seu plano de dados atingir um certo limite.

Sublinha-se ainda que a aplicação é gratuita e que não existem quaisquer anúncios ou opções pagas.

Desenhe o que quiser que a IA da Google ajuda a tornar o resultado em arte (ou quase)

A aplicação AutoDraw está disponível gratuitamente no browser e funciona em telemóveis e tablets, independentemente do sistema operativo.

A aplicação faz parte das AI Experiments da Google e o objetivo é tornar os desenhos no telefone ou no computador mais rápidos, através da antecipação das "intenções" do utilizador.

Para prever os movimentos a ferramenta usa desenhos de artistas para ajudar a desenhar o resultado final e conseguir uma verdadeira obra de arte. Ou quase.

A app Autodraw está disponível neste link e é de acesso gratuito. Se tiver curiosidade pode ver alguns resultados aqui.

EatMessage: ponha as suas selfies a comerem fruta

É complicado garantir que esta seja a primeira aplicação que se "joga com a boca", como dizem os seus criadores, mas é bastante provável que consiga ser original ao misturar selfies e fruta para criar “caretas”, que podem ser enviadas via iMessage.

Esta “salada” resultante funciona com recurso à realidade aumentada, e joga-se tendo por base o serviço de mensagens instantâneas criado pela Apple para iOS.

E em que consiste o jogo? Fácil (ou nem por isso): em pôr a câmara do telefone em modo selfie, para que o rosto do utilizador seja transformado em controlador e consiga comer as peças de fruta que surgem na sua direção.

Enquanto isso, são registados “momentos” do jogo com o objetivo de enviar (as piores?) selfies aos contactos do telefone, através do iMessage. Também há filtros ao género do Snapchat e stickers para aplicar as fotos.

E se tem de abrir a boca para comer fruta virtual, também vai ter de desviar-se quando os  itens enviados na sua direção não forem comestíveis, como é o caso das lâmpadas ou dos dados.

A EatMessage é gratuita e está disponível para iOS.

A câmara é a única parte do Vine que continua viva

A Vine Camera é uma aplicação que celebra a memória da rede social a que o Twitter pôs fim em 2016. As suas funcionalidades permitem criar vídeos de seis segundos que podem ser reproduzidos em loop.

O Twitter eliminou o Vine do mundo das aplicações, mas deixou uma recordação que celebra a memória de uma das apps móveis mais populares da história. Embora a vertente social tenha sido suprimida de vez, a empresa transformou a câmara que estava integrada no programa numa aplicação individual que está disponível de forma gratuita para Android e iOS.

Tal como acontecia no Vine, esta app faz vídeos em loop com a duração de seis segundos. E na impossibilidade de os publicar no Vine, pode sempre partilhá-los noutra das suas redes sociais. O loop, no entanto, só será reproduzido no Twitter.

As ferramentas de edição que constavam na última versão da rede social também foram exportadas para esta nova app, o que possibilita o ajuste do vídeo dentro da própria Vine Camera.

Teste os conhecimentos e ganhe prémios com a nova app de trivia Birdy Bytes

A diversão é garantida com esta app criada pela empresa portuguesa Cashyt e que está a ser testada primeiro nas lojas do iOS e Android de Portugal. A mistura de recompensas virtuais e reais é um dos elementos diferenciadores.

A lógica é simples: a ideia é colocar os seus conhecimentos à prova numa competição de trivia que tem dois modos de jogo: Play for Fun, com amigos ou desconhecidos num "torneio" de escolha múltipla, ou Play for Rewards, onde o utilizador entre numa competição onde pode ganhar prémios reais, como vales de compras ou bilhetes de cinema, e mesmo smartphones.

O desafio foi lançado pela empresa Cashyt que tem o centro de competência localizao em Coimbra e promete mudar este tipo de competição.

A app introduz o conceito de Special Cards e Mess-up Cards que permitem "roubar" pontos aos adversários ou dificultar-lhes as jogadas. As cartas podem ser obtidas cumprindo desafios ou interagindo com marcas, lugares ou lojas no "mundo real".

A app está disponível de forma gratuita ns lojas de apps para iOS e Android e apesar de ter sido desenvolvida em Portugal só tem suporte para inglês.

App do Google Chrome tem “ovo da páscoa” para oferecer. Basta abrir 100 separadores

É aquilo que comummente se designa como easter egg e tanto aparece em dispositivos Android como em iOS, mas na plataforma móvel da Google tem variantes mais “malandras”.

É habitual os programadores esconderem código nas páginas ou produtos desenvolvidos, que resultam em pequenas adições inusitadas, umas mais do que outras. A Google tem um grande historial nesta “arte” e a aplicação do Chrome não escapou à tradição.

Este “ovo da páscoa” em particular é dedicado a todos aqueles que não conseguem refrear o ímpeto de abrir janelas de browser. Mais precisamente é dedicado a todos aqueles que alcançarem a redonda quantia de uma centena de separadores abertos.

Tais corajosos (?) utilizadores terão direito a ver transformar o número que costuma indicar tal contabilidade, no canto superior do ecrã, num tradicional “:)” no caso da plataforma iOS e num sorriso maior -  “:D” - se usarem um dispositivo Android.

A navegação anónima também dá direito a easter egg, e até mais cúmplice com a intenção, pelo menos para quem usa a plataforma Android. É que as 100 tabs abertas em modo privado no Chrome resultam num malandro “;)”. Para os utilizadores dos equipamentos da Apple os programadores da Google mantiveram “:)” mais tradicional.