Nesta altura do ano são muitas as marcas e serviços a anunciarem as suas escolhas para os melhores jogos do ano. A grande maioria desses títulos já foi sugerida pelo Tek, por isso, esta semana, as propostas incluem uma mão cheia daqueles rotulados como os melhores mas de sempre. São jogos para Android, iOS e Windows Mobile que primam pela sua originalidade e qualidade, oferecendo uma experiência divertida e que abrangem tanto jogadores casuais como os mais experientes que procurem por novos desafios.

Fazem parte das sugestões que lhe trazemos The Room Three, o terceiro e aparentemente derradeiro jogo da aclamada série de quebra-cabeças criada para smartphones, BADLAND 2, a sequela de um dos maiores êxitos para mobile que o põe a conduzir estranhas criaturas peludas por cenários repletos de perigos e armadilhas e Downwell, onde assume o papel de um destemido personagem que se atira sem medo para dentro de um poço sem fundo, tendo como objetivo evitar todos os perigos e inimigos que encontrar pelo caminho, fazendo uso da sua agilidade e das botas que disparam, com o propósito de conseguir chegar o mais fundo possível.

Em Prune passa a ser um jardineiro que tem como missão podar uma árvore de forma a que os seus ramos cresçam em direção à luz do sol e que floresçam, evitando as adversidades e podando os ramos que possam impedir a árvore de crescer saudavelmente. Por fim, Her Story, coloca-o no papel de um detetive que tem como missão resolver um crime ocorrido no passado. Para o efeito, é preciso visualizar uma série de vídeos, protagonizados pela esposa da vítima aquando dos interrogatórios, e juntar as pistas de forma a conseguir desvendar o caso e apanhar o assassino.

São jogos dos mais variados géneros que irão proporcionar divertidas e desafiantes experiências.

 

The Room Three

Resolver diversos desafiantes quebra-cabeças

The Room Three é o mais recente capítulo de uma das melhores séries de quebra-cabeças criadas para dispositivos móveis. O enredo continua onde parou nos jogos anteriores, com o jogador a descobrir quem é o vilão por detrás de toda a trama, alguém conhecido apenas como O Artesão, e a procurar informações e pistas para o encontrar, sendo levado sem saber como para uma ilha deserta onde terá, mais uma vez, que enfrentar todos os desafios criados pela estranha figura.

A jogabilidade e os comandos mantêm-se inalterados, sendo necessário interagir com os objetos que podem ser tocados, arrastados e movidos de forma a conseguir desvendar os seus segredos. Como novidade, o jogo introduz um monóculo especial que, além de mostrar determinadas coisas que o olho humano não consegue ver, permite entrar dentro das miniaturas e resolver os puzzles que estão dentro delas. Outras das novidades é a existência de diferentes cenários, não estando confinados a uma única sala, sendo possível aceder às diferentes habitações que compõem a mansão Grey Holm, aumentando deste modo a liberdade de explorar todo o cenário.

O terceiro e derradeiro capítulo da série está mais difícil que os anteriores, sendo, claramente, o mais desafiante. O nível de complexidade de alguns enigmas é bastante elevado, levando a que não se consiga concluir o jogo tão rapidamente como esperado. No entanto, existe um sistema de dicas que permite ajudar o jogador nas situações em que este se encontre com maiores dificuldades.

O jogo prima ainda pela excelente componente gráfica e sonora, criando uma atmosfera de suspense e tornando toda a experiência de jogo ainda mais imersiva. A riqueza dos detalhes dos diversos enigmas é incrível, especialmente quando se visualizam os interiores dos objetos através do monóculo.

The Room Three é claramente um dos melhores jogos do género, imperdível para os fãs de quebra-cabeças, mas também para quem queira experimentar um desafio interessante. Está disponível para equipamentos Android e iOS por €4,99.

Links: AndroidiOS 

 

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Her Story

Descobrir o assassino vendo vídeos

Her Story foi o grande êxito de 2015 e é claramente um dos mais badalados jogos de sempre, especialmente pela originalidade da sua jogabilidade. Criado por Sam Barlow, argumentista e designer de conhecidos jogos como Silent Hill: Shattered Memories e Aisle, Her Story coloca o jogador no papel de um detetive que terá que juntar pistas e tentar desvendar o caso de um homicídio de uma pessoa ocorrido em 1994. Para tal, será necessário aceder à base de dados da polícia e pesquisar através de centenas de vídeos com entrevistas realizadas a Hannah Smith, a esposa da vítima. O jogo baseia-se em vídeos de imagem real, protagonizados por Viva Seifert, que bem mereceu o prémio de melhor performance, que assume o papel da esposa.

O jogador terá que, através da pesquisa por palavras, aceder aos vídeos associadas às mesmas que terá que visualizar de forma a ir juntando as peças e pistas deste estranho caso. De início a lista de palavras a pesquisar é bastante limitada, existindo apenas "murder", "husband" e pouco mais. Sim, palavras em inglês pois o jogo está todo em Inglês, e é fulcral perceber o que a esposa da vítima diz nos diversos vídeos de forma a depois efetuar novas pesquisas e aceder a novos vídeos que poderão dar importantes pistas. Por isso, um bom domínio da língua inglesa é essencial.

Os diversos vídeos estão indicados com uma cor, a vermelho estão os vídeos que ainda não foram descobertos, a verde os descobertos e analisados e, por fim, a amarelo estão os já descobertos, mas que ainda escondem pistas não identificadas. Estas cores acabam por tornar-se numa ajuda, especialmente os vídeos a amarelo.

Her Story não é linear, já que os jogadores poderão seguir pistas e caminhos diferentes nas suas investigações, não existindo um caminho predefinido para resolver o caso. Por isso, é uma experiência única para cada um.

É um jogo com uma premissa simples, recheado de mistério e intriga. Trata-se de um título diferente, com uma jogabilidade original, muito divertido e desafiante, um dos melhores criados para smartphone, e, definitivamente, um jogo que não ninguém deve deixar de experimentar. Custa cerca de €3 e está disponível para equipamentos Android e iOS.

Links: AndroidiOS 

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BADLAND 2

Percorrer espaços cheios de perigos e armadilhas

Sequela de um dos maiores êxitos para smartphone, BADLAND 2 traz novos mundos fantásticos repletos de elaboradas armadilhas, obstáculos e quebra-cabeças enquanto é necessário guiar estranhas criaturas de modo a garantir a sua sobrevivência nesses ambientes hostis. O jogo introduz novos elementos como líquidos, lança-chamas, gelo, magma, água e a luz volumétrica ardente para tornar os diversos níveis ainda mais desafiantes.

Para controlar as estranhas criaturas esféricas é preciso tocar no ecrã, fazendo-os mover para a esquerda ou direita e de forma mais rápida ou lenta. Tudo isto para os conduzir ao longo das perigosas cavernas repletas de inúmeros e mortais perigos, como picos e serras. Referir que todos os cenários foram desenhados à mão. Felizmente, à medida que se avança ao longo do cenário, diferentes power-ups irão surgir, sendo essenciais para conseguir progredir no jogo. Os seus efeitos são os mais diversos, como multiplicar o número de criaturas existentes ou para as tornar mais pequenas ou maiores, sendo extremamente úteis em alguns momentos críticos.

Não é difícil, mas irá obrigar o jogador a tentar várias vezes pois, a partir de um certo nível, não será fácil e imediato descobrir como ultrapassar determinado obstáculo e evitar que as pequenas bolas de pelo acabem por morrer. Referir que assim que o nível começa o ecrã move-se sem parar e se as criaturas caírem do ecrã são eliminadas, por isso, é preciso agir com alguma rapidez de forma a conseguir progredir.

O título inclui um modo multiplayer sendo possível desafiar outros jogadores em eventos assíncronos, existindo três tipos de desafios: ser o primeiro a terminar, ser aquele que consegue salvar mais clones ou o que consegue sobreviver durante mais tempo.

BADLAND 2 continua e melhora toda a experiência do seu antecessor, tornando-o num excelente jogo que garante muitas horas de diversão e desafios. Está disponível para Android e iOS e custa cerca de €4.

Links: Android / iOS 

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Prune

Ajudar uma árvore a crescer e florescer

Prune é um dos mais originais títulos criados para dispositivos móveis, tendo inclusive sido eleito pela Apple como o melhor jogo para iPad de 2015 e pela revista TIME como o melhor jogo do ano. O objetivo é dar asas à veia de jardineiro e ajudar uma árvore a crescer numa experiência audiovisual extremamente agradável.

A árvore que é preciso cuidar surge numa zona com sombra e irá crescer em direção à luz do Sol. O propósito é ajudar que os ramos da árvore cheguem à luz do Sol, cortando os desnecessários. Uma vez que os ramos apanhem Sol, irão nascer diversas flores, e, para passar de nível, é preciso conseguir florescer um determinado número das ditas flores. Caso não se consiga, será necessário reiniciar o processo.

À medida que se avança, serão introduzidos novos desafios. Num determinado momento será necessário dirigir a árvore para uma esfera azul, e, mais tarde, evitar o contato com uma ou mais esferas vermelhas. Bastará que apenas um dos ramos toque na área vermelha para que a árvore comece a ficar manchada de vermelho, causando a sua morte. Existem ainda outros fatores que irão tornar a missão do jogador mais difícil, como vento forte, bolas de fogo e espaços mais apertados que irão impedir que a vida se estenda até aos ramos mais elevados.

No geral, Prune não é daqueles jogos em que se perde muitas vezes, não é muito difícil, mas existirão momentos em que será preciso repetir alguns níveis várias vezes. A sua jogabilidade é muito simples, bastando deslizar os dedos pelo ecrã para cortar os ramos que são desnecessários e que irão impedir que a árvore cresça da melhor forma possível. Os gráficos são minimalistas mas dão um considerável sentido artístico, reforçado com uma música zen, típica deste género de jogos.

É realmente um jogo com uma premissa original, com uma jogabilidade similar a tantos outros jogos, mas cujo ambiente gráfico e sonoro minimalista tornam-no em algo muito peculiar e extremamente divertido de jogar. Está disponível para Android e iOS por €3,99. 

Links: AndroidiOS / Windows Mobile 

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Downwell

Saltar para dentro de um poço sem fundo

Downwell é muito simples, com gráficos feios e sem qualquer enredo mas com uma jogabilidade altamente frenética e viciante. Numa mistura de ação e plataformas, o objetivo é controlar um personagem que se lançou para dentro de um poço e fazer com que ele chegue o mais fundo possível, evitando os diversos perigos que encontrará pelo caminho.

Para derrotar as diversas criaturas que querem pôr termo à descida, basta saltar em cima delas, num estilo muito semelhante aos jogos Super Mario, no entanto, alguns inimigos são mais resistentes e para os eliminar será preciso utilizar as "pistobotas", ou seja, uma botas que disparam. Para o fazer é preciso estar no ar, portanto, antes de disparar, será necessário saltar.

Atenção pois as munições são escassas e gastam-se muito rapidamente. Para recarregar basta tocar no solo, tudo muito fácil e simples de aprender. Para além de eliminar os inimigos mais difíceis, os disparos servem também para atenuar a queda e ajudar na trajetória que se pretende seguir.

Graficamente o jogo é feio, utilizando uma palete de três cores: o preto, utilizado como fundo, o branco que indica o que é seguro, e o vermelho que indica perigo e que se deve evitar a todo o custo. Assim que o personagem salta para o vazio ele começa imediatamente a cair a alta velocidade, com o jogador a tentar evitar ou eliminar todos os tipos de inimigos que surgem.

Cada nível é dividido em fases e ao chegar ao final de cada uma existe a opção de receber um bónus que vai ajudar a continuar a descida, que irá tornar-se cada vez mais difícil. Pelo caminho é possível obter joias que podem ser utilizadas para melhorar a saúde do personagem ou para obter novas armas.

Trata-se de um título de ação intenso e frenético, um típico jogo arcade com um incremento de dificuldade que, mais para a frente, pode tornar-se demasiado difícil para alguns. Mas, mesmo assim, é um excelente jogo. Por isso, comecem a viagem até ao fundo do poço. Downwell está disponível para Android e iOS por cerca de €3.

Links: AndroidiOS