E se ganhar dinheiro fosse tão fácil como pegar no smartphone, iniciar a aplicação da câmara e gravar um vídeo? É justamente isso que a Glymt pede aos utilizadores: gravem vídeos entre cinco a 20 segundos e ganhem, no mínimo, 20 euros por cada criação.

Claro que para ganhar o dinheiro tem de haver alguém que compra. E é justamente nisso que a Glymt está a trabalhar neste momento: por um lado no reforço de criadores, por outro no reforço de empresas que marcam presença na plataforma. Até ao momento são quase seis mil os utilizadores e empresas, como a Nestlé, que já recorreram ao serviço.

E o conceito surgiu pela experiência pessoal de Nuno Bártolo, o diretor executivo da startup. Durante uma temporada na Índia, no qual trabalhou como arquiteto, o empreendedor viu-se perante situações em que necessitava de determinados vídeos sem que tivessse grandes condições para o conseguir.

Com a evolução dos smartphones e com a adoção das câmaras de ação, deu-se o momentum tecnológico para que a Glymt saísse do papel.

“A receção tem sido bastante satisfatória”, salientou o responsável em conversa com o Tek. Nuno Bártolo contou ainda que desde o lançamento da aplicação para iOS no dia 18 de junho, a mesma  já foi descarregada mais de oito mil vezes, estando registados criadores de 17 países.


Ainda que as imagens compradas pelas marcas possam não chegar ao grande ecrã, como muitos pensarão, podem no entanto servir como exemplos em demonstrações internas.

Do lado dos utilizadores só há necessidade de cumprir alguns requisitos, como o vídeo ser em HD e não poder conter, entre outros elementos, cenas sexuais. Nuno Bártolo explicou que por agora a verificação dos vídeos implica sempre “um par de olhos”, mas que parte do processo é automatizado no que diz respeito às especificações técnicas do vídeo.

Quem dá, também tira uma percentagem
A aplicação é gratuita e não há nenhuma funcionalidade que precise de ser comprada para que funcione a 100%. Por agora a única forma de a Glymt gerar dinheiro é através da coleta de uma percentagem do negócio que é feito entre utilizadores e “requerentes”.

Isto porque se o preço base para um vídeo curto é de 20 euros, os valores conseguidos podem ser mais avolumados, mas neste caso são as próprias marcas quem define o cachê, o guião e outras indicações para o vídeo.

Nuno Bártolo revelou que internamente existem números que gostava de atingir com a Glymt até ao final do ano, só não os partilhou publicamente. No entanto ficou a indicação de que os estudantes são um público-alvo importante para a empresa, pois além de ser uma faixa social que procura receitas sem compromissos, têm também o tempo disponível para a criação de um portfólio mais completo e com maiores hipóteses de rentabilização.

Rui da Rocha Ferreira