Os novos televisores QLED já tinham sido apresentados na CES e também em Lisboa, mas Michael Zoeller esteve na IFA Press Conference para mostrar a evolução da linha de televisores com as novas Samsung QLED TV e o conceito “The Frame” e explicou em entrevista ao Tek as principais mudanças da tecnologia.
“Pela primeira vez a Samsung TV está a oferecer cor perfeita em qualquer condição, um brilho 6 vezes superior ao habitual e o melhor nível de contraste em qualquer situação de luminosidade. E pode ficar surpreendida mas acredito que não vamos usar mais como argumento a qualidade de imagem porque com o QLED vai acabar a discussão sobre a qualidade de imagem nos televisores”, afirma o vice presidente da área de visual display da Samsung para a Europa, explicando que com este lançamento se atingiu um nível em que as melhorias se vão tornar cada vez menos visíveis. E usa a analogia com a indústria automóvel para explicar que quando se atinge um nível elevado de qualidade num determinado fator este deixa de ser um argumento relevante de venda.


Com as melhorias na tecnologia quantum dot a Samsung consegue mais eficiência da luz, estabilidade e um espectro de cor mais alargado, atingindo praticamente 100% no volume de cor e níveis de preto profundo e de contraste que rivalizam com a tecnologia OLED, que a empresa sul coreana decidiu deixar de usar nos televisores e que mantém apenas nos smartphones, como o Samsung S8 que chegou recentemente ao mercado.
Para além da qualidade da imagem a Samsung está também a trabalhar noutras plataformas para garantir a evolução dos seus televisores, e a por isso desenvolveu também novos sistemas para suportar o equipamento, facilitando a instalação na parede ou a utilização de uma espécie de tripé para suportar o televisor, mas garantindo a eliminação dos cabos, e um espaço mais arrumado à volta do equipamento.

Janelas para o Mundo

Para Michael Zoeller a televisão continua a ser a janela para o mundo e o centro do entretenimento doméstico, e o responsável da Samsung usa vários números que mostram que as pessoas continuam a consumir conteúdos de vídeo na televisão, em muitos países mais de quatro horas por dia, embora nem sempre em televisão linear.

A ligação a outros dispositivos, personalização e ligações smart são cada vez mais relevantes, e esta é uma área onde a Samsung está a trabalhar, reduzindo a complexidade nas ligações e também o número de cabos e controles remotos dispersos pela casa.

“As televisões estão cada vez mais smart e estamos a trabalhar na forma como o televisor pode integrar-se de forma mais estreita com a casa e a vida da família”, adianta Michael Zoeller, mas sem grande fricção e sem exigir conhecimento técnico. A ideia é que qualquer pessoa possa fazer a ligação rapidamente, usando o smartphone, o controle e a nova box que a Samsung quer que se torne o centro de todas as ligações ao televisor. Esta pode ficar até uma distância de 25 metros e evita a profusão de cabos ligados ao televisor que normalmente “destroem” o design do equipamento e do próprio espaço.

“Com os novos suportes temos também um sistema de cabos invisíveis e ocultação de fios, porque o televisor pode ser colocado em qualquer lugar da sala e deve ser integrado com a decoração, justifica.

Michael Zoeller não esquece também os conteúdos no meio desta visão. O responsável da Samsung garante que os conteúdos 4K são cada vez mais a norma e que mesmo nas emissões de televisão dos principais operadores esta é uma evolução que se fará rapidamente, justificando ainda mais o investimento dos consumidores nas novas tecnologias. Com o serviço TV plus a Samsung também quer facilitar a forma como os utilizadores encontram conteúdos 4K, em emissões de TV linear mas também em OTT (Over The Top).

E qual é o caminho da evolução? Mesmo sem querer discutir a qualidade da imagem, Michael Zoeller ainda passa muitas vezes por este tópico, mas a visão da integração está sempre presente. “A próxima evolução é tornar uma TV mais do que uma TV. Você desenha o seu espaço e decide onde a vai colocar, integrando-a com a decoração”, explica.

A solução é o novo conceito “The Frame”, onde o televisor é mais um quadro na parede, perfeitamente integrado e com um modo de exibição de imagens que evita o efeito “buraco negro”. O novo modelo que a Samsung apresentou em Lisboa, pela primeira vez num evento aberto, tem sensores que permitem ajustar a temperatura da cor e a luminosidade para se assemelhar a um quadro, com moldura e tudo, podendo ser colocada em qualquer divisão da casa.


O “The Frame” tem mais de 100 peças de arte, de diferentes criadores, à disposição dos utilizadores que também podem colocar na moldura uma fotografia de família. E todo o conceito foi pensado para ocultar os cabos e ajustar o dispositivo à decoração, com vários tipos de molduras de madeira e um modelo branco que pode ser pintado. “Até pode escolher o passe partout à volta da imagem e os sensores detetam quando não há ninguém na sala para desligar o equipamento e poupar energia”, explica ao Tek.

Os televisores The Frame vão estar à venda na Europa no final de maio em dimensões de 55 e 65 polegadas, com preços a partir dos 2.199 euros, e embora Michael Zoeller não queira fazer estimativas sobre o número de vendas a expectativas são positivas. “É um novo conceito e por isso não consigo dizer já se vai ser um campeão de vendas mas acredito que há um mercado relevante para este tipo de soluções e que muitas pessoas estão à procura desta nova forma de integrar o televisor na decoração”, justifica.