Codebits2012: O saudosismo está de volta no espaço arcada

O Codebits é um espaço multigeracional, não só nos participantes como nas tecnologias que marcam presença. Nos tempos livres, os programadores podem visitar a sala de hardware para ver e jogar em consolas de arcada que foram recuperadas.

Codebits2012: O saudosismo está de volta no espaço arcada
Na sexta edição do Sapo Codebits existe um espaço dedicado às consolas de arcada, máquinas que dominaram o mundo dos videojogos na década de 80 e no início da década de 90. O espaço está à responsabilidade de Luís Sobral, o Arcade Man, que tem dedicado os últimos três anos à recuperação destas consolas.

A recuperação também está a ser feita in loco no espaço do Codebits dedicado ao hardware. Luís Sobral está a trabalhar numa consola com uma temática dedicada ao evento, que mistura o espírito do Codebits com o do jogo Donkey Kong. A personalização está a ser construída à vista de todos e o processo está a ser registado em vídeo, mas existem pormenores que podem escapar aos olhares menos atentos.



Todas as consolas de arcada que estão a ser recuperadas no Codebits estão equipadas com o Raspberry Pi, o computador ultraportátil que também está em destaque no evento. A ideia é fundir a tecnologia de antigamente com as ofertas mais recentes do mercado tecnológico, e durante os três dias cerca de dez máquinas devem ficar a trabalhar com base na placa computacional.



Existem ainda máquinas de arcada que se destacam das restantes pela fusão de tecnologias. Uma delas é um simulador de condução que foi "trabalhado" pela Artica, um grupo dedicado à robótica. Os utilizadores sentam-se no simulador de condução, mas estão a conduzir na realidade um carro de telecomando que acelera na sala de hardware.



A outra consola de arcada que mais se destaca na sala Hardware Dan tem um ecrã LCD, plataforma para dois jogadores e por dentro está equipada... por uma Xbox 360. O jogo que corre nesta máquina é o último título de Mortal Kombat, o que acaba por criar alguma estranheza nos visitantes que veem um jogo com alta qualidade numa consola "tão de antigamente".

As arcadas que Luís Sobral está a recuperar são compradas a antigos donos de salões de jogos que já não têm uso nem procura para as consolas. Há três anos que se dedica à recuperação de arcadas, mas daí a tornar a atividade num negócio ainda vai um passo muito grande: "as pessoas veem e acham piada, mas depois não querem investir para ter uma consola de arcada", contou Luís Sobral em conversa com o TeK.

As consolas mais recentes e mesmo os dispositivos móveis estão a criar outro tipo de experiência de jogabilidade que as máquinas de arcada já não conseguem transmitir. Daí a aposta na exposição das máquinas e na tentativa de reconstruir as consolas com novas tecnologias.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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