Os dados apurados pela Gartner indicam que as vendas de computadores caíram 9,6% no trimestre, enquanto a IDC apurou um recuo ligeiramente superior, de 11,5%. Ambas as empresas apontam a HP como a fabricante que mais reduziu o volume de vendas em termos homólogos.

A IDC diz que a empresa vendeu 11,6 milhões de máquinas entre janeiro e março e que isso representa um decréscimo de 10,8% face ao mesmo período do ano passado, ainda que a quota de mercado da empresa se tenha mantido praticamente inalterada (19%).

Nas contas da Gartner, a HP vendeu 11,4 milhões de equipamentos, menos 9% que nos primeiros três meses de 2015. Também nesta análise a quota de mercado da HP permaneceu quase inalterada, embora seja menor (17,5%).

Fonte: IDC


Lenovo mantém liderança

A Lenovo continua a liderar o mercado de PCs e a Dell fecha o top 3, com 19% e 13% do mercado respetivamente. A primeira vendeu menos 7,2 a 8,5% no primeiro trimestre do ano, consoante a análise, e a segunda entre 0,4% e 2%.   

Alargando a cinco o top dos maiores fabricantes mundiais de computadores, a Apple e a Asus ganham espaço na tabela e é em relação a estes dois fabricantes que se registam as maiores diferenças entre a análise da Gartner e da IDC.

Para a Gartner a Asus foi a quarta empresa que mais vendeu PCs entre janeiro e março, com 5,3 milhões de unidades enviadas para as lojas, garantindo uma quota de mercado de 7,4% e um crescimento de 1,5%. A Apple surge na quinta posição com uma quota de 6,4% e vendas de 4,6 milhões de unidades. Também cresceu (1%), tal como a Asus em contraciclo com o resto do mercado.

A IDC não identifica esta tendência e defende que as vendas da Asus e da Apple seguiram a tendência de queda geral do mercado (8,3% e 2,1%, respetivamente), para um número de unidades mais equilibrado entre si: 4,4 milhões de unidades para a Apple e 4,3 milhões para a Asus.

O recuo generalizado das vendas de PCs nos primeiros três meses do ano é explicado com o facto de muitos consumidores estarem a substituir o tradicional PC pelo smartphone e pelo facto de as empresas estarem a apostar pouco na renovação de máquinas.

 Fonte: Gartner