Ao que tudo indica os programadores de vírus perderam o interesse por
worms e concentram-se cada vez mais na exploração das vulnerabilidades que os sistemas de mensagens instantâneas (IM) oferecem, tendo em conta que não requerem interacção com os utilizadores. O relatório de investigação sobre actividade maliciosa na Internet, realizado pelos Laboratórios Kaspersky identificou ainda os
botnets e
adware como outras ameaças a considerar.
O estudo intitulado Malware Evolution January-March 2005, refere que os vírus dos sistemas de IM demoraram a aparecer mas que são agora em grande número. Em cada oito
worms criados para sistemas de mensagens instantâneas, sete atacam o serviço de mensagens MSN da Microsoft. Todavia, "houve uma significante melhoria nas tecnologias antivírus", afirma Alexander Gostev, analista de vírus nos Laboratórios de Kaspersky.
O estudo aponta a identificação de 40
worms no IM durante o primeiro trimestre do ano, a maior parte produzidos numa das mais simples linguagens informáticas, o Visual Basic (VB), o que significa que os
hackers que criaram estes vírus não são programadores muito sofisticados, indica a empresa.
O relatório Kaspersky destaca ainda o perigo de
botnets - redes remotamente controladas por
hackers para enviar
spam. "Os
botnets são a maior ameaça conhecida à Internet", adverte Alexander Gostev, adiantando que estas redes exigem actualizações constantes em termos de malware e angariação de computadores
zoombie, estimulando a criação de novos vírus.
Hoje o
adware legitimo e o
malware são já difíceis de distinguir. Os actuais bloqueadores de
adware fracassaram e tornar-se-ão inúteis ao longo do tempo, considera o estudo.