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Intel está a desenvolver
chips de memória SRAM (static random access memory) com tecnologia de 65 nanómetros. Este processo de fabrico de próxima geração deverá estar disponível em 2005, prevê a Intel, e permitirá duplicar o número de transístores colocados em cada unidade, dotando-a de um maior número de funcionalidades e melhor
performance.
A investigação nesta área tem permitido aos fabricantes de
chips reduzirem cada vez mais o tamanho dos seus produtos, utilizando tecnologias mais aperfeiçoadas. Disponíveis no mercado estão para já os
chips de 130 nanómetros. Os seus sucessores, com tecnologia de 90 nanómetros deverão ser comercializados no próximo ano.
"Os transístores utilizados na Static Random Access Memory (SRAM) são tão reduzidos que é possível arrumar cerca de 10 milhões no espaço de um milímetro", garante a
Reuters com base em afirmações dos responsáveis da Intel. Embora os
chips SRAM não façam parte do portofólio de produtos desenvolvidos pela companhia, estes foram escolhidas pela Intel para testar a tecnologia de 65 nanómetros "por funcionarem de forma idêntica aos microprocessadores que garantem as funções de computação num PC", adianta Mark Bohr, director para a área de arquitectura e integração da Intel.
Se as previsões da fabricante se concretizarem, a empresa será a primeira a colocar no mercado
chips com esta tecnologia. A Intel tem a seu favor o facto de estar a reutilizar muitas das ferramentas já empregues no fabrico de
chips de 90 nanómetros o que poupa algum tempo e investimento à companhia.
"A Intel consegue desenvolver os novos
chips sem alterações significativas no
hardware e no equipamento", Steve Kleynhans da cansultora META Group. A capacidade de produção da Intel resulta de um investimento avultado, realizado ao longo dos últimos três anos em investigação e desenvolvimento. Neste período foram gastos 28 mil milhões de dólares.
Outras empresas do sector estão também a trabalhar na nova geração de
chips. No ano passado, a
Toshiba e a
Sony anunciaram uma parceria nesta área. Mais recentemente foi a vez da
AMD e da
Infineon que estão a trabalhar conjuntamente em tecnologias complementares ao desenvolvimento de
chips de 65 nanómetros.