Publicado por Casa dos Bits 17 Mai 2010 às 15:17
Texto maior Texto mais pequeno Mail ImprimirPortugal perde 174 milhões de euros com pirataria
Só com a não cobrança do IVA o Estado português perdeu em 2009 34 milhões de euros devido à cópia ilegal de software. A Assoft estima que o impacto das perdas aumentou mais de 16% face a 2008.
Baseando-se nos cálculos do 7º Estudo da BSA - Business Software Alliance Global Software Piracy que o TeK já tinha divulgado, mas juntando a sua própria análise, a Assoft acaba de divulgar o estudo do impacto da cópia ilegal de software em Portugal no ano de 2009. A Associação de software estima que tenham sido perdidos 174 milhões de euros, com 34 milhões de euros de IVA não cobrado a passarem ao lado dos cofres do Estado.
Embora o estudo da BSA aponte para uma quebra de 2% na taxa de utilização de software pirata em Portugal, na componente das marcas institucionais, a Assoft estima que a taxa de pirataria efectiva é de 54%, juntando 14% relativo às marcas que são assembladas em Portugal e aos leilões e downloads realizados via Internet.
Já noutros anos a associação vinha alertando para esta realidade, acrescentando sempre a análise local à avaliação global da Business Software Alliance, que abrange 111 mercados internacionais.
Em 2008 os valores apurados pela Assoft eram mais baixos, ficando-se nos 52%, apesar da BSA ter apontado na altura para uma taxa de 42% de pirataria em Portugal.
"O estudo da BSA revela que estamos a conseguir algum progresso na luta anti-pirataria de software, mas há ainda um longo caminho a fazer em Portugal para ficarmos ao mesmo nível dos outros países da Europa, que apresentam as taxas mais baixas, e uma maior consciência do valor da Propriedade Intelectual, também neste sector de actividade", afirma Manuel Cerqueira, Presidente da Direcção da Assoft.
No sentido de reduzir a cópia ilegal de software a BSA aponta cinco medidas que passam pelo reforço na educação pública da consciência sobre propriedade intelectual e dos riscos inerentes ao uso de software sem licença, a modernização legislativa e a criação de mecanismos mais fortes de execução, assim como a alocação de recursos governamentais significativos para o combate ao problema e a implementação de políticas de administração de software, sobretudo no sector público.
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