Um grupo constituído por algumas das maiores fabricantes do mundo na área das tecnologias está a levar a cabo uma série de acções para sensibilizar os dirigentes europeus para a necessidade de aumentar as restrições à utilização de químicos perigosos na composição de dispositivos electrónicos.
Sony Ericsson,
Dell,
HP e
Acer são alguns dos nomes envolvidos na iniciativa, que visa pressionar a União Europeia para que proceda a alterações legislativas que obriguem as empresas a restringir o uso de substâncias perigosas no fabrico dos seus produtos.
A parceria anunciada hoje junta também organizações de interesse público como a
ChemSec,
Clean Production Actio e
European Environmental Bureau, pede o reforço das restrições constantes das directivas comunitárias sobre Substâncias Perigosas (RoHS) e pretende fazer algum
lobby junto dos decisores europeus.
O principal objectivo é impor mais limitações ao uso do PVC (policloreto de vinilo) e dos retardadores de chamas bromados, também conhecidos como BFRs - actualmente a legislação proíbe apenas o uso de dois tipos de BFRs. Ambos os materiais podem produzir substâncias químicas bastante potentes (dioxinas halogenadas) quando incinerados em condições de reciclagem precárias e organizações como o
GreenPeace têm-se batido pela fim da sua utilização.
"Acreditamos que a indústria electrónica tem a responsabilidade de se mexer proactivamente de forma a encontrar substitutos dos BFR e PVC e estamos por isso a apelar aos legisladores da UE para que demonstrem alguma liderança em relação a este assunto votando para que se estreitem as directivas de RoHS", afirma Daniel Paska, um dos peritos em matéria ambiental da Sony Ericsson.
No comunicado em que explica a sua associação à iniciativa, a empresa garante já ter abdicado de "praticamente todos" os BFRs e compromete-se a eliminar completamente as substâncias halogenadas dos seus proudutos.
O recurso a estas substâncias é um dos principais critérios observados aquando da avaliação que precede à elaboração do índice de tecnológicas mais "verdes" da GreenPeace, o
Guide to Greener Electronics, cuja evolução o TeK costuma acompanhar.