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Vulnerabilidades informáticas cresceram 81,5% em 2002

Publicado por Casa dos Bits às 15.04h no dia 04 de Fevereiro de 2003 | 0 comentários
 
No seguimento do rescaldo do worm Slammer, um novo estudo revela que os administradores de redes informáticas tiveram que lidar no ano passado com um aumento de 81,5 por cento das vulnerabilidades face ao ano anterior, tendo sido registadas 2.524 novas falhas de segurança durante 2002.

Em contraposição, o Internet Threat Report, um relatório semi-anual divulgado ontem pela empresa de segurança Symantec demonstra que o nível de ciber-ataques diminuiu pela primeira vez durante a segunda metade de 2002, tendo registado um decréscimo de seis por cento.

O documento refere ainda que os danos provocados pelas blended threats - ameaças que combinam as características de vírus, worms, troianos e código malicioso com vulnerabilidades da Internet para iniciarem, transmitirem e propagarem um ataque -, como a Opaserv, foram inferiores aos gerados por ameaças mais antigas, como o Code Red, apesar das primeiras serem mais frequentes.

Outro dado interessante deste estudo é que está a assistir-se a uma redução do período que decorre entre a descoberta de um exploit - método para tirar partido de uma vulnerabilidade - e o início de um ataque.

De todos os ciber-ataques reportados pela Symantec, 85 por cento foram classificados como sendo manobras de reconhecimento prévio a um ataque, ao passo que os restantes 15 por cento foram considerados como várias tentativas de exploração de falhas de segurança.

A média de ciber-ataques por semana em cada companhia foi de 30 durante os últimos seis meses de 2002, de acordo com o relatório, comparado com os 32 ataques semanais por companhia registados durante os primeiros seis meses do ano passado. Os relatos de incidentes na Coreia do Sul cresceram 62 por cento entre Julho e Dezembro do ano passado, um dado que deverá ter a sua origem no facto do país ter um nível de utilização da Internet bastante elevado e com uma alta taxa de penetração da banda larga.

As empresas de electricidade e energia registaram a maior taxa de actividade de ataques e de outros incidentes graves durante o segundo semestre de 2002, bem como as companhias de serviços financeiros. O relatório publicado ontem pela Symantec resulta da análise de mais de 30 terabytes de dados e abrange a actividade de ataques a redes, a descoberta de vulnerabilidades e código malicioso.

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