Publicado por Casa dos Bits 10 Jul 2012 às 17:49
Texto maior Texto mais pequeno Mail Imprimir12% dos jovens portugueses acedem a imagens sexuais online
A conclusão é de um inquérito do projeto UE Kids Online, que acrescenta que dos 12,3% dos jovens que viram imagens sexuais na Internet, 14% ficaram perturbados. A análise revela também que as ferramentas de denúncia não estão a funcionar.
Mais de 12% dos jovens portugueses já foram confrontados com imagens sexuais quando navegavam na Internet e 14% dos visados afirmam ter ficado "perturbados" com o que viram, revela o mais recente relatório do projeto UE Kids Online.
De entre os que afirmam ter acedido a este tipo de conteúdos online, 7,2% viram pessoas a fazer sexo e 1,2% tiveram acesso a imagens sexuais violentas, acrescenta a análise.
As conclusões do estudo, que procura averiguar em que condições de segurança é feita a navegação na Web por parte dos jovens entre os 11 e os 16 anos na U E e quais as principais preocupações dos pais com os jovens, refere ainda que "as ferramentas online de denúncia não estão a funcionar".
A prová-lo estão os números: só 13% das crianças europeias que ficaram perturbadas com o que viram online recorreram a estes mecanismos. Em Portugal a percentagem é ainda menor, ficando-se pelos 11%. Porém, duas em cada três "vítimas" que denunciaram problemas ficaram satisfeitos com a resposta.
Os que denunciaram situações relacionadas com imagens sexuais são os que afirmam ter recebido uma ajuda mais eficiente. Já os que reportaram riscos relacionados com condutas, como o envio de mensagens de índole sexual ou bullying online, ter-se-ão sentido menos apoiados.
Os responsáveis realçam a ideia de que é preciso que a indústria melhore os recursos colocados à disposição dos mais novos que se veem colocados perante este tipo de situações - onde os conteúdos de índole sexual não serão o único problema.
O inquérito revelou, por exemplo, que 15% dos jovens europeus já acederam a sites com conteúdos nocivos criados por outros internautas, como sejam os destinados a promover a anorexia e bulimia. Estes constituem uma ameaça que afeta sobretudo as raparigas a partir dos 13 anos, apuraram os investigadores, constatando ainda que "são os jovens com mais competências de literacia digital que mais vezes encontram estes riscos".
No que respeita às preocupações demonstradas pelos encarregados de educação, teve especial destaque, numa lista de nove "temas" propostos pelo inquérito, o rendimento escolar. Acidentes rodoviários e o bullying (na Internet ou fora dela) são as que se lhe seguem na tabela das ameaças que mais preocupam os pais.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Joana M. Fernandes
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