Ataques DDoS estão cada vez mais poderosos e "as indústrias devem estar preparadas"

O número de ocorrências baixou, mas a força dos ataques é cada vez maior. Martin McKeay, editor sénior do relatório State Of The Internet / Security Report para o último trimestre de 2016, diz que as empresas devem estar preparadas para o que aí vem.

tek vírus

A internet é um lugar cada vez mais apetecível, mas, como comprova a Akamai, cada vez menos seguro. De acordo com o último relatório da empresa, a criminalidade continua a aumentar no domínio digital e algumas das técnicas utilizadas registam crescimentos na casa dos três dígitos.

Numa análise conduzida à atividade cibercriminosa perpetrada durante o último trimestre de 2016, a tecnológica norte-americana concluiu que os ataques DDoS se destacaram dos restantes. No caso das ocorrências superiores a 100 Gbps, por exemplo, o volume de ataques cresceu cerca de 140% face ao registado no mesmo período de 2015. O valor, no entanto, contrasta com o contexto geral. Embora tenham sido verificados mais ataques DDoS entre outubro, novembro e dezembro do ano passado, a Akamai escreve que os limites máximos dos registados em 2016 são bastante superiores. O maior, por exemplo, gerou cerca de 517 Gbps em tráfego ao passo que o número de endereços de IP que participaram em ataques desta natureza aumentou para um novo máximo superior a 180 mil.

No campo dos ataques a aplicações, os Estados Unidos mantiveram-se como a fonte principal, chegando mesmo a terminar o ano com um aumento de 72% face aos ataques conduzidos no terceiro trimestre de 2016. A justificação para este valor reside no aumento do tráfego online gerado durante a época natalícia.

"A nossa análise ao quarto trimestre de 2016 prova que o velho axioma que nos diz para 'esperar o inesperado' também se aplica à segurança web", escreve Martin McKeay, editor sénior do relatório, em comunicado. Fazendo referência à crescente dimensão dos ataques e aos botnets utilizados na sua concretização, McKeay diz que é possível que os "utilizadores que controlam o Spike se tenham sentido desafiados pelo Mirai" e tenham, em consequência, aumentado o poder dos seus ataques para se tornar mais competitivos. "Se for este o caso", considera o editor, "a indústria deve estar preparada para ver outras operadoras de botnet a testar os limites dos seus motores de ataque".

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