Com novas expansões anunciadas no passado dia 8 de maio, o metro de Lisboa deverá agora estender-se a duas novas estações (Santos e Estrela) até 2022. Com este novo plano de desenvolvimento operacional da rede, a linha verde será alargada para compreender estes terminais e vai engolir parte da atual linha amarela, passando a organizar-se numa lógica circular.

As novidades foram apresentadas pelo Ministro do Ambiente, numa sessão que teve lugar estação de São Sebastião, mas nada foi referido quanto às soluções tecnológicas contempladas para articular com as novas infraestruturas.

Numa altura em que todas as estações do metro estão já dotadas de rede Wi-Fi, o Tek questionou o metro se a tendência de cobertura integral se verificaria aquando desta nova expansão. A resposta foi positiva. "Está previsto o alargamento a estações futuras nos mesmos moldes do atualmente existente", disse Carina Ferreira, uma das responsáveis pela comunicação do metro de Lisboa.

Ao todo, a obra de expansão deverá custar cerca de 216 milhões de euros e será financiada com fundos europeus. Mas a este valor não se junta qualquer cêntimo pela integração de Wi-Fi nas estações. De acordo com o Metro, a instalação de internet "não apresenta qualquer investimento financeiro [para a empresa]". Nestes casos, valem as parcerias "em que o investimento é efetuado pelos parceiros", como a "Go-Wifi e a MOP".

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Quanto à qualidade, o Metro dissipa quaisquer reticências. "O serviço Wi-Fi é um aspecto muito importante para os clientes do metro e é um serviço altamente recomendado pelos seus utilizadores", respondeu a empresa quando questionada acerca do feedback dos passageiros sobre a qualidade destas redes. "O último inquérito efetuado pela Go-Wifi data de março de 2017 e evidencia excelentes níveis de satisfação em termos de facilidade de registo e tempo de espera pelo código pin, de informações disponibilizadas, de publicidade apresentada e, ainda, de experiência de uso". O tempo de espera prometido entre comboios, no entanto, vai dar cada vez menos tempo aos passageiros para navegarem online. De acordo com o metro, passarão apenas 3 minutos e 40 segundos entre a passagem de cada composição.

Em adição, as estações da Estrela e de Santos vão poder também estrear as novas soluções de bilhética digital que estão a ser desenvolvidas em parceria entre a Via Verde e a Novabase. Embora em fase de avaliação, a aplicação de uma destas alternativas passou já por uma prova de conceito e o metro não esconde a intenção de continuar a articular tecnologia em novas soluções para os passageiros. "São vários os projetos [digitais] em estudo, os quais passam por facilitar cada vez mais o acesso dos clientes ao Metro e pela desmaterialização dos bilhetes e dos processos a eles associados".

Para o futuro, mas não de forma vinculada, fica também planeado o prolongamento da Linha Vermelha, com estações em Campo de Ourique e Amoreiras. De momento não existe viabilidade financeira para a execução da obra. As estimativas apontam para a necessidade de 186,7 milhões para a concretização de um projeto que só deverá ter "pernas para andar" durante o próximo ciclo de fundos comunitários.