Esta é a terceira vez que a Polícia Judiciária faz detenções no âmbito do mesmo processo, depois das operações Caretos I e II.

Em fevereiro de 2015, era conhecida a constituição de 14 arguidos assim como a detenção de sete suspeitos, com idades compreendidas entre os 17 e 40 anos, acusados da prática de crime informático, nomeadamente ataques de negação de serviço (DDoS), defacing de páginas Web, acesso indevido e roubo de dados.

Cerca de um ano depois, na sequência da operação Caretos II, que continuou a investigar os ataques informáticos contra diversas entidades públicas que se sucederam, o Ministério Público constituiu mais 14 arguidos. A mesma operação resulta agora em mais uma detenção.

Em declarações ao Tek, Carlos Cabreiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, sublinhou que apesar do início da investigação remeter a 2014, é procedimento habitual continuar a fazer-se “monitorização” para apurar mais factos relacionados com a mesma. E foi assim que o suposto hacktivista de 16 anos acabou detido.

Perante os crimes de que é acusado, o jovem pode incorrer em penas de até cinco anos de prisão, no caso do acesso ilícito, se este for considerado agravado, e de até 10 anos de prisão no caso da sabotagem informática.