Portugal parece estar a passar ao lado do vírus Petya que se tem prolongado, ao longo desta terça-feira, por vários países da Europa. Espanha teve algumas empresas afetadas pelo problema e o grupo WPP parece ter sido atacado a nível internacional.

Segundo o comunicado do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), ainda não foi distribuída informação fiável sobre o sucedido mas, do que se sabe, o ataque terá tido origem na Ucrânia. Apesar do vírus se ter espalhado por diversos países, Portugal parece ter passado ao lado do ataque. O CNCS diz que se vai manter atento ao problema.

A Europol publicou no Twitter que está a par do ataque e que vai estar atenta ao desenrolar da situação.

Ao contrário do que é indicado pelo CNCS, o Observador diz ter conhecimento de que a colaboradores de algumas agências do grupo WPP em Portugal receberam ordens para desligarem os computadores e os dados móveis dos smartphones depois de verem mensagens que anunciavam que os ficheiros dos computadores estariam a ser encriptados. Também o ECO diz saber que a Ogilvy Portugal recebeu instruções para desligar os sistemas.

O TEK contactou diversas entidades financeiras e operadores de telecomunicações que confirmam estarem a par da situação, e a monitorizar a sua evolução, mas que não se encontram afetados pelo vírus, mantendo-se alerta para eventuais comportamentos de risco que possam vir a surgir.

Uma notícia da Agência Lusa dá entretanto conta de que o Serviço Nacional de Saúde desligou servidores e email "como medida de prevenção" para potenciais ataques, uma atuação semelhante à que foi assumida na altura do WannaCry que afetou gravemente os organismos de saúde no Reino Unido.

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Alguma entidades referem a existência de mais de dois mil ataques e a contabilização dos resgates pagos em bitcoin já ultrapassa os 50 mil dólares.

Esta terça-feira vários bancos e empresas ucranianas foram atacados pelo que começou por ser chamado de “um vírus desconhecido” que, mais tarde, se veio referir-se que seria uma versão alterado do vírus WannaCry, intitulada de Petya.

O modo de operar é, em quase tudo, semelhante ao vírus original que já havia causado ataques a empresas em mais de 150 países no passado mês de maio.

Segundo o que a Reuters adianta, esta versão do vírus não é propriamente nova tendo já atacado o ano passado vários serviços na Ucrânia, Rússia, Reino Unido e Índia. Mas o envolvimento do Petya neste ciberataque está a ser posto em causa por alguns especialistas.