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Eleitores jovens podem ser conquistados através da Internet

Publicado por Casa dos Bits às 08.54h no dia 09 de Setembro de 2002 | 0 comentários
 
Em estudo do Economic and Social Research Council, uma organização britânica de investigação e formação em temas económicos e sociais, hoje divulgado mostra que os políticos e outros grupos de pressão devem recorrer à Internet para conquistar os eleitores mais jovens. Este meio deve ser usado preferencialmente em relação aos métodos tradicionais.

O inquérito, conduzido no âmbito do programa de investigação sobre Democracia e participação, indica que os jovens entre os 15 e 24 anos são três vezes mais capazes de ser politicamente activos através da Internet do que em actividades políticas tradicionais.

Nas eleições realizadas no Reino Unidos em 2001 apenas 40 por cento dos eleitores entre 18 e 24 anos votaram, o que levantou sérias preocupações quanto ao empenhamento destes jovens no sistema democrático. "Este estudo deve ser visto de perto pelos partidos e grupos de pressão que querem aumentar a participação dos jovens na política", afirmou Stephen Ward, director do projecto.

A utilização da Internet não torna, porém, a actividade política impessoal, já que a maior parte dos jovens se mostrou mais interessado em responder a mensagens políticas que tinham sido reenviadas por amigos. Apenas 10 por cento ignorou estas mensagens face a 29 por cento que passa à frente em "spam" político impessoal.

Os utilizadores de Internet têm 22 por cento mais possibilidade de se envolverem em discussões políticas e 8 por cento mais probabilidade de contactar figuras políticas do que os jovens que não usam a Internet. De acordo com o estudo, apenas 15 por cento dos internautas teve conhecimento de campanhas políticas online.

A Internet também conquista os utilizadores de Internet da faixa etária entre os 25 e 34 anos, com 28 por cento dos inquiridos neste estudo a revelar uma participação online, em comparação com 18 por cento offline. Em contraste, apenas um por cento dos inquiridos com mais de 65 anos teve alguma actividade política online, comparado com 20 por cento que têm participação offline.

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