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Grupo acusado de roubar dados de cartões de crédito via Web de mais de 30 mil pessoas nos EUA

Publicado por Casa dos Bits às 12.41h no dia 26 de Novembro de 2002 | 0 comentários
 
Uma das maiores burlas financeiras de sempre na história dos Estados Unidos foi desmantelada, levando à detenção de três homens acusados de roubo de identidade, ao roubarem através da Web informação relativa aos cartões de crédito de um número superior a 30 mil vítimas, usando esses dados para retirar dinheiro de contas bancárias, realizar empréstimos falsos e acumular despesas feitas com os cartões, entre outros crimes, divulgaram ontem em Manhattan autoridades federais dos EUA.

Ao todo, calcula-se que este esquema, baseado num empregado de uma produtora de software de Long Island - nos arredores de Nova Iorque -, tenha provocado perdas no valor de 2,7 milhões de dólares, um valor que poderá ainda ascender mais. De momento, as autoridades estão ainda a tentar determinar quantas das 30 mil vítimas sofreram perdas financeiras.

A rede vendia dados relativos aos cartões de crédito por um preço de 60 dólares a um outro grupo de indivíduos nos bairros nova-iorquinos do Bronx e de Brooklyn que já tinham roubado ou obtido informações parciais sobre as vítimas, como os nomes e números de segurança social.

O esquema, que já funcionava há quase três anos mas que só começou a ser investigado no ano passado, centrava-se em Philip Commings, um empregado de 33 anos da Teledata Communications, uma produtora de software que controla a informação financeira fornecida pelas três principais agências de qualificação de crédito nos Estados Unidos, a Equifax, a Experian e a Transunion. Cummings utilizou o seu acesso informático para ter acesso às passwords e aos códigos empregues pelas companhias para efectuarem o download de informação de crédito sobre os indivíduos.

Segundo um comunicado emitido pela Teledata, Cummings foi funcionário dessa empresa desde Maio de 1999 a Março de 2000. Mesmo depois de ter deixado a companhia, continuou a poder utilizar o seu computador portátil para obter acesso a dados privados, tendo a actividade criminosa continuado até ao mês passado.

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