As
autoridades europeias da privacidade avisaram a
Google relativamente ao Street View: é necessário que a empresa reforce a informação disponibilizada sempre que começa a filmar imagens numa cidade e que tenha mais cuidado na captura e apresentação das imagens.
Numa carta enviado à empresa em meados deste mês, o responsável das agências europeias de protecção de dados sugerem que além de disponibilizar informação nas suas plataformas online - como já faz -, a Google recorra à imprensa local e a outros meios para disseminar o mais possível a informação de que vai iniciar a recolha de imagens num novo local. Deve ainda evitar a recolha de imagens de "natureza sensível ou que contenham detalhes íntimos, normalmente não observáveis por um transeunte".
A carta também pede que a empresa diminua o tempo durante o qual mantém as imagens capturadas, de um ano para seis meses, relata a
Associated Press que teve acesso à carta assinada por Alex Turk, responsável máximo do organismo europeu para estes assuntos.
O período actual de manutenção das imagens por um ano é tido pela agência como "inapropriado" e pela Google, que entretanto reagiu, como "legítimo e adequado".
A recomendação refere-se às imagens originais, antes de serem modificados pelo sistema que distorce os rostos visíveis. No que se refere a este sistema também há uma nota, que pede melhorias na desfocagem dos pormenores que identificam quem circula nas ruas.
O Street View tem sido alvo de muita polémica e já obrigou a Google a vários ajustes. Países como a
Suíça,
Alemanha,
Grécia, ou mesmo
Portugal já foram chamados a pedir medidas que reforcem os direitos de privacidade dos seus cidadãos, na sequência de queixas recebidas pelos organismos da privacidade.
A notícia do "aviso" europeu surge dois dias depois de ter sido conhecido resultado de um processo judicial que responsabilizou criminalmente responsáveis da Google por um vídeo no serviço na empresa.