Publicado por Casa dos Bits 12 Jul 2012 às 15:31
Texto maior Texto mais pequeno Mail ImprimirAmazon e Google entre as multinacionais menos transparentes
A Amazon e a Google estão entre as empresas que menos prestam informação sobre programas de combate à corrupção e políticas de transparência, revela um relatório que dá má nota a mais tecnológicas.
Amazon, Google, Canon, Apple, Microsoft ou Cisco estão entre as empresas menos transparentes do mundo, de acordo com um relatório publicado esta semana pela Transparency Internacional, que analisou práticas e dados das 105 maiores multinacionais a nível mundial.
Nenhuma das empresas consegue mais do que 3.5 valores na escala de 0-10 que avalia as políticas das organizações e os mecanismos implementados para prevenir fenómenos como a corrupção ou práticas de mercado pouco licitas.
Para apurar dados o organismo recorre à informação pública disponível nos relatórios e contas das empresas e noutras fontes, analisando a existência de programas concretos para controlar o risco do grande poder de influência das multinacionais ser usado de formas menos corretas.
Entre as tecnológicas de referência mal posicionadas em matéria de políticas de transparência o pior lugar é da Amazon, que não consegue mais que 2.8 na avaliação de critérios, ficando no 98º lugar da tabela. A Google soma uma pontuação idêntica (2.9), tal como a Canon (3.0). A Apple e a Microsoft reúnem 3.2 e 3.5, respetivamente.
Na primeira metade da tabela as presenças tecnológicas são sobretudo asseguradas por empresas mais ligadas à área das telecomunicações, como a France Telecom (6.6), a Vodafone (6.4), a Siemens (6.3) ou a Telefónica. Entre os gigantes das TI a SAP é a que pontua mais com 5.8 pontos.
Oracle, IBM ou Samsung são avaliadas no intervalo dos 4 pontos, enquanto Intel ou HP se ficam pelos 3.
Juntas as empresas analisadas no relatório valem 11 biliões de dólares e influenciam a vida de pessoas em 200 países. Globalmente o relatório concluiu que dois terços das empresas analisadas fornecem informação sobre os seus programas de prevenção à corrupção e que a maioria tem implementados códigos de conduta.
O número representa uma evolução face a 2009, último ano em que o organismo levou a cabo esta análise, quando menos de metade das empresas fornecia informação sobre programas de combate à corrupção.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Cristina A. Ferreira
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