Estudo desvenda o "novo papel" dos CIOs

A IBM apresenta um estudo sobre os "novos" directores de TI. Os CIOs passaram de braço direito da contabilidade a conselheiros da comissão executiva e têm de conhecer tão bem a área de negócio da empresa como as tecnologias que gerem.

Estudo desvenda o
A evolução das tecnologias de informação deu um novo papel aos directores de informática das empresas. Os novos CIOs têm uma relevância crescente nas organizações e estão tão (ou mais) preocupados em conhecer o negócio da empresa, como com a gestão das TI.

Os resultados são do estudo "A Nova Voz do CIO", divulgado hoje pela IBM. A análise empreendida pelo seu Institute for Business Value incidiu sobre inquéritos realizados a 2.500 responsáveis pela área das Tecnologias de Informação (TI) de empresas, na sua maioria com mil ou mais colaboradores. Foram considerados 78 países, incluindo Portugal, que participa com respostas de 13 CIOs.

O estudo divide as empresas entre aquelas que apresentam grande índice de crescimento e aquelas que apresentam menor grau de crescimento ou estagnaram, tendo em conta os indicadores financeiros e a relevância no respectivo sector.

A principal conclusão a retirar é a coincidência entre o perfil mais "visionário" - preocupado em conhecer profundamente o sector de negócio em que a empresa actua e em tomar parte nas decisões e estratégias - dos CIOs das empresas que apresentam maior crescimento, e a maior focalização na "gestão das TI" por parte dos CIOs das empresas com menor crescimento.

Apesar desta correspondência, não é claro que o maior crescimento da empresa esteja necessariamente relacionado com a visão dos CIO, porque, tal como foi referido por Henrique Arnaud Farinha, Director de Global Business Services da IBM Portugal - que conduziu a apresentação da análise - os dados observados podem ter diversas leituras.

Assume-se que nas empresas que têm maior crescimento isso pode dever-se a CIOs mais "visionários", que "reconhecem que a inovação de sucesso requer um envolvimento profundo com o negócio". Mas também é possível que seja o maior crescimento dessas empresas a criar as condições para contratar funcionários com estas características, ou dar-lhes maior margem de manobra.

Nas empresas com maior desenvolvimento é também necessário considerar que o orçamento dedicado às TI pode ser maior, o que deixa ao CIO mais margem de manobra e muitas vezes lhe permite uma "segunda linha" de assistentes que se dedicam à gestão das TI, deixando-lhe maior liberdade para pensar na estratégia de enquadramento dessa componente na estrutura global da empresa e no negócio.

Imagem estudo

Outra das realidades observadas é a preocupação geral com a optimização de custos, que foi unanimemente referida. É certo que a análise incidiu sobre um período de "crise económica", tendo os últimos inquéritos sido recebidos em Março deste ano, mas os responsáveis pela apresentação do estudo acreditam que esse seria sempre um factor com papel preponderante.

Um dos gráficos apresentados pelo estudo revela que os gestores da área das TI investem cerca de 14 por cento do seu tempo a planear reduções de custos na área tecnológica e que esta preocupação é constante, tendo sido identificados momentos dedicados a este tipo de planeamento praticamente todos os dias da semana. "O equilíbrio entre novos projectos e o controlo de custos é a dicotomia da minha vida", diz um dos entrevistados citados.

Os analistas identificaram aquilo a que chamaram os "três pares de papéis" dos CIOs, indicados por estes como essenciais ao seu bom desempenho e à capacidade para atingir aquilo que as empresas esperam deles. Os CIOs precisam de equilibrar a expectativa de que sejam "visionários" com a necessidade de serem "pragmáticos"; a capacidade de "criar valor" com a de "controlar e reduzir custos" e ainda a capacidade de produzir consenso, de integrar a "gestão das TI" e ser "colaborativo na organização", para permitir a expansão do negócio.

Imagem estudo

Entre os "dez elementos considerados mais importantes e visionários" pelos entrevistados encontram-se o Business Intelligence e Análise (80% em empresas de fraco crescimento e 86% em empresas com forte crescimento), seguido pela Virtualização (76% e 77%) e pela Gestão de Risco e Compliance (70% a 73%).

Interessante é também verificar que quando foi pedido aos responsáveis que indicassem os factores que consideram mais importantes na sua acção, a disparidade de respostas seja quase nula. As maiores divergências registaram-se no que respeita aos serviços SOA/Web - que, curiosamente, só surgem no 9º lugar na lista - que recolheu 68 por cento das respostas provenientes de empresas em grande crescimento e apenas 55 por cento entre as empresas com menor crescimento.

A análise avaliou inquéritos remetidos a CIOs de empresas a operar nos sectores Público (18%), Comunicações (11%), Serviços Financeiros (21%), Industrial (24%), Distribuição (24%) e outros (2%), a operar na Europa Ocidental (38%), América do Norte (24%), Japão (6%) e Mercados Emergentes (32%). Apenas 16 por cento das empresas consideradas contam com menos de mil colaboradores, 50 por cento têm entre mil e 10 mil funcionários e 34 por cento agregam mais de 10 mil.

Em Portugal foram consultados responsáveis pela área de novas tecnologias de 13 empresas, de todos os sectores representados no estudo.

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