Startup portuguesa Magnifinance prepara entrada em Espanha

A solução portuguesa de gestão financeira e de tesouraria para PMEs está a trabalhar numa nova versão da aplicação móvel e nos próximos meses quer entrar no mercado espanhol, mas tem mais planos para a internacionalização.

Magnifinance

Os próximos 18 meses vão ser desafiantes para a startup portuguesa Magnifinance. A empresa está a levantar um investimento de 600 mil euros para cumprir os objetivos de expansão definidos para este horizonte temporal, que passam pela introdução de novas funcionalidades na plataforma e pela entrada no mercado espanhol, o primeiro esforço de internacionalização do projeto.

O investimento que a Magnifinance procura já está garantido e vai assegurado pela Caixa Capital, que já tinha investido 200 mil euros na startup. O resto da verba será assegurado pela Wayra, incubadora do grupo Telefónica.

No que se refere à evolução do produto, Jorge Santos, cofundador do projeto, explica ao TeK que estão a ser desenvolvidas novas funcionalidades, para cobrir áreas como a gestão de stocks, mas também para atualizar as aplicações móveis do Magnifinance, no iOS e no Android. Hoje estas apps só permitem a consulta de suprimentos. Vão passar a permitir o registo de faturas e a validação diretamente no telemóvel de toda a informação constante de cada documento introduzido. As novas versões das apps têm lançamento previsto para agosto.

O reforço de parcerias é outra prioridade da empresa para 2016. Os escritórios de contabilidade são um dos alvos, para ajudar a levar o produto a mais PMEs. As empresas de serviços financeiros, que possam complementar as funcionalidades da plataforma, também estão na mira da startup.

O software da Magnifinance foi criado para facilitar a gestão de tarefas do dia-a-dia nas empresas, como sejam o registo de entradas e saídas de dinheiro e a sua classificação, para além de permitir a emissão de faturas. Garante integração com todos os bancos e sincronização com as contas bancárias da empresa, com os principais softwares de gestão e tem funcionalidades inovadoras como a possibilidade de registar e classificar faturas a partir de uma fotografia ao documento.

No domínio das parcerias, a startup quer explorar a possibilidade de recomendar serviços aos utilizadores, em face da situação financeira da empresa a cada momento. Indicando serviços de crédito nos momentos em que a PME possa precisar de um, ou aplicações financeiras quando identificar disponibilidade para isso, exemplifica Jorge Santos.

A Magnifinance conta atualmente com 270 clientes. Nasceu em 2014 de uma lacuna que os três fundadores identificaram no mercado quando já estavam juntos noutro projeto (uma consultora que criaram algum tempo antes).

Jorge Santos explica que a grande mais-valia do software está na ligação aos bancos e na capacidade de reconhecimento de despesas e faturas, atributos que garante serem inovadores não apenas em relação às soluções disponíveis no mercado português, mas também a um nível mais global.

Espanha será o primeiro passo na internacionalização da startup portuguesa, mas a Magnifinance já tem outros mercados no horizonte, como Itália, Alemanha, ou América Latina. A definição de mercados-alvo passa em larga medida pela expressão das PMEs nessas geografias, tipicamente com menos recursos e menos competências para gerir questões de tesouraria. Isto faz da Europa um palco privilegiado para a expansão da empresa, já que na região existem mais de 21 milhões de pequenas empresas. Só em Itália existem 4 milhões, sublinha Jorge Santos.

Cristina A. Ferreira

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