Andrea Fiorentino, responsável pela área de Mobile Market Readiness na Visa, explicou ao Tek que há uma muitas ideias inovadoras em desenvolvimento e que o novo laboratório que a empresa estreou recentemente em Londres é uma das mais valias para colocar em prática estes conceitos, em conjunto com as empresas.

No MWC, em Barcelona, a Visa montou uma série de experiências para que os visitantes pudessem ver e testar novos conceitos de integração de pagamentos no comércio. A realidade virtual, a realidade aumentada, Blockchain e outros novos métodos de pagamentos digitais marcaram presença e o Tek teve oportunidade de ver como é fácil gastar dinheiro num piscar de olhos (literalmente).

Na experiência de realidade virtual a Visa recorreu a uns óculos Samsung Gear VR para simular o ambiente de estádio virtual com a Fórmula E, e a possibilidade de comprar bilhetes e outro tipo de merchandising usando o Visa Checkout e a autenticação por voz. Tão fácil que em menos de 1 minuto gastámos 115 euros.

A realidade aumentada também está no roadmap da empresa e uma experiência montada com o Hotel Marriott cruza dados de transações Vida com outras fontes de dados, como o Google ou o Yelp, para uma experiência turística na cidade de São Francisco.

Conhecedor da realidade do mercado português, Andrea Fiorentino admite que não será fácil os bancos investirem neste momento em situações inovadoras nesta área, até porque o mercado nacional continua muito dependente dos cartões de plástico e a infraestrutura dos pagamentos sem contacto ainda não está totalmente operacional.

“Não é um problema de atitude mas de tecnologia” admite o responsável da Visa, antecipando que a entrada de grande players como o Google Pay ou a Apple Pay no mercado português pode fazer a diferença a curto prazo.