Serviços de streaming atraem pouco consumidores portugueses. Só se forem gratuitos

Os portugueses estão entre os que mais consomem informação e conteúdos online mas só se não tiverem de pagar por isso. A exceção vai para o desporto.

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Serviços como a Netflix, FoxPlay ou Nplay trouxeram para Portugal a oportunidade de ter acesso a um vasto cardápio de conteúdos, entre séries, filmes e documentários, por um preço fixo ao fim do mês. Um pouco por todo o mundo este tipo de oferta tem crescido e contado com uma forte adesão dos consumidores, mas Portugal está longe do grupo de países que se deixa entusiasmar por este tipo de proposta.

Um estudo divulgado pela Anacom, que compila informação estatística de várias fontes, mostra que  um ano depois de chegar a Portugal, o Netflix, líder mundial neste segmento, chegava apenas a 2% dos portugueses com 10 ou mais anos.

Os dados apurados no final do terceiro trimestre do ano passado mostram que os serviços concorrentes tinham uma quota ainda mais reduzida de 1%. Entre utilizadores de internet, a penetração destes serviços é de 9%, números que colocam Portugal na 22ª posição europeia da tabela. Os mesmos valores revelam que, quem usa este tipo de serviço, prefere o tablet ou o smartphone. É assim com três em cada quatro utilizadores.  

Curioso é notar que, embora os portugueses se situem abaixo da média europeia no que se refere ao acesso a serviços de streaming para filmes e séries, estão na posição oposta no que se refere ao acesso online a outro tipo de conteúdos, revelando-se dos mais dinâmicos da Europa no acesso a informação e entretenimento online.  


Independentemente do tipo de conteúdo online, os dados são claros em relação a um aspecto. O tipo de conteúdos preferidos dos utilizadores nacionais são os gratuitos (85%) e sem publicidade (56%), os dois critérios de escolha mais indicados pelos internautas portugueses para definirem as suas preferências. 

 O aspeto preço (que também foi o mais indicado pelos europeus na escolha de um serviço, embora em menor escala) é tão relevante no país que nos coloca na primeira posição da Europa na utilização de serviços de música exclusivamente gratuitos (86%). Somos os segundos no consumo de vídeos online exclusivamente gratuitos, jornais e filmes.  Só no consumo de conteúdos desportivos pagos é que os portugueses surgem acima da média europeia.  

Os dados do relatório sobre serviços Over-the-Top mostram ainda que em Portugal 39% dos utilizadores de internet  fazem chamadas de voz e vídeo. Um número que está em linha com a média europeia, sendo que Portugal ocupa a 20ª posição neste ranking ao nível da UE.   

No telemóvel 26% fazem chamadas de voz pela internet e 47% usam serviços de mensagens instantâneas, mas a atividade mais apreciada é mesmo a navegação nas redes sociais, algo que 80% faz. Consultar mapas é a segunda atividade mais referida (65%) e assistir a vídeos a terceira (63%).

 Os dados compilados na pesquisa mostram também que 30% dos consumidores concordam totalmente com a substituição dos serviços tradicionais pelos chamados OTT, serviços fornecidos sobre plataformas de internet e não através dos operadores tradicionais de telecomunicações. Entre os maiores adeptos destas ofertas estão os residentes na Grande Lisboa, estudantes e com um nível de escolaridade mais elevado.

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