De acordo com os últimos dados publicados pela ANACOM, a MEO continua a dominar o mercado das subscrições em pacote de serviços de telecomunicações. A empresa assegurou, em 2016, uma quota de 39,7%, mas a NOS, a segunda maior operadora no segmento, segue logo atrás com 39,3%. A Vodafone fecha o pódio com 15,9%. A Nowo, ex-Cabovisão, que disse esta terça-feira ter conquistado mais 10% de clientes nos últimos seis meses, terminou o ano com 5% de quota. Foi a Vodafone, no entanto, que mais aumentou a sua quota de subscritores durante o ano com um aumento de 2,1 pontos percentuais face a 2015.

2016 foi também o ano em que os pacotes "quintuple play" (de cinco serviços) se tornaram os preferidos dos portugueses. Com banda larga fixa, serviço fixo de voz, TV por subscrição, serviço telefónico móvel e banda larga móvel, estes pacotes beneficiaram de um aumento de 177 mil subscritores nos últimos 12 meses, chegando agora aos 1,44 milhões de subscritores. O segundo tipo de serviço que mais cresceu foi o 3P (telefone fixo, banda larga fixa e TV) cujo número de utilizadores aumentou em 116 mil clientes durante o mesmo período. Ao todo, diz a ANACOM, o "número de subscritores de ofertas em pacote atingiu os 3,51 milhões no final de 2016, um aumento de 266 mil assinantes, correspondente a um crescimento de 8,2% face ao ano anterior. Neste caso, a NOS liderava nas modalidades 3P e 4P, enquanto a MEO era a primeira operadora em 2P e 5P. Isto, tanto em termos de receitas, como de subscritores.

Consequentemente, as receitas dos serviços em pacote também cresceram. Em 2016 foram mais 11,5% do que em 2015, atingindo os 1,68 mil milhões de euros. A receita média mensal por subscritor foi de 41,48 euros, mais 2,2% do que o registado em período homólogo.

A maior fatia deste bolo coube à MEO que reservou para si 43,1% do total. A NOS ficou com 39,1% e a Vodafone com 13,5%. À Nowo coube 4,2% das receitas. Estima-se que cerca de 86,1% das famílias portuguesas dispunham de um pacote de vários serviços de telecomunicações no final de 2016 (mais 6,5% do que em 2015).