A explosão do uso de telemóveis Android vai acontecer no próximo ano à medida que mais fabricantes apresentam equipamentos e são desenvolvidas aplicações suportadas nesta plataforma aberta. Luís Avelar, administrador da TMN, garante que esta é uma aposta forte da operadora, que quer ter no início do próximo ano equipamentos a preços mais baixos, eliminando uma das principais barreiras actuais à entrada.

A TMN apresentou o seu primeiro terminal Android em Junho contrabalançando a aposta da Optimus e da Vodafone no iPhone, mas ainda está "longe da fase de massificação".

À margem da abertura do Codebits, Luís Avelar adiantou ao TeK que a operadora está a trabalhar em "novidades para breve", e que no início de 2010 estas vão surgir do lado do preço, com o lançamento de equipamentos a valores que rondam os 200 ou 300 euros.

Para isso a TMN vai apostar em terminais da HTC e Samsung, mas também em telemóveis de marca própria, que está a desenvolver com a ZTE, tirando partido da capacidade de massificação da fabricante chinesa com quem mantém uma parceria.

"O problema actual do Android é o preço dos equipamentos", explica Luís Avelar, reforçando que a operadora não tem por política subsidiar os equipamentos e por isso é preciso que os valores sejam mais acessíveis. Desta forma Luís Avelar credita que no próximo ano é possível duplicar o mercado de smartphones.

A falta de conteúdos é outra das barreiras identificadas ao crescimento do Android, mas a TMN está também a trabalhar nesta vertente, sendo o concurso de Widgets hoje lançado no Codebits uma das vertentes, mas que é também complementada com o trabalho com a Caixa Mágica, que mostra também no evento do SAPO uma prova de conceito da adaptação do interface do Android para o look da TMN.

Paulo Trezentos, director técnico da Caixa Mágica, admitiu ao TeK que embora a empresa não tenha desenvolvido até agora para plataformas móveis a adaptação foi fácil devido ao facto da plataforma ser Linux.

A Caixa Mágica também desenvolveu o Aptoid, uma aplicação que está disponível para download no Google Market e que permite instalar software a partir de vários repositórios, configuráveis no telemóvel de forma fácil, e que pode ser utilizada por entidades que querem distribuir software e que tem grande potencial de utilização pelos operadores como a TMN.

Fátima Caçador

Nota da Redacção: A notícia foi corrigida no nome do parceiro da TMN, que é a ZTE.