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Principais operadores de telecomunicações preparados para o IPV6

Publicado por Casa dos Bits às 17.18h no dia 29 de Março de 2007 | 0 comentários
 
Aos poucos os operadores têm vindo a preparar-se para o IPV6 e a garantir que o upgrade das suas redes é feito com equipamentos que suportam o novo protocolo, que vem dar resposta às limitações de endereçamento patentes no IPV4. A constatação é de José Fernandes da Microsoft e foi transmitida numa conferência sobre o tema, que decorreu esta manhã, em paralelo com o encontro do ICANN.

Os dados recolhidos e apresentados pelo responsável permitem afirmar que a grande maioria dos operadores de telecomunicações têm as suas redes preparadas para esta migração, mas têm optado por uma estratégia de low profile, com pouca divulgação de informação sobre o assunto.

Em Portugal a realidade não será muito diferente com a Novis e a Portugal Telecom a seguirem as estratégias internacionais e a aproveitarem os upgrades de rede para tornarem as suas infra-estruturas compatíveis com o protocolo, referiu ao TeK José Fernandes, em jeito de balanço da actividade nacional nesta área.

A par com as redes dos operadores, a adopção do IPV6 já uma realidade em várias universidades portuguesas, que se suportam na rede europeia GEANT e em entidades como a FCCN.

A nível europeu em 13 por cento dos países da Europa a 25 o IPV6 já é uma realidade. A nível mundial, e no que se refere ao sistema de nomes de domínio, números de Novembro indicam que 21 DNSs já tinham suporte para IPV6 e 89 códigos de país.

Dados de um pesquisa revelados no encontro apontam como principais razões para a não adesão ao protocolo a falta de redes onde possam ligar-se, falta de procura do consumidor e a falta de business cases.

José Fernandes considera normal a lenta adesão à versão 6 do protocolo IP, que promete resolver as limitações de endereçamento criadas pelo sucesso da Internet e pelo número crescente de equipamentos com ligação à Internet e endereço IP associado.

O responsável acrescenta que a migração lenta para o novo protocolo garante um esforço financeiro mais diluído para os operadores e com menos sobressaltos.

Cristina A. Ferreira

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