Opinião: Regresso às Aulas & Segurança na Internet

O fundador do projecto MiudosSegurosNa.Net elaborou uma lista de sete pontos que devem ser considerados em altura de regresso às aulas, tendo por base uma perspetiva digital. E como salienta Tito de Morais, uma das regras de ouro passa pela contribuição de toda a comunidade para a proteção dos jovens na Internet.

tek tito morais

Por Tito de Morais (*)

Com o início de um ano lectivo, se tal ainda não foi pensado antes, estamos perante uma oportunidade de famílias, escolas e comunidades unirem esforços reflectindo e agindo sobre a segurança da comunidade educativa no acesso e utilização da Internet na escola.

Assim, aqui ficam sete sugestões sobre alguns aspectos me parecem importantes serem objecto de reflexão por parte da comunidade escolar. Ao reflectir sobre estes aspectos, sugiro que leve este tema a discussão na sua escola, na dos seus educandos ou nas naquelas onde tem responsabilidades. E lembre-se: não basta exigir aos outros que façam; isso é a parte mais fácil. Independentemente do seu papel, pense sempre que você pode e deve contribuir para a solução e não apenas para a discussão. A segurança online de crianças e jovens é uma tarefa que deve ser comum às famílias, às escolas e às comunidades em que estas se inserem.

1.  Políticas de Utilização Aceitável
A existência de uma política de utilização aceitável é um instrumento de que as escolas podem dispor para regulamentar a utilização dos recursos informáticos que disponibilizam aos seus alunos, professores, auxiliares, etc. e também dos dispositivos que estes tragam para o recinto escolar. Serve para estipular de que forma é ou não aceitável que estes recursos seja utilizados.

2.   Dar a Conhecer as Regras
Por vezes é comum existirem regras e os utilizadores afirmarem desconhecerem-nas. Para evitar este tipo de situações nada melhor que obter a assinatura do utilizador no documento que enumera essas regras. Uma cópia para a escola e outra para o utilizador. E no caso dos alunos é essencial que os encarregados de educação assinem o documento juntamente com os seus educandos. A isto chama-se responsabilização.

3.   Contas, Perfis e Permissões
Quando um computador é usado por diversos utilizadores, é importante proteger as funções vitais da máquina, definir quem pode instalar e remover programas, a que programas e funções do sistema cada grupo de utilizadores pode aceder, etc. Assim, é importante a criação de grupos de utilizadores a que correspondam perfis de utilização que definam tudo isto.

4.   Identificação & Registo dos Utilizadores
Se a cada utilizador não corresponder um nome de utilizador e uma palavra-passe específica a esse utilizador, em caso de problemas dificilmente se conseguirá saber quem fez o quê. Ao identificar e registar os seus utilizadores e ao manter um registo das actividades associadas a cada utilizador, as escolas estarão a dar um passo importante no sentido de garantir uma utilização ética, responsável e segura dos meios informáticos que disponibilizam.

5.   Actualizações de Segurança
A segurança não é uma coisa estática. É dinâmica. Todos os dias são descobertos "buracos" nos sistemas operativos e nos programas que correm nos diversos dispositivos. Todos dias são descobertas formas de explorar essas falhas de forma ilícita. Daí que regularmente, sejam publicadas actualizações de segurança que permitem "remendar" ou colmatar essas falhas. É assim importante que alguém tenha a responsabilidade de se certificar que todos os dispositivos disponibilizados pela escola dispõem das actualizações de segurança mais recentes. Seja do sistema operativo, seja dos programas usados nesses computadores.

6.   Software de Segurança Essencial
Por outro lado, é essencial que todos os dispositivos usados na escola disponham de um kit mínimo de segurança informática. Este deverá ser composto por uma firewall, anti-vírus, anti-spyware, anti-phishing, anti-spam e bloqueadores de janelas. Estas tanto poderão ser soluções centralizadas num ou mais servidores da escola, ou então, no mínimo, por soluções de software em cada posto de trabalho.

7.   Controlos Parentais
Por fim, dado que a maioria dos utilizadores dos recursos informáticos serão - ou pelo menos deveriam ser - alunos, logo crianças e jovens menores de idade, a escola deverá também considerar se deseja ou não adoptar mecanismos de filtragem de conteúdos. Apesar destes nunca serem 100% eficazes, podem reduzir a possibilidade de exposição a conteúdos ilegais, impróprios ou danosos.

Estas são sete sugestões para reflexão que lhe deixo. Independentemente do seu papel numa dada comunidade educativa. Quer seja pai, mãe, encarregado de educação, professor, director ou responsável autárquico. Como poderá verificar, estas 7 sugestões incidem sobretudo nos aspectos tecnológicos e regulamentares. No entanto, para que esta abordagem seja completa, é importante considerar e reflectir também ao nível de abordagens parentais e educacionais que informem, formem e sensibilizem para uma utilização ética, responsável e segura das novas tecnologias de informação e comunicação. Para tal, desenvolvi o curso de “Iniciação à Segurança de Crianças e Jovens na Internet” que conta já com mais de 200 alunos – muitos dos quais professores que irão usar o curso com os seus alunos - e dezenas de críticas positivas ou muito positivas. Os leitores do Tek poderão usar o cupão tek0915 para obterem um desconto de 50%. Votos de um bom ano lectivo!

 

(*) Fundador do Projecto MiudosSegurosNa.Net

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