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Opinião: O futuro das aplicações móveis

Publicado por Casa dos Bits às 18.36h no dia 22 de Maio de 2009 | 1 comentários
 
O futuro das aplicações móveis
Por João Mendes (*)

Segundo a Google, existem 3,2 mil milhões de dispositivos móveis em todo o mundo. É certamente bastante se compararmos com os 800 milhões de automóveis registados e com os 1,4 mil milhões de cartões de crédito.

João Mendes - Altran Outra nota curiosa é que o telefone fixo demorou 100 anos a chegar a 80 por cento dos países enquanto os telefones móveis fizeram-no em apenas 16 anos. Se juntarmos a estes factos as capacidades dos dispositivos móveis actuais, que em alguns casos se verifica ser superior às dos PCs de há alguns anos atrás.

Hoje, quase todo os dispositivos têm sensores de energia, de luminosidade e de temperatura, enquanto os sensores de localização, orientação e de velocidade começam a ser comuns. E o que podemos esperar para os próximos anos?

Michael Mace da Rubicon Consulting e ex-Palm publicou um post no seu blog pessoal, denominado de "Mobile Application, RIP" que tem gerado alguma polémica. Segundo Mace, o fim das aplicações móveis pode estar próximo, dando lugar a aplicações e serviços a diponibilizar na Internet. Assim, devido à homogeneidade dos browsers móveis, consegue-se facilmente chegar a todas as plataformas móveis. Actualmente, se queremos que uma aplicação corra em Symbian, Windows Mobile, Blackerry, iPhone e Android temos de possuir cinco versões diferentes da aplicação.

Pelo contrário, a Internet é mais homogénea entre plataformas e tem um modelo de negócio mais estável. Mas, existem ainda algumas barreiras às aplicações web para dispositivos móveis, mas que começam a desaparecer. Denota-se, que as tarifas planas já são comuns nos EUA e começam agora a surgir na Europa, a qualidade dos browsers móveis melhorou bastante no último ano e a compatibilidade com as mais recentes tecnologias usadas na web está prevista para breve, a velocidade de transmissão de dados e a cobertura da rede permitem utilizar as ligações móveis com um nível de fiabilidade e dispobibilidade aceitáveis.

Pessoalmente, não concordo totalmente com a opinião de Michael Mace. Considero que ambas as abordagens, aplicações móveis e aplicações web, podem conviver.

O que me parece certo é que tanta evolução abre novas oportunidades de negócio e novos mercados a explorar, basta alguma imaginação para pensar aplicações interessantes que aproveitem o GPS ou o acelerómetro. Imagine-se por exemplo, um jogo que mistura realidade e ficção, que decorre nas ruas de uma qualquer cidade em tempo real e em que os outros jogadores são outras pessoas nas mesmas ruas da mesma cidade...

(*) consultor da Altran

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