http://tek.sapo.pt/opiniao/uma_pergunta_a_joao_trocado_da_mata_887372.html

Uma pergunta a... João Trocado da Mata

Publicado por Casa dos Bits às 18.21h no dia 15 de Setembro de 2008 | 3 comentários
 
João Trocado da Mata
O Plano Tecnológico da Educação tem já alguns componentes a avançar no terreno, como as Redes Locais, enquanto outros projectos estão ainda em fase de adjudicação, em concurso ou a aguardar lançamento de concurso público internacional. A forte integração entre eles exige alguns compassos de espera para pôr a funcionar toda a estrutura que em 2009 irá garantir às escolas de 2º e 3º ciclo do ensino básico e ao ensino secundário mais computadores e uma ligação Internet a 48 Mbps.

O programa prevê a instalação de cerca de 9000 quadros interactivos e mais de 20 mil computadores, vídeo projectores e impressoras. O cartão electrónico do aluno e a instalação de câmaras de vídeovigilância nos estabelecimentos de ensino estão também calendarizados, num investimento total de 430 milhões de euros.

Para apoiar a resolução de problemas que podem surgir com a gestão do parque informático e das redes, vai ser criado um Centro de Apoio Técnico que funcionará como primeira linha de apoio. João Trocado da Mata, coordenador do Plano Tecnológico da Educação, explicou ao TeK o conceito e os objectivos desta componente que já foi aprovada em Conselho de Ministros e cujo Concurso Público deve ser lançado em breve.

TeK - Quais são os objectivos do CAT e como vai funcionar a articulação com as escolas?
João Trocado da Mata -
Temos consciência de que ao reforçar o parque informático estamos também a introduzir mais complexidade no ambiente das escolas. Queremos evitar que esse movimento desloque os professores da sua função primordial, que é ensinar.
Todos os concursos que já lançámos introduzem práticas novas e entre elas está a integração da gestão e manutenção dos equipamentos, que fica a cargo dos fornecedores. Estes deixam apenas de entregar caixas de equipamentos. Têm de os montar e assegurar a sua manutenção. Mas quando surgem problemas num ambiente complexo como o que estamos a montar no PTE, com diversos componentes, é preciso ter uma primeira linha de apoio que identifica qual a origem da falha e depois faz a coordenação com o fornecedor responsável pela reparação.
O CAT vai funcionar assim como uma linha de atendimento geral, helpdesk e field suport, acompanhando a intervenção do fornecedor no terreno e assegurando que são cumpridos os níveis de serviço.

Nota da Redacção: A notícia foi corrigida na introdução onde se referiam as datas de instalação dos computadores e quadros interactivos porque este é um concurso que está ainda a decorrer.

Fátima Caçador

Comentar este artigo »

Comentários