Se tem por hábito jogar no PC desktop então deve mesmo considerar ter um destes monitores de alta definição. Principalmente pelas funcionalidades de gaming incluídas…
Ecrãs curvos, hoje praticamente sempre acima das 24 polegadas de diagonal, e com a resolução Ultra HD a ser a norma, superando o Full HD que agora já é um requisito mínimo. Estas são as premissas que dão origem aos monitores pensados para um uso doméstico, para reprodução de filmes e jogos. Mas há outras.
Há designs avançados, belos e ergonómicos, suportes que permitem dividir o ecrã em várias partes, sistemas que reduzem o efeito de cintilação normal nos monitores, funções que reduzem a intensidade da luz azul normalmente debitada pelos ecrãs LED, sensores que ajustam a quantidade de luz das imagens à iluminação registada na sala no momento…
São tantas as tecnologias que nos auxiliam na hora de olhar para o monitor, seja para ver filmes, jogar, estudar, navegar na web ou trabalhar que podemos ficar descansados, de certa forma: independentemente da marca e da forma física que o nosso próximo monitor apresentar, vamos estar bem assistidos e providos de qualidade de imagem.
Acer Predator X27
É um dos equipamentos que a Acer anunciou recentemente para este verão e é também um dos monitores gaming mais importantes na família Predator da marca, com diagonal de 27 polegadas e resolução 4K. Mas há muito mais no novo X27, desde a tecnologia Tobii de que falamos neste artigo até à curvatura de 1.800R no ecrã. Pode ainda contar com suporte Nvidia G-Sync a pensar na sincronização com a fonte de imagem, com taxa de atualização de 144 Hz, tecnologia Quantum Dot para alcançar 125% do espaço de cores sRGB e várias especificações a pensar no gaming. As ligações incluem HDMI e DisplayPort, junto de quatro portas USB 3.0 e um sistema de som estéreo de 7 watts.
www.acer.pt AOC AGON AG271UG
Outro modelo totalmente virado para o gaming, com ecrã IPS de 27 polegadas, resolução 4K e tecnologia Nvidia G-Sync. Neste caso, o design físico tem uma palavra a dizer, visto que a Ergo Dial Base permite efetuar ajustes ergonómicos e de altura, por exemplo. Por outro lado, há três tecnologias que a marca anuncia como “amiga” dos jogadores: o Flicker Free minimiza o efeito de cintilação para prevenir o cansaço ocular, o Low Blue Light reduz a luz azul de onda curta potencialmente nociva e o Shadow Control ilumina as áreas mais escuras sem afetar o resto da imagem. Com ângulos de visualização de até 178°, uma porta HDMI, quatro USB 3.0 e uma DisplayPort, e preço de 799 euros.
aoc-europe.com LG 34UM69G-B
Aqui está o magnífico monitor Ultra HD no formato 21:9 que a LG dedica aos jogadores, com 34 polegadas! Este é um modelo que inclui a tecnologia de sincronização AMD FreeSync, por contraponto aos que integram a Nvidia G-Sync, e basicamente com o mesmo propósito: coordenar a relação entre a placa gráfica e o ecrã, mesmo que as taxas de atualização se situem em níveis de Hz diferentes. O LG 34UM69G-B apresenta ainda 1 ms de tempo de resposta (Grey to Grey), 75 Hz, base/suporte tipo V-Line, cinco modos de jogo predefinidos (dois deles para shooters e um para RTS) e forma de dividir o ecrã em duas partes distintas para apresentação de conteúdos com diferentes origens.
www.lg.com/ptPhilips 349X7FJEW00
Outro modelo com 34 polegadas e outro modelo com forma de dividir o ecrã com resolução Ultra HD em duas partes diferentes: pode num sector ver um filme e no outro acompanhar o oscilar das suas ações na Bolsa, por exemplo, graças à tecnologia MultiView. O Philips 349X7FJEW00 vai ainda mais longe, pois o ecrã apresenta uma curvatura de 1.800R, algo bastante apreciado pelos jogadores, e também um formato UltraWide 21:9. Quanto a tecnologias integradas, há várias, desde a já referida AMD FreeSync até ao LowBlue Mode, que ajuda a reduzir a emissão de luz azul nociva à vista humana. O design permite ajustar o monitor em altura e conforme o seu gosto pessoal, ao passo que a gama de cores é de 117,3% em sRGB. Custa 889 euros.
www.mmd-p-comAsus ROG Swift PG258Q
Por qualquer coisa como €517 pode levar para casa este topo de gama ROG da Asus, pensado a todos os níveis para os jogos, disso não há dúvida. Em primeiro lugar, porque a taxa de atualização deste ecrã Full HD de 24,5 polegadas é de 240 Hz, uma marca bem acima da média neste segmento e neste intervalo de preços. Depois, porque está presente a tecnologia Nvidia G-Sync para evitar o gosting e o tearing, bem como um tempo de resposta Grey to Grey de 1 ms. Mas há muito mais para facilitar a vida aos gamers: segundo a marca, a tecla de atalho GamePlus permite fazer alterações durante o jogo, como são exemplos a inclusão da mira, de um cronómetro, de um contador de frames por segundo (FPS) e de uma funcionalidade de alinhamento de ecrã. Além disso, o sistema GameVisual disponibiliza em tempo real a mudança entre seis modos diferentes – Racing, RTS/RPG, Cenário, Cinema e sRGB. E ainda há suporte para kits Nvidia 3D Vision 2.
www.asus.pt Samsung CH711
Já tivemos oportunidade de experimentar este monitor da Samsung em três momentos distintos: jogos, filmes em 4K e trabalho. E em todos eles os resultados foram bons neste ecrã Quantum Dot curvo (1.800R) com quase 125% de cobertura cromática sRGB e resolução WQHD de 2.560 x 1.440 píxeis. O design Boundless (sem margens a limitar) agada às vistas e o pé em plástico permite ocular os cabos de ligação no interior, sendo possível um ajuste total na vertical e na horizontal. Os ângulos de visão são de 178 graus, com diagonais que podem ser de 27 ou 31,5 polegadas. Uma excelente surpresa da Samsung para usos multimédia domésticos…
www.samsung.pt Viewsonic XG2700-4K
A proposta mais recente da Viewsonic no campo do 4K em monitores de escritório e jogos é este XG2700, perfeitamente capaz de desempenhar todas tarefas domésticas a que se propuser. E principalmente porque estas 27 polegadas IPS Ultra HD integram um tempo de resposta de 5 ms, um Game Mode que vai otimizando as imagens em função do tipo de jogo e portas DisplayPort e HDMI 2.0, algo que praticamente todos os outros modelos deste lote incluem. A “cereja no topo do bolo” é, depois, a tecnologia AMD FreeSync, bem como um sistema destinado a equilibrar as áreas mais escuras de cada imagem.
www.viewsonic.comDell 24 - S2417DG
Outro monitor para jogos e filmes que não apresenta um ecrã curvo, é certo (tal como o modelo anterior), mas que conta com o “poder” da norma Nvidia G-Sync para garantir imagens livres de ghosting e screen tearing, pelo menos em teoria. Este Dell S2417DG tem um ecrã de 24 polegadas, como a própria designação deixa antever, com uma resolução QHD de 2.560 x 1.440 píxeis, com tempo de resposta de 1 ms Grey to Grey. Podemos ainda contar com cinco portas USB 3.0 e a tradicional ligação HDMI 2.0, juntamente com modos de jogo predefinidos para os géneros FPS, RTS e RPG.
www.dell.com Mas há tecnologias mais inovadoras e úteis que outras, sendo que, em termos de especificações, são os modelos mais apontados aos jogos que reúnem mais funcionalidades extra e especificações como 1ms de tempo de resposta ou 240 Hz de taxa de atualização do ecrã. Mas e se fosse o seu olhar a dar uma ajuda…?
Olhos mostram o “caminho”
Entre essas referidas tecnologias, há uma que se revela bastante interessante e que dá sem dúvida muito jeito entre os jogadores. Estamos a falar da tecnologia Tobii de eye tracking, que faz com que um ecrã seja capaz de detetar para onde está o olhar humano a apontar, ajudando assim a executar várias tarefas.
Graças a sensores e a software integrados, podemos assim, por exemplo, usar os olhos para “informar” um jogo do tipo shooter para onde queremos apontar a mira que normalmente controlamos com o rato!
Por outro lado, várias são as marcas que também nos monitores ostentam as maravilhas da tecnologia Quantum Dot, prometendo cores mais precisas. Ora, estes quantum dots, normalmente com 2 a 10 nanómetros, quando expostos à luz azul libertada pelas luzes LED, são capazes de converter parte da luz recebida para verde e vermelho, as outras duas cores da norma RGB.
As marcas garantem então que é possível obter cores até 30% mais vivas e fidedignas, ao mesmo tempo que estes ecrãs podem ser capazes de economizar energia, visto que apenas parte do painel LED é iluminado e não a sua totalidade. Em teoria parece funcionar, na prática é preciso testar e comparar com exatidão e usando condições e conteúdos distintos, certo?
Contra os “contratempos”
Denominamos aqui como “contratempos” alguns problemas de reprodução de imagem nos jogos e nos filmes que podem ser notados quando usar um monitor juntamente com um PC, principalmente numa “era” em que os utilizadores procuram bons tempos de resposta e taxas de atualização de ecrã bastante elevadas.
Exemplos? Talvez um dos mais flagrantes seja o tearing, um fenómeno que “teima” em apresentar no ecrã mais do que um frame em simultâneo. Isto traduz-se visualmente numa espécie de “escadinha” em que a imagem não bate certo, por assim dizer, e é causado sempre que há falhas de sincronização entre o que a placa gráfica debita e o que o ecrã é capaz de mostrar. E isto pode acontecer mesmo quando existe fisicamente suporte de ambos os lados…
Neste sentido, há uma tecnologia que tanto a AMD como a Nvidia utilizam, com nomes distintos, para garantir que ambas as partes deste “contrato” estão em sintonia. É a FreeSync e a G-Sync, respetivamente, sendo que muitos são os monitores que estão preparados para funcionar com estas tecnologias, como podem ver pelos modelos que compõem a galeria acima.
O problema aqui é que um monitor que anuncie suporte para a tecnologia G-Sync da Nvidia poderá não funcionar a 100% com uma placa gráfica produzida pela AMD, e vice-versa. Mas há outras tecnologias que ajudam as experiências com o monitor do seu computador um pouco mais agradáveis…
Sistemas de som e muito mais
Sabemos que são vários os modelos que integram colunas de som, o que faz com que, de certa forma, sejam dispensados eventuais conjuntos de altifalantes 2.0 ou 2.1 no PC, por exemplo. Mas há mais entre os “trunfos” que podem ajudar a que um monitor para assuma funções extra e utilidade adicional.
Um deles é, a título de exemplo, o sistema de carregamento Qi wireless que podemos encontrar no modelo Asus na galeria acima, algo que possibilita a recarga da bateria de dispositivos compatíveis com Qi de forma automática no momento em que estes são colocados na base de carregamento.
Em conclusão, deixamos uma nota importante: para ter acesso a um bom monitor Full HD ou Ultra HD, com um design apelativo e todas estas tecnologias (ou algumas delas), vai ter de abrir um pouco os cordões à bolsa, passamos a expressão, visto que os modelos mais recentes e bem equipados podem mesmo custar mais do que um portátil… Como sempre, é preciso ter noção de que a qualidade – neste caso, as tecnologias e qualidade de reprodução de imagens – paga-se.