Fique a conhecer alguns dos modelos de automóveis 100% elétricos à venda de momento em Portugal, para que as emissões poluentes e os gastos com combustível passem a ser algo do passado.
Tem um automóvel a gasóleo que se insere no segmento dos citadinos/utilitários e está constantemente a gabar-se da baixa média de consumo que consegue registar nas “voltinhas” dentro da cidade, certo? No entanto, se por acaso está dentro do grupo dos condutores que possui garagem com instalação elétrica, saiba que ter um carro 100% elétrico poderia ser sinónimo de grandes poupanças ao final do mês e, mais importante ainda, sem emitir um único grama de CO2 para o meio ambiente. É este o mundo dos veículos alimentados exclusivamente a eletricidade.
Com autonomias ainda bastante abaixo do que é capaz de alcançar um automóvel movido a combustíveis líquidos, um elétrico continua a ser dirigido maioritariamente aos condutores que se deslocam diariamente dentro de cidades, ou àqueles que efetuam uma viagem diária “tipo pêndulo” de casa para o trabalho (e vice-versa) numa distância inferior a 100 km, por exemplo.
Isto porque ao final de cerca de 180 a 220 km, em média, é possível que o seu automóvel elétrico fique sem energia e necessite de recarga para voltar a mover-se. É por isso importante que analise bastante bem a utilização que dá ao automóvel para verificar se a aquisição de um veículo elétrico a 100% é vantajosa face ao normal, já que estes automóveis tendem a ser um pouco mais caros que os modelos convencionais.
O que analisar antes de comprar
Como já referimos, o primeiro passo consista na análise do tipo de deslocações diárias e utilização a que se destina o automóvel. Depois, é importante ter uma garagem ou um ponto através do qual se possa efetuar a recarga da bateria do veículo durante a noite, já que os recarregamentos rápidos são apenas para situações pontuais, de preferência. Se faz regularmente viagens mais longas, por exemplo, uma automóvel com autonomia de 200 km pode não ser a opção certa, a menos que possa repartir essas distâncias por vários dias…
A fase seguinte passa por fazer as contas e perceber se compensa adquirir um carro elétrico em detrimento de um movido a combustível líquido. Dê especial atenção ao facto de alguns modelos terem valores em separado no que diz respeito ao aluguer das baterias, algo que pode encarecer o produto de forma global.
Por fim, as parcerias. Queremos com isso dizer que existem vantagens, incentivos e programas especialmente dedicados a quem está disposto a comprar um veículo 100% elétrico, que não emite quaisquer emissões nocivas ao meio ambiente. Do ponto de vista do consumo elétrico associado aos recarregamentos, vale a pena espreitar o programa Mobilidade Elétrica da EDP, que existe em paralelo com algumas marcas automóveis. No site em causa encontra um simulador bastante útil.
Igualmente vital é conhecer de antemão a MOBI.E – Rede Nacional de Mobilidade Elétrica. Sim, este é o programa que lhe permite utilizar os postos públicos de recarga de baterias que existem nas ruas de algumas cidades (apesar de estarem quase sempre ocupados por automóveis “normais”…) mediante inscrição gratuita e posterior obtenção do cartão MOBI.E.
São mais de 50 os municípios aderentes, com uma rede composta por 1.300 pontos de recarregamento normal e 50 rápidos. Use o site em causa para consultar o mapa e ficar a conhecer todas as vantagens e informações, entre elas os benefícios fiscais disponíveis para quem compra um carro elétrico.
Isenção de impostos?
Por falar nisso, o Orçamento de Estado de 2016 delibera que os donos de automóveis 100% elétricos estão isentos de pagamento de Imposto Sobre Veículos (ISV) e do Imposto Único de Circulação (IUC). Pode também deduzir o total do IVA das despesas relacionadas diretamente com viaturas elétricas. Contudo, em 2017 desaparece a isenção de ISV acima indicada…
Também há incentivos fiscais para o abate de veículos em fim de vida aquando da compra de um carro elétrico. Esse incentivo é de momento 2.250 euros, sendo que para o ano que vem passa a ser apenas de 1.125 euros.
Sá falta agora escolher qual o carro elétrico que vai comprar…
Não estão aqui todos os que de momento estão nos stands portugueses à espera dos condutores mais bem-intencionados ao nível ambiental, mas esta é uma seleção com alguns dos modelos menos dispendiosos, sendo que, ainda assim, vários deles sejam equivalente ou superiores aos concorrentes a gasóleo ou gasolina no que toca a preço.
Renault Zoe – Desde 22.150 euros
A Renault atribui a esta nova versão do Zoe uma autonomia real de 300 km (“teórica” de 400 km), o que é uma marca já bastante interessante para um carro elétrico, não? É a nova bateria Z-E. 40 (41 kWh) que move este modelo, que está equipado com várias tecnologias recentes, entre sistema de som Bose, câmaras de apoio ao estacionamento, carregador Caméléon, navegação TomTom e sistema multimédia R-Link Evolution. A app ZE para smartphone dá uma ajuda preciosa no cálculo dos percursos e controlo da plataforma elétrica que sustenta o Zoe. www.renault.ptNissan Leaf – Desde 26.015 euros
A marca refere que o Leaf é o “líder do movimento elétrico”, prometendo “autonomia para o dia inteiro com apenas quatro horas de carga”. Será mesmo assim? Seja como for, a autonomia anunciada é hoje de até 200 km. Isto se selecionar para o veículo a bateria de 30 kWh, que fica repleta em cinco horas e meia com a ajuda da unidade de carregamento de 32A e com o carregador de 6,6 kW (vendido em separado). O sistema NissanConnect EV funciona em parceria com a app para smartphone para que possa efetuar à distância tarefas como programar o horário de carregamento ou ativar o ar condicionado do Leaf. www.nissan.pt BMW i3 – Desde 38.380 euros
Em termos de design, é porventura um dos mais bem conseguidos, pelo que já tivemos oportunidade de “avistar” várias vezes em algumas ruas de Lisboa. Por dentro e no que diz respeito à tecnologia que o compõe, o BMW i3 vai dos 0 aos 100 km/hora em 7,3 segundos, diz a marca, graças à bateria de 94 amperes/hora que equipa a versão mais recente do automóvel. Assim, a autonomia anunciada anda pelos 200 km. Pode contar com três modos de condução – Confort, Eco Pro e Eco Pro+ – e com a app BMW i Remote, que permite encontrar postos de recarga, planear as viagens, definir a temperatura interior e acompanhar o processo energético em tempo real, por exemplo. www.bmw.pt Volkswagen e-Golf3 – Desde 39,730 euros
A versão 100% elétrica do campeão de vendas da Volkswagen consegue, segundo a marca, ir dos 0 aos 60 km/hora em 4,2 segundos. O motor elétrico debita o equivalente a 115 cavalos, com binário de 270 Nm sempre disponível, como é apanágio dos automóveis do género. A velocidade máxima anunciada é de 140 km/hora e a autonomia em ciclo NEDC (Novo Ciclo de Condução Europeu) é de 190 km. E há muita tecnologia a bordo do e-Golf, entre ela o travão multi-colisão e programa eletrónico de estabilidade, por exemplo. www.volkswagen.pt Mercedes-Benz Classe B
O Classe B da Mercedes-Benz é o automóvel totalmente elétrico que a fabricante alemã destaca, com autonomia de até 200 km e possível extensão de 30 km extra através do Range Plus, vendido em separado. A velocidade máxima é assim indicada pela Mercedes com sendo de 160 km. E pode contar com o sistema Collision Prevention Assist Plus para receber alertas acústicos e visuais em caso eminente de colisão, pois é feita uma análise prévia do que está pela frente através de um radar desenvolvido pela marca. www.mercedes-benz.ptFord Focus Electric – Desde 39.990 euros
Este é o primeiro carro elétrico a 100% da Ford, com uma potência anunciada pela marca de 107 kW/250Nm, o que garante uma autonomia teórica de até 162 km. O Ford Sync ajuda na gestão diária de tudo o que rodeia este carro elétrico, bem acompanhado por travagem regenerativa, bateria de 23 kW, carregador de 6,6 kW, tempo de carregamento entre duas e quatro hora e outras tecnologias recentes. www.ford.pt Mitsubishi i-MiEV – Desde 26.000 euros
Certamente que já viu um destes a circular pelas ruas da cidade, pois o design compacto e colorido salta à vista. O i-MiEV foi um dos primeiros automóveis elétricos a chegar a Portugal, há já alguns anos, e mostra-se de momento com um consume elétrico de 135 WH por km, 150 km de autonomia, velocidade máxima de 130 km por hora e aceleração dos 0 aos 100 km/hora em 15,9 segundos, diz a marca. Entre o equipamento de série desta opção está o sistema de alerta acústico (AVAS), o cabo de recarga padrão com CCID (e também ligação para carga rápida), indicador no nível de energia, faróis dianteiros LED e jantes de 15 polegadas. www.mitsubishi-motors.pt