Há muitas formas de ter conteúdos em Ultra HD em casa e em movimento. De smartphones a televisores “inteligentes”, fique a conhecer alguns equipamentos perfeitos para “dar o salto” para o mundo da nova geração de ultra alta definição.
Já não há desculpa: os conteúdos disponíveis na resolução 4K ou Ultra HD existem já em abundância e tê-los em casa ou em movimento já não é sinónimo de um custo demasiado superior ao que encontramos em Full HD. Por isso, chegou a hora de adotar definitivamente o patamar de resolução de imagem que será standard durante os próximos anos, acreditamos.
Mas afinal que equipamentos tecnológicos têm o condão de conseguirem reproduzir e/ou emitir conteúdos em Ultra HD? São vários. Antes de começarmos a enumerá-los através da galeria de imagens que encontra mais abaixo neste artigo, queremos precisamente sublinhar que é efetivamente necessário que o sinal Ultra HD seja processador em ambas as “extremidades” do processo.
Passamos a explicar: para que consiga em termos práticos usufruir de conteúdos Ultra HD, é essencial que o dispositivo que está a emitir as imagens consiga efetivamente libertá-las na resolução nativa Ultra HD, mais concretamente uma resolução de imagem com 3.840 x 2.160 pixéis na horizontal e vertical, respetivamente (atenção que face ao 4K existe uma ligeira diferença, visto que esta relação apresenta 4.096 x 2.160 pixéis).
Televisores Ultra HD
É talvez o equipamento principal quando falamos de conteúdos em Ultra HD. É maioritariamente na TV que vai visualizar séries, filmes e outros programas neste patamar de qualidade, certo? Aqui, o 4K começa efetivamente a ser standard, até porque já existem à venda em Portugal televisores 8K, até. E, melhor do que isso, é bom vermos que as TVs com ecrã Ultra HD mais baratas têm preços já abaixo dos 500 euros. Neste caso, para quem procura o topo, o modelo na imagem é o LG 75UK6200PLB, um televisor capaz de fazer upscale de Full HD para 4K e que também conta com tecnologias HDR 10 Pro e HLG. Este é um exemplo de muitos televisores que existem de momento com ecrã Ultra HD no topo das gamas de cada marca, sendo que há depois muitas opções com valores bem mais atrativos. Smartphones com ecrã e gravação de vídeo Ultra HD
A captação de vídeo em 4K é já apanágio de muitos smartphones topo de gama e também até nas gamas mais intermédias, é certo, e é algo a que os utilizadores já estão habituados a ter no bolso, de certa forma. Mas e então os ecrãs, existem terminais com ecrãs com resolução Ultra HD ou 4K? A resposta é não, pois a relação de ecrã que mais encontramos entre os topos de gama do momento é o Full HD+ ou algo a rondar essa resolução. Na imagem está uma exceção, contudo, que ainda encontramos à venda: o Sony Xperia XZ Premium, cujo ecrã tem 2.160 x 3.480 pixéis (4K). Há ainda registo de um outro terminal da Sony, o Sony Xperia H8541, com ecrã com 2.160 x 4.320 pixéis – aqui sim o Ultra HD –, mas que não viu a luz do dia na Europa.Portáteis com ecrã Ultra HD
Outro equipamento do dia a dia que pode ter o condão de proporcionar-lhe bom momentos em Ultra HD. É preciso, claro, que o ecrã do portátil apresente essa resolução de ecrã, algo que até nem é assim tao banal quanto isso e que está reservado a portáteis e ultrabooks topo de gama, normalmente. É o caso do Lenovo Yoga C930, na imagem, um híbrido que conta com um ecrã tátil de 13,9 polegadas com resolução de 3.840 x 2.160 pixéis. A restante configuração pode variar, mas o modelo com CPU Intel Core i7-8550U, 16 GB de memória RAM e disco SSD de 512 GB pode alcançar o patamar dos 2.000 euros, sensivelmente. Consolas de jogos com output de vídeo em Ultra HD
Estas dispensam apresentações, certo? Até porque são os dispositivos de entretenimento doméstico por excelência, sendo até curioso notar que foram eventualmente dos sistemas que acolheram o 4K há menos tempo, de certo modo. Falamos da Sony PS4 versão Pro, na imagem, e também da Microsoft Xbox One X e das respetivas capacidades para “libertar” conteúdos em Ultra HD. Lembre-se, porém, que a experiência 4K não fica completa apenas com a consola: os próprios jogos (e outros conteúdos) têm de ser 4K, bem como o ecrã a que está ligada a consola. Streamers Ultra HD
Este segmento de equipamento tem mudado bastante de há uns meses para cá, muito por culpa da evolução das funcionalidades de Smart TV dos televisores mais recentes, que, em muitos casos, substituem por completo o propósito principal de um streamer multimédia como o conhecemos. Este gadget continuar a ser uma opção mais utilizada quando o televisor que temos em casa não suporta este tipo de funcionalidades de forma nativa, no fundo. Ainda assim, há bastantes modelos que abraçaram efetivamente o 4K em termos de output de resolução, o que é claramente uma vantagem. Na imagem pode ver um dos casos mais famosos, talvez: a Apple TV é um pequeno streamer que já existe na versão 4K, com um preço ligeiramente acima da versão Full HD apenas. A Apple TV 4K custa 199 euros na versão com 32 GB de espaço para armazenamento e 219 euros na versão com 64 GB.Câmaras digitais 4K
Por fim, um tipo de produto que há vários anos já adotou o 4K na captação de vídeo: as câmaras digitais e as câmaras de vídeo, mais concretamente. Neste segmento da tecnologia existem centenas de modelos que são já capazes de captar imagens nesta resolução, desde as câmaras compactas às reflex full-frame mais avançadas (e caras) e que são usadas por profissionais do cinema, até. No entanto, na imagem pode ver uma actioncam, um tipo de câmara diferente e que certamente conhece bem. Damos o exemplo da nova GoPro Hero 7 edição Black porque esta linha mostra há já vários anos como a resolução 4K “funciona” bem quando o assunto é registar em vídeo os momentos mais atribulados das nossas vidas. Vale a pena experimentar. Continuando a afirmação acima, é igualmente indispensável que, por outro lado, o ecrã que está a receber as imagens seja compatível com esta resolução de imagem, sendo capaz de apresentar em simultâneo no ecrã essa relação de pixéis. Ou seja, se ambos os dispositivos não forem capazes de lidar com este patamar de resolução, a experiência Ultra HD não acontece, visto que um deles estará a constituir um bottleneck ao processo.
Contudo, há dispositivos que são ao mesmo tempo emissores e recetores, codificadores e descodificadores, do Ultra HD. É o caso dos smartphones, por exemplo, que tanto estão a processar os conteúdos como a mostrá-los através do ecrã e em tempo real. Mas também aqui é necessário que o conteúdo que está a ser acedido tenha sido produzido e esteja a ser emitido nessa resolução.
O melhor exemplo é um vídeo do YouTube: mesmo que o smartphone ou um ecrã seja capaz de processar conteúdos em Ultra HD, o vídeo propriamente dito tem de ter sido captado com uma câmara Ultra HD, tal como tem de estar disponível na plataforma nessa resolução.
O mesmo se passa com uma consola de jogos, por exemplo. Mesmo que a resolução de ecrã do seu televisor seja Ultra HD ou 4K, somente conseguirá aproveitar esse patamar de qualidade de imagem caso a consola seja capaz de processar conteúdos Ultra HD, como é o caso da PS4 Pro ou da Xbox One X. E os títulos em si tem igualmente de ser compatíveis em termos de conteúdo apresentado. Isto em termos latos e sem grandes explicações técnicas.
É assim certo que, independentemente do equipamento ou conjuntos de equipamentos que está a utilizar, é “obrigatório” que todos eles sejam compatíveis com a norma Ultra HD. Até um PC desktop tem de obedecer a esta “combinação” para apresentar conteúdos em 4K: a máquina tem de incluir uma placa gráfica capaz de libertar essa resolução, o monitor tem de ter ecrã Ultra HD e o próprio conteúdo apresentado tem de estar em Ultra HD, tanto nativo como via upscale.
Agora, a forma como aproveita os seus conteúdos Ultra HD já depende de si, dos dispositivos que usa em casa ou na rua e também dos serviços que tem contratados. Isto porque também os serviços de televisão de hoje em dia têm diferenças em termos de hardware e preço no que toca ao Ultra HD. Excluindo jogos ou outros equipamentos e/ou serviços de streaming de vídeo pela internet, se usa a sua TV apenas para ver os conteúdos que a sua operadora lhe oferece, de nada vale ter um ecrã 4K se a sua box e o seu serviço contratado não forem 4K também.
Percorra a galeria acima – estão lá sete formas (leia-se equipamentos…) que permitem “dar o salto” para o Ultra HD já hoje. Talvez até já tenho um deles em casa e nem sempre se lembre…