Do papel, revelado em outubro, a Uber meteu em ação o seu plano de incentivo à mudança de veículos a combustível para automóveis movidos a eletricidade. Para tal criou uma taxa chamada “Clean Air”, para as viagens em Londres, de 0,15 libras (17 cêntimos) por cada milha percorrida, que passa a ser agora aplicada, avança o The Verge. O objetivo final é que em 2025 todos os automóveis vinculados à plataforma de mobilidade sejam totalmente elétricos. Até 2021 a empresa estima que cerca de 20.000 condutores tenham beneficiando do complemento.

A medida é válida para todos os condutores da Uber, mas o dinheiro que estes recebem depende do tempo e das milhas percorridas segundo a sua aplicação. Dando um exemplo, um motorista que trabalhe 40 horas por semana deverá receber perto de 3.000 libras (3.370 euros) em dois anos e cerca de 4.500 libras (5.060 euros) em três anos. A média das viagens na capital do Reino Unido são de três milhas, resultando no pagamento de cerca de 45 pences (50 cêntimos) por cada serviço.

Em comunicado, a Uber refere que deseja aliar-se às cidades onde opera, e neste caso, sente-se orgulhosa por fazer parte das medidas de diminuição da poluição em Londres. “Ao longo do tempo, o nosso objetivo é ajudar as pessoas a trocarem o seu carro pelo seu telefone, oferecendo diversas opções de mobilidade, sejam os automóveis, motas ou transportes públicos através da aplicação da Uber”. A empresa acrescenta ainda que depois dos motoristas trocarem para um carro elétrico, a taxa aplicada servirá para ajudar nos custos de manutenção.

Para já, a taxa será apenas aplicada em Londres, como parte do compromisso da Uber e os reguladores, que em 2017 retiraram, durante algum tempo, a licença da plataforma operar na cidade devido às questões ambientais levantadas. O sucesso das operações poderão motivar a empresa a expandir as medidas “verdes” a outras cidades.

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