Smartphones. É esta a resposta à questão colocada pelo Tek no passado dia 20 de dezembro, quando a HTC comunicou a organização de um misterioso evento para esta quinta-feira onde, afinal, a surpresa era a introdução de uma nova linha de telemóveis.

Para renovar a gama alta da marca, a tecnológica taiwanesa apresentou o U Ultra. Um smartphone com 5,7 polegadas de ecrã QHD que se complementa com um segundo ecrã de opções contextuais muito semelhante ao que foi introduzido pela LG com o seu V10. Na verdade, a HTC parece ter-se inspirado nos últimos flagships da Samsung e da LG para criar este equipamento. Na medida em que o segundo display remete para a gama V da LG, também o revestimento de vidro polido, a traseira do equipamento e a disposição de sensores e câmaras facilmente remetem para o último Samsung Galaxy S7.

No interior, o U Ultra apresenta-se em linha com o que é expectável de um topo de gama: processador Qualcomm Snapdragon 821, 4GB de RAM e duas opções de armazenamento interno de 64 e 128GB que pode ser expandido por cartão microSD até 2TB. A bateria de 3.000mAh, por outro lado, fica um pouco aquém do que existe em equipamentos de dimensões semelhantes.

O certame fotográfico é composto por duas câmaras: uma traseira de 12 megapíxeis com abertura focal de f/1.8 e estabilizador ótico, e uma frontal, surpreendentemente superior, de 16 megapíxeis. Apesar desta aparente inversão qualitativa, a câmara traseira conta ainda com a ajuda de um leque de funcionalidades indisponíveis no sensor frontal de onde se destaca o autofocus a laser.

Sistema operativo? Android Nougat

Para além deste phablet, a HTC apresentou ainda o U Play. Um smartphone mais pequeno, apesar do seu ecrã de 5,2 polegadas, que integra especificações mais modestas.

O motor do U Play é composto por um processador de oito cores Helio P10 da MediaTek, que se divide, depois, em duas opções de armazenamento: uma com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento interno e outra com 3GB de RAM e 32GB de memória.

A câmara traseira do U Play chega aos 16 megapíxeis, mas, de acordo com a tecnológica, os píxeis deste sensor são mais pequenos do que os píxeis da câmara do U Ultra.

Neste caso, o sistema operativo que integra o equipamento é, de raíz, a versão Marshmallow do Android.

Apesar de parecerem dois smartphones pouco inovadores no que às especificações técnicas dizem respeito, há alguns pormenores a sublinhar no software de ambos os equipamentos. Afinal, o "U" que a HTC destacou no convite, em dezembro, e no nome dos modelos, agora, é referido como a inicial da palavra user (utilizador), o alegado foco da empresa no desenvolvimento destes aparelhos.

Para melhorar a experiência do utilizador, a tecnológica taiwanesa integrou sistemas de inteligência artificial em ambos os equipamentos que vão ajudá-los a prever as necessidades do utilizador e a providenciar sugestões adequadas ao longo do dia. Se for sair de casa num dia frio, o telefone recomenda-lhe que se agasalhe. Se estiver a planear ficar fora de casa durante muito tempo, o telefone recorda-o que talvez fosse melhor recarregar-lhe a bateria. O sistema chama-se Sense Companion e estará sempre alerta para acatar comandos de voz.

Outra das tendências a que a HTC decidiu dar seguimento foi a eliminação da entrada para auriculares. Como explica a empresa, "a remoção deve-se ao facto da empresa acreditar que a experiência de áudio de um smartphone pode ser muito mais do que a simples transmissão de som". A alternativa foi apresentada em forma de auriculares bluetooth, os USonic, cujas capacidades "não seriam possíveis de experienciar com uma ligação por fio".

Segundo avança a imprensa internacional, o HTC U Ultra vai ser disponibilizado ainda hoje em regime de pré-venda por um preço de 749 dólares a partir do site da empresa. O smartphone estará disponível em azul, preto, branco e rosa. As entregas começam a ser feitas no fim de janeiro, em Taiwan, mas só a partir do final de março vão começar a chegar ao resto do mundo.

O U Play, sem preços revelados, deverá chegar ao mercado durante a próxima primavera.