(atualizada) A informação está confirmada num comunicado publicado pela própria Comissão Europeia, fazendo desta a maior sanção anti concorrência alguma vez imposta por Bruxelas.

Em reação à decisão, a Google afirmou discordar "respeitosamente" das conclusões, acrescentando que as vai "analisar detalhadamente", considerando "ao mesmo tempo (...) um recurso e apresentar a nossa argumentação".

"Quando faz compras online, deseja encontrar os produtos que procura de uma forma rápida e fácil.  E os anunciantes querem promover esses mesmos produtos. É por isso que o Google mostra anúncios de shopping, ligando os nossos utilizadores a milhares de anunciantes, grandes e pequenos, de formas que são úteis para ambos”, justifica a empresa norte-americana.

O executivo europeu acusa a gigante tecnológica de violar as regras anti-trust da UE por dar primazia à sua ferramenta de comparação de preços. "A Google abusou da sua posição dominante no mercado de motor de busca, conferindo uma vantagem ilegal a outro produto Google, o seu próprio serviço de comparação de preços", pode ler-se no comunicado.

Elogiando o facto de a gigante tecnológica ter criado “muitos produtos e serviços inovadores que mudaram as nossas vidas”, Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência, critica a estratégia da empresa para o seu serviço de comparação de preços, que “não era apenas a de atrair clientes tornando o seu produto melhor do que o dos seus concorrentes”. Em vez disso, “a Google abusou da sua posição dominante no mercado na vertente de motor de busca, promovendo o seu próprio serviço de comparação de preços nos seus resultados de pesquisa e despromovendo os dos concorrentes”, acrescenta a responsável.

Bruxelas diz que a Google tem agora 90 dias para parar com este tipo de comportamento ou poderá ser alvo de coimas até 5% do volume de negócios diário médio da Alphabet, empresa mãe da Google.

Refira-se que a Google continua a ser investigada na Europa por causa do sistema operativo Android e pelo serviço de publicidade AdSense.


Nota de Redação: A notícia foi atualizada e o título alterado atendendo à reação da Google ao anúncio da Comissão Europeia.