A promessa já tinha sido feita por Paulo Neves em 2015: a PT queria alargar a sua rede de fibra ótica a mais 3 milhões de casas em 2017, chegando às 5,3 milhões em 2020. A instalação da rede foi avançando gradualmente, e este ano a PT já tinha afirmado que ia "chegar mais longe do que o previsto".  Hoje a PT está a comunicar que chegou já aos 4 milhões de casas, e tem novidades na oferta.

A meta foi anunciada por Claudia Goya, que assumiu a liderança executiva da PT este ano e que fez nesta conferência a sua primeira "apresentação" à imprensa, destacando a importância que este investimento tem e que, em conjunto com a qualidade de serviço, permitirá à operadora "ser um player digital líder".

A CEO da PT sublinhou ainda que este investimento é importante para a PT, mas também para o país e para todos os consumidores, que usam cada vez mais serviços digitais e com conteúdos de vídeo, muito exigentes em termos de largura de banda.

Durante a apresentação que decorreu em Lisboa, Cláudia Goya falou da importância da aposta em inovação nacional, com o lançamento de um novo Wi-Fi fiber gateway, desenvolvido na Altice Labs, destacando que estes desenvolvimentos só são possíveis com o ecossistema que o Grupo Altice criou em Portugal, onde a ligação às universidades permite o desenvolvimento de novos produtos e serviços que chegam rapidamente ao mercado, garantindo um valor acrescentado na oferta da Altice.

Metas ambiciosas


Segundo dados da empresa, o primeiro cliente de fibra da PT foi ligado em 2007, e Alexandre Fonseca, CTO da PT, traçou a evolução da implementação da rede de fibra, mas também a inovação, muita dela criada no centro de inovação em Aveiro.

Todos os dias, em média, a PT está a instalar fibra em 2,8 mil casas portuguesas e Alexandre Fonseca afirma que este é "o maior investimento tecnológico que está a acontecer hoje em Portugal" e que está a "materializar aquilo que foi o compromisso da Altice" quando entrou no capital da PT há dois anos.

"Estamos a materializar aquilo que foi o compromisso da Altice quando entrou em Portugal", afirma Alexandre Fonseca, dizendo que "desde 2015 ligámos mais de 1,5 milhões de casas em fibra ótica".

De acordo com os números partilhados, existem em Portugal 5,9 milhões de habitações, mas só cerca de 4 milhões são primeira habituação, sendo as restantes segundas habitações ou casas desabitadas, o que faz com que "virtualmente a rede de fibra já inclua toda a população portuguesa", adiantou o CTO. Mesmo assim a empresa mantém o plano de alargamento definido até aos 5,3 milhões, e pode antecipar o seu cumprimento face a 2020.

Para o CTO da PT, o investimento é feito na infraestruturação do país, com capilaridade que vai além das principais cidades, mas também na área social e económica, até porque "toda a tecnologia que vai das caixas na rua a casa, aos spliters, pontos de distribuição óticos são desenvolvidos e produzidos pela Altice Labs em Portugal".

Para desenvolvimento da fibra a PT tinha definido um investimento de 500 milhões de euros, mas Alexandre Fonseca lembra ainda que há outros investimentos em rede que estão a ser desenvolvidos pela PT, nomeadamente em 4G e LTE Advanced.

Oferta em Gigabit e Fiber Gateway


A par da confirmação de número de casas cobertas, com a rede de fibra a chegar a 66% dos portugueses, a PT anunciou ainda uma nova oferta de pacote de serviços, com velocidade gigabit.

João Epifânio, responsável pela área de consumo da PT, defende que Portugal tem uma vantagem tecnológica incomparável com a sua rede de fibra, especialmente comparado com outros países europeus, onde a cobertura em fibra é muito mais reduzida.

"A rede da PT é à prova de futuro e garante a velocidade que os consumidores precisam para os conteúdos", adianta ainda João Epifânio.

A nova oferta Gigabit está disponível para quem quer só ligar a internet, mas também para quem quiser juntar TV, telefone e telemóvel, seguindo as tendências a que os consumidores portugueses têm aderido. Por isso a PT lança quatro pacotes, com preços a partir de 44,99€ e até aos 83,99€, com velocidades de download de 1 Gigabit por segundo  e 200 Mbps de upload.

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O valor dos pacotes é 10 a 15 euros mais caro do que o atual e João Epifânio admite que "há mercado e não precisa de ser de utilizadores muito sofisticados", basta ter uma família com vários membros - e jovens - para ter maior necessidade de velocidade e de volume de dados, que está também previsto nos pacotes móveis.

Numa comparação direta com a concorrência, e sem citar nomes, João Epifânio garante que consegue 5 vezes mais velocidade de download e dez vezes mais de upload do que a melhor oferta existente em Portugal.

Mas nem tudo depende apenas da rede. Para conseguir tirar partido deste nível de débito a PT anunciou também um novo Fiber Gateway, desenvolvido em Portugal na Altice Labs e que Alexandre Fonseca garante ser um dos mais avançados do mundo e que "está cheio de neurónios portugueses".

O Altice Labs GR241AG segue as normas 80211a/b/g/n mas também a 802.11 ac wave2, dual band e com 3x3 antenas de 2,4 GHz e 4x4 de 5GHz, o que permite débitos de 1,73 Gbps. Mesmo assim a PT avisa que a velocidade conseguida pelos utilizadores ainda não será nestes valores, já que os terminais (mesmo os mais avançados) têm ainda limitações de antenas que não conseguem ultrapassar os 500 a 700 Mbps. E modelos mais antigos, mesmo dos smartphones das principais marcas, apresentam ainda mais limitações.

Questionado pelo TEK João Epifânio explica que qualquer cliente da PT (ou de outra operadora) pode mudar para a nova oferta Gigabit desde que esteja numa zona coberta pela rede de fibra. E mesmo os atuais clientes que não quiserem aderir ao pacote Gigabit podem pedir para instalar o novo Fiber Gateway, pagando a instalação e um valor mensal pela caixa.

Nota da redação: A notícia foi atualizada após o final da conferência.

(atualização 2) Foram adicionadas imagens e mais informação.