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iPhone 17e surpreende na desmontagem e ganha boa nota na reparação

À semelhança do que aconteceu com o MacBook Neo na semana passada, a iFixit voltou a surpreender-se com a Apple. O novo iPhone 17e recebe nota 7, e traz uma novidade que os donos do 16e também podem aproveitar.

iFixit faz teste de reparabilidade no novo iPhone 17e

Na mesma semana em que a iFixit elogiou o MacBook Neo como o portátil da Apple mais fácil de reparar em 14 anos, os técnicos voltaram a desmontar um produto da gigante de Cupertino, desta vez o novo iPhone 17e, e o resultado foi igualmente positivo. O smartphone obteve uma pontuação provisória de 7 em 10 na sua escala de reparabilidade, nota que se mantém à espera da disponibilização oficial de peças sobresselentes.

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Durante o processo de desmontagem, foi revelado que a principal novidade do iPhone 17e face ao seu antecessor não é o novo processador A19, nem o modem C1X mais eficiente, nem sequer o armazenamento base de 256 GB. É mesmo o anel de ímanes da tecnologia MagSafe, que a Apple tinha inexplicavelmente omitido no 16e. Sem os ímanes, o carregamento sem fios tornava-se impreciso, lento e suscetível de gerar calor excessivo por mau alinhamento das bobines, um problema que o novo modelo vê resolvido.

Painel traseiro do iPhone 16e e 17e, lado a lado.
Painel traseiro do iPhone 16e e do 17e, lado a lado.

A boa notícia é que a iFixit confirmou que o painel traseiro do 17e é compatível com o seu antecessor, o que significa que os proprietários do modelo anterior podem adicionar o MagSafe com uma simples troca de uma peça. No interior, novo iPhone mantém tudo o que já se apreciava no 16e em termos de reparabilidade. O design de dupla entrada permite abrir o dispositivo tanto pela frente como pelas costas, o que facilita a substituição tanto da bateria como do ecrã sem ser necessário desmontar o aparelho por completo. Esta é uma característica que, infelizmente, não está disponível nos modelos 17 Pro e Pro Max.

  • Painel traseiro do iPhone 16e e 17e, lado a lado.
  • A inacessibilidade da porta USB-C continua a ser o ponto mais criticado pela iFixit.

A bateria conta ainda com o adesivo de descolagem elétrica, uma das inovações de reparação mais práticas dos últimos anos. Basta aplicar corrente de baixa voltagem durante cerca de um minuto e a bateria solta-se sem recurso a força.

A iFixit confirmou que a bateria é literalmente a mesma do 16e e completamente intercambiável entre os dois modelos. O mesmo se aplica à quase totalidade das restantes peças internas, criando um ecossistema de componentes partilhados que beneficia tanto os proprietários como as oficinas de reparação.

Há, no entanto, uma exceção relevante, o sistema TrueDepth da câmara frontal. Embora a câmara funcione quando trocada entre os dois modelos, o Face ID deixa de operar e o Repair Assistant não consegue calibrá-la. Esta é uma limitação que a iFixit atribui a sistemas de proteção biométricas, e que curiosamente não estava presente no MacBook Neo, onde os módulos Touch ID se revelaram intercambiáveis.

A inacessibilidade da porta USB-C continua a ser o ponto mais criticado pela iFixit.
A inacessibilidade da porta USB-C continua a ser o ponto mais criticado pela iFixit.

O ponto mais criticado continua a ser a porta USB-C, enterrada nas profundezas do dispositivo e só acessível após a remoção da motherboard, de um espaçador de plástico e de vários cabos flexíveis que estão colados. Sendo uma das peças mais sujeitas a desgaste num dispositivo móvel, a sua difícil acessibilidade é o principal fator a penalizar a pontuação final. A Apple já tinha melhorado este aspeto na série iPhone 16, mas a melhoria não chegou à linha “e”, de dispositivos mais acessíveis.

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