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Como é ver um eclipse solar a partir do Espaço? Astronautas e satélites captam imagens (e vídeos) impressionantes

Enquanto milhares de pessoas observavam o eclipse solar total a partir da Terra, astronautas e satélites acompanharam o fenómeno a partir do Espaço, aproveitando a perspetiva privilegiada para captar imagens e vídeos impressionantes.

O eclipse solar total desta quarta-feira deslumbrou milhares de pessoas no hemisfério norte, transformando o céu num momento astronómico raro, sobretudo em países como Portugal, que já não observava um fenómeno deste tipo desde 1912. Mas não foi só na Terra que o eclipse foi observado. A partir do Espaço, astronautas e satélites acompanharam o fenómeno de uma perspetiva privilegiada.

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Jessica Meir, comandante da missão Crew-12 e astronauta da NASA, partilhou um conjunto de imagens do eclipse captadas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS). Numa publicação partilhada na rede social X, a astronauta explica que, dada à localização da estação no momento do eclipse, a tripulação apenas conseguiu ver o fenómeno de forma parcial, com uma cobertura máxima do Sol de cerca de 18%. 

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As imagens, registadas a partir de uma janela do módulo russo da ISS, foram captadas com recurso a um filtro especial e, apesar das limitações da perspetiva, não deixam de impressionar, mostrando a Lua a dar uma pequena “dentada” no Sol. 

Já a astronauta francesa Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA), aproveitou o momento para partilhar uma mensagem especial, gravada a partir da cúpula da ISS, considerada como a “janela para o mundo” da estação. 

Por sua vez, satélites como o europeu Meteosat Third Generation Imager (MTG-I1) conseguiram captar visões impressionantes do eclipse a partir do Espaço, registando a sombra da Lua à medida que atravessava a superfície da Terra, num momento que coincidiu com o avanço da sombra do crepúsculo à medida que o anoitecer chegava à Europa, explica a ESA.

Segundo a agência espacial, o satélite, que está numa órbita geoestacionária, mantém os seus instrumentos de captação de imagem focados na Europa e no norte de África, a uma distância de 36 000 km da superfície terrestre.

Durante as suas observações, o satélite conseguiu acompanhar a sombra da Lua, primeiro sobre a Gronelândia e a Islândia, depois sobre uma pequena parte do nordeste de Portugal e, finalmente, sobre Espanha.

O norte-americano Cooperative Institute for Research in the Atmosphere (CIRA) partilhou também um conjunto de imagens, captadas pelo satélite GOES-East, que mostram a sombra da Lua a chegar à Islândia e a passar sobre o Ártico e a Gronelândia, bem como a fase de totalidade a atravessar a Península Ibérica e o hemisfério norte.

Recorde-se que, na Terra, nos primeiros momentos após o eclipse, começaram a circular fotos captadas por observadores um pouco por todo o hemisfério norte, que mostram as diferentes fases do fenómeno.

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