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IA ajuda na programação, mas está longe do poder do cérebro humano a resolver bugs de código

Este artigo tem mais de 1 ano

Os modelos de IA da OpenAI e Anthropic demonstram grandes capacidades na programação, mas segundo um estudo da Microsoft, ainda têm dificuldade em resolver bugs de software que um developer humano experiente ultrapassa facilmente.

As empresas de inteligência artificial, como a OpenAI, MetaAI, Anthropic, Google, xAI e outras têm vindo a mostrar as capacidades dos seus LLMs no campo da programação. Sobretudo os modelos de pensamento profundo como a recente versão do Gemini, assim como o Claude. A Google já admitiu que 25% de novo código escrito pela empresa foi produzido por IA.

Segundo um estudo da Microsoft, apesar dos avanços feitos nesta área, os modelos avançados de IA ainda têm limitações a resolver bugs de software, algo que um programador humano experiente consegue ultrapassar sem dificuldades. O estudo aponta que o modelo Claude 3.7 Sonnet da Anthropic ou o OpenAI o3-mini falharam a resolver diversos problemas, segundo a plataforma de benchmark SWE-bench Lite, criado pela dona do ChatGPT.

Estes resultados demonstram que ainda existe um longo caminho pela frente para que a IA esteja ao nível dos programadores experientes no campo da programação.

A Microsoft criou o debug-gym para ajudar a desenvolver agentes LLM num ambiente interativo de código, fazendo a ponte entre as capacidades atuais dos LLMs e os requisitos de criação de código de larga escala e correção de bugs (debugging). Este ambiente textual é leve e apresenta diversas ferramentas úteis, como o Python Debugger desenhado para facilitar os agentes de IA a corrigirem bugs.

Ainda no que diz respeito ao estudo da Microsoft, foram testados nove modelos de IA, em que um agente, numa única prompt, tinha de aceder a diversas ferramentas de correção de bugs, incluindo o Python Debugger. O teste consistia em resolver 300 tarefas de debug de software. Os resultados mostram que mesmo os modelos mais recentes falharam em completar mais de metade das tarefas. O Claude 3.7 Sonnet conseguiu uma taxa de sucesso de 48,4%, seguindo-se o o1 da OpenAI com 30,2% e o 03-mini com 22,1%, refere o Techcrunch.

Os autores do estudo apontam que o problema está na falta de dados para treino que representem os processos sequenciais de decisão dos programadores na resolução de bugs. Acreditam que são necessários dados especializados para preencher o treino dos modelos, tais como os registos dos agentes a interagirem com um debugger para recolher a informação necessária, antes de sugerir uma correção.

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