De acordo com Pedro Veiga, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), o ataque informático despoletado esta sexta-feira, dia 12 de maio, poderá ter tido origem no Brasil. O responsável confirmou ainda ao Jornal de Negócios que o ataque "não atinge só Portugal" e que as grandes operadoras de telecomunicações e empresas estão a ser o alvo preferencial.

A informação não está ainda oficialmente confirmada e, como sublinhou o coordenador ao Tek, é ainda "difícil confirmar a origem do ataque" dada a utilização de VPNs por parte de muitas empresas. Citado pelo Observador, o responsável diz que “o que eles [hackers] podem fazer é furar uma rede VPN no Brasil, estando localizados nos Estados Unidos, mas o endereço que se recebe parece ser do Brasil. É uma maneira de ocultar a origem do ataque”.

Ao Tek Pedro Veiga confirmou o padrão e admite que "pode ser que nunca se consiga descobrir a origem do ataque e seguir este rasto". Até porque "hoje há muitas maneiras de esconder a origem.

Na imprensa internacional as indicações parecem ser mais claras e apontam para a origem do ataque na China e também na Rússia.

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Os ataques com ransomware têm aumentado exponencialmente nos últimos meses e este é o maior que Pedro Veiga presencia enquanto coordenador do CNCS, cargo que ocupa desde abril do ano passado. Em 2016, a Kaspersky identificou-o como a grande ameaça do ano.

Por esta altura sabe-se que a Portugal Telecom é uma das empresas afetadas pelo ataque e que outras, como a KPMG, já negaram ter sido alvo do mesmo.

O Tek está a acompanhar atentamente este ataque que hoje afetou várias empresas e já publicou uma série de artigos sobre o tema, que pode ler nos links que partilhamos abaixo.

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Nota da Redação: a notícia foi atualizada com os links relacionados e mais informação