O conceito híbrido da Switch, entretanto atualizado pela Nintendo para uma segunda geração, abriu portas à transformação dos PCs em formatos portáteis, como o Steam Deck da Valve, assim como diferentes propostas da Asus, Lenovo ou Acer.
Mas nenhuma solução é barata, com uma portátil PC a custar várias centenas de euros e os modelos mais potentes a ultrapassar os mil euros. O mesmo para os chamados smartphones de gaming, onde as fabricantes apostam os seus componentes mais poderosos e de última geração, o que os torna igualmente plataformas dispendiosas quando o objectivo é apenas jogar em formato portátil.
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Felizmente o mercado de gaming está cada vez mais dinâmico, o que significa que serviços de cloud dão uma grande ajuda a eliminar a dependência do hardware, que diga-se, derivado à crise da RAM, está cada vez mais caro.
Pode utilizar um smartphone mais antigo ou de gama média que permita aceder à Internet e instalar as aplicações oficiais. E no caso de não querer jogar com os ecrãs táteis dos equipamentos e expandir a experiência para um comando, pode simplesmente emparelhar o DualSense da PlayStation ou o comando oficial da Xbox facilmente ao smartphone.
Mas para uma experiência mais próxima de uma Switch ou Steam Deck, pode comprar comandos que se encaixam no smartphone nas suas laterais. Existem diversas propostas no mercado, apenas tem de escolher a marca que mais gosta.
Se já tiver uma PS4 ou PS5, mas não quer comprar o periférico Portal, que transforma todos os jogos das consolas da Sony num formato portátil, saiba que pode utilizar o smartphone para o mesmo efeito. Pode jogar qualquer recente título lançado no mercado, como Monster Hunter Stories 3 ou Crimson Desert diretamente do smartphone. Apenas tem de instalar a aplicação Playstation Remote Play.

Para o caso de lhe interessarem os jogos da Xbox, pode jogar igualmente no smartphone via cloud, mas terá de pagar uma subscrição mensal do Game Pass e aceder a toda a biblioteca de exclusivos desta plataforma e não só.
E se tem uma extensa biblioteca de jogos no Steam também os pode jogar em cloud através do serviço GeForce Now da Nvidia. O serviço inclui um formato gratuito, com resolução e tempo de jogo limitado, que pode aumentar mediante uma assinatura mensal, a partir de 10,99 euros. O serviço suporta milhares de jogos, sobretudo os mais recentes, como Arc Raiders e Diablo IV, por exemplo.
Além dos jogos de PC, PlayStation e Xbox, pode aceder aos títulos que foram criados nativamente para os smartphones iOS e Android. É sabido que existe muita oferta e muitos não são bons, mas ambas as plataformas têm serviços de subscrição com títulos de qualidade curados.
No caso do Apple Arcade, que tem uma mensalidade de 6,99 euros por mês, ainda pode partilhar a conta com mais cinco utilizadores sem custos adicionais. Esta plataforma conta com jogos exclusivos, de qualidade consola, como o recente Oceanhorn 3. No Google Play Pass pode aceder a mais de mil jogos selecionados por 3,99 euros, com a vantagem de não terem anúncios ou compras adicionais de microtransações.
Veja na galeria imagens de Oceanhorn 3
Mas se não quiser gastar dinheiro em serviços de jogos para smartphones e ainda assim aceder a títulos de qualidade, pode desfrutar igualmente de uma seleção feita pela Netflix.
É provável que assine o serviço para ver filmes e séries de televisão, mas a plataforma tem vindo a apostar no gaming, investindo em estúdios, obtendo o acesso a alguns títulos exclusivos. O catálogo tem quase 100 títulos, igualmente sem publicidade ou microtransações, alguns baseados em séries televisivas da plataforma, tais como Stranger Things 3: The Game e The Queen’s Gambit Chess.
Como pode ver pelos serviços disponíveis, consegue transformar o smartphone numa consola de gaming, com gráficos semelhantes e uma excelente fluidez, desde que garante uma internet rápida para aceder aos serviços de cloud. A compatibilidade com diferentes comandos no mercado ajudam a criar condições semelhantes e pode jogar em qualquer lugar, no sofá ou nos transportes públicos.











