O Google Chromecast não é um dispositivo novo. Foi anunciado em julho de 2013, ficou à mercê dos portugueses em outubro desse ano e ficou à venda no Google Play Portugal na primeira metade de 2014. Então porque estamos a falar deste periférico quase no final do ano? Porque a época natalícia pode ser a “desculpa” perfeita para comprar o Chromecast ou para pedir um como prenda.



O dispositivo da Google não foi pioneiro no modelo de funcionamento e pode até nem ser o mais completo equipamento de streaming. Mas é de todos aquele que possivelmente apresenta um maior equilíbrio entre vários factores de decisão junto do consumidor: preço, disponibilidade, suporte de aplicações e promessa de desenvolvimento futuro.



A título de exemplo, esta semana chegou uma nova atualização à aplicação Chromecast que permite que amigos e familiares do utilizador principal possam transmitir conteúdos para o periférico sem necessidade de acederem à rede Wi-Fi. Atualmente toda a gente partilha a rede de Internet lá de casa, mas essa nem é a questão: é a comodidade e facilidade com que o processo pode ser executado.



A inclusão do Guest Mode é apenas o mais recente exemplo das várias novidades que o Chromecast tem recebido ao longo dos últimos meses. É verdade que a Google não tem falado muito do recetor, mas também é verdade que a gigante dos motores de busca tem falado muito menos nos últimos tempos. E isso não significa forçosamente que os produtos estejam esquecidos.

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O Chromecast está em evolução constante e o baixo preço do equipamento torna-o não só aliciante para o consumidor final como também para os programadores. E se há programadores interessados então o produto está no bom caminho, pois nos dias que correm o sucesso ou insucesso das plataformas pode ser medido pelo maior ou menor interesse dos developers. Basta olhar para os casos do Windows Phone ou do BlackBerry OS em comparação com o Android e o iOS.



Porque deve afinal o leitor considerar o Chromecast como a prenda ideal para este Natal?


As boas ações

Em primeiro lugar porque é um equipamento acessível: custa 35 euros e pode ser comprado na loja portuguesa da Google, havendo a promessa de que chega a sua casa em menos de uma semana.



Depois pelo modo fácil de instalação: basta ligar o recetor a um televisor com entrada HDMI e garantir fonte de energia, descarregar a aplicação Chromecast, configurar a rede Wi-Fi e começar a transmitir conteúdos. Cinco minutos após abrir a caixa deverá ter tudo a funcionar.



O desempenho, esse, é muito bom. A comunicação entre os dispositivos móveis e o periférico é feita de forma rápida e quase simultânea, havendo apenas pelo meio o tempo necessário para carregar os conteúdos – que pode ser maior ou menor dependendo da sua velocidade de Internet.

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E o simples facto de poder continuar a utilizar o dispositivo móvel enquanto está a usar o Chromecast é possivelmente a melhor de todas as funcionalidades. Pense no exemplo do YouTube: defina uma lista dos 25 trailers de filmes que quer ver e vá consultando ao mesmo tempo alguma informação adicional das peliculas. Ou então ligue a um amigo e comente as suas preferências cinematográficas.



O nome de algumas das aplicações suportadas também é importante: YouTube, Google Play Music e Filmes, Red Bull TV, Deezer, TED, Coursera, Rdio, Plex, Just Dance Now e Twitch são algumas das apps que suportam o Chromecast. Noutros países mais “sortudos” também os serviços de distribuição de filmes e séries como o Netflix e Hulu Plus, bem como o serviço de música Pandora, ajudam a tornar mais apetecível o ecosssistema.



Uma chamada de atenção para o jogo Just Dance Now – é um claro exemplo da potencialidade que o Chromecast tem. No televisor aparece o dançarino que o jogador deve imitar, bastando para isso ter o telemóvel na mão e "mimicar" todos os passos. Diversão garantida e de forma gratuita.

Mas abrindo o pensamento a outros cenários, também é fácil de imaginar o Chromecast como o companheiro ideal de um comercial de vendas ou de um executivo que viaja bastante. Basta ligar a pen HDMI a um ecrã e começar a transmitir vídeos, resultados, fotografias de produtos, entre outras possibilidades.


As más ações

Mas, como não podia deixar de ser, nem tudo são rosas no Chromecast. O ecossistema tem algumas falhas das quais o TeK destaca:



- faltam as chamadas killer apps, isto é, as aplicações que sozinhas conseguem justificar o investimento no equipamento; existem alguns programas de alto perfil que são compatíveis com o Chromecast, como o YouTube, Deezer e Twitch, mas faltam nomes como a Vimeo, Spotify e aplicações de empresas portuguesas como o Meo Go; resumindo, já está bom, mas pode melhorar muito;



- existem muitas aplicações compatíveis com o Chromecast que não vão conseguir atrair a atenção dos consumidores e isso pode desencorajar novos programadores a apostar na plataforma; isto além do facto de as aplicações de “segunda linha” nem todas mostrarem um funcionamento irrepreensível, o que pode ajudar a afastar potenciais downloads;



- quando se está a usar o Chromecast em conjunto com o navegador de Internet Chrome num PC, é notória a resposta lenta que existe entre o que é feito no computador e o que aparece no televisor; a própria Google diz que esta é uma funcionalidade ainda em fase beta, mas sabendo o que já é possível fazer com o telemóvel ou tablet, seria de esperar um pouco mais da versão PC;



Todas as rosas têm os seus espinhos, mas estes do Chromecast são fáceis de resolver: apenas requerem um pouco mais de dedicação da Google. No entanto continuam a picar.

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Considerações finais

É barato, dá uma nova vida ao seu televisor, vai potenciar o consumo de filmes, séries e música, vai trazer mais entretenimento às noites em grupo, fica discreto na parte traseira do televisor, não faz barulho, não requer a sua atenção, tem boas aplicações e quase todas gratuitas, e bem conjugado e explorado pode até transformar-se numa ferramenta de trabalho ambulante.



São mais os motivos que “obrigam” à aquisição de um Chromecast do que aqueles que os consumidores podem apresentar para não o fazer.



E quem diz o Chromecast diz outras alternativas como o Fire TV Stick da Amazon, o Matchstick da Mozilla, o Wireless Display Adapter da Microsoft ou o futuro dongle da Intel. Ainda assim o dispostivo da Google parece ser o mais apelativo pelo maior estado de desenvolvimento que apresenta e por ter uma estrita ligação com o Android e o Chrome, dois dos produtos mais usados em todo o mundo.



Mas é preciso insistir uma vez mais: o preço de 35 euros é o grande chamativo do Chromecast. Se gosta de consumir filmes, séries e música, se tem um bom televisor e um bom sistema de som que gostava de potenciar, sem tem um televisor com ecrã de qualidade e não é Smart TV, se é um empresário sempre em mobilidade, então deve considerar seriamente o Chromecast como a prenda a pedir este ano ao Pai Natal.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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