Depois do Magic8 Pro, a Honor parte à conquista do mercado mais sensível ao preço com um smartphone numa gama de média e com especificações apelativas para quem procura um equipamento elegante, resistente e com uma duração de bateria invejável nesta categoria de valores.
O Honor Magic8 Lite chegou ao mercado no final do mês de janeiro, no dia 29, e tivemos a possibilidade de o experimentar durante alguns dias antes do lançamento oficial, depois de termos analisado o Honor Magic8 Pro. Embora em gamas de preços diferentes, e com desempenhos que refletem isso mesmo, na performance e fotografia, são ambos smartphones equilibrados e prontos a desafiar a concorrência de outras marcas bem estabelecidas, e bons “instrumentos” para o crescimento da Honor em Portugal.
A opção pelo arranjo do módulo de fotografia redondo mantém um traço facilmente reconhecível nesta linha de Magic. É uma escolha que ocupa espaço na traseira do smartphone mas que faz com se torne mais equilibrado, quando se segura para escrever uma mensagem ou fazer uma chamada, para navegar na internet ou tirar uma fotografia – em especial na vertical. E o mesmo se passa quando está pousado numa superfície, como uma mesa. Ao contrário dos smartphones que optam por colocar os módulos de câmara à esquerda, não “balança” quando se toca no ecrã.
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Desenhado para a sobrevivência
O aspecto é elegante e a cor que testámos, um verde floresta, é bastante agradável e uma boa alternativa aos pretos, brancos e cinzentos mais tradicionais. Os materiais não são tão premium como o “irmão mais velho” da gama Magic8, mas não tem a aparência de um smartphone barato, mesmo com opções de chassi em plástico em vez de metal. A Honor adicionou-lhe algumas camadas de proteção que o podem tornar uma boa opção para quem já tem algum histórico de ecrãs partidos no currículo, mas a traseira parece mais sensível aos maus tratos.
Não é um “rugged phone” e mantém o design relativamente fino e leve, com a tecnologia a permitir a certificação de resistência SGS Triple Resistant Premium Performance, a capacidade de sobreviver a quedas de até 2,5 metros e a proteção contra danos de mais de 10 tipos de superfícies de pedra.
Soma-se a resistência à água, compatível com IP68K e IP69K, semelhante a modelos de topo de gama. Não o mergulhámos em nenhum aquário nem experimentámos a resistência a marteladas, mas resistiu a salpicos de chuva e balanços habituais das malas, sem danos aparentes. Claro que isso não garante que vai escapar a todos os desafios e quedas, mantendo 100% de inviolabilidade, mas são sempre bons indicadores.
O ecrã OLED de 6,79 polegadas estende-se a quase todo o espaço frontal, com uma margem pequena de moldura e um aproveitamento mais completo do display para ver conteúdos como vídeos, fotografias e jogos, destacando-se a boa qualidade da imagem e o brilho. O ecrã tem uma taxa de refrescamento de 120 Hz e 6.000 nits de brilho, com boa visibilidade em situações de luz intensa, e uma adaptação rápida a transições entre ambientes de exterior e interior.
A Honor incluiu também aqui a sua tecnologia para proteção do conforto ocular, onde se conta o AI Circadian Night Display para ajustar os tons de cores a ambientes noturnos, reduzindo a luz azul.
Bateria de 7.500mAh para mais de 2 dias
A capacidade da bateria é um dos pontos fortes do Honor Magic8 Lite, com tecnologia de Silicon Carbon, que a empresa garante durar até 3 dias sem necessidade de recarregar. Não levámos a este extremo, mas chagámos a conseguir mais de dois dias e uns pozinhos com uma utilização moderada.
O carregamento rápido de 66W permite repor rapidamente a carga e o modo de ultrapoupança pode resistir a apagões elétricos, esticando a bateria a mais de 130 horas com 70% de carga, mas limitando funcionalidades. A empresa diz que com 2% de bateria este modo permite chamadas durante 60 minutos.
Os pontos mais fracos deste smartphone estão no desempenho geral e na fotografia. Não é que seja muito evidente, mas a capacidade do processador Snapdragon 6 Gen 4, combinado com 8 GB de RAM, colocam-no numa fasquia abaixo de alguns concorrentes da mesma gama. E o facto de ainda vir com o Magic OS9, baseado no Android 15, com update previsto para o Android 16 em abril, também pode entrar na lista de pontos menos positivos, mas está alinhado (ou mesmo acima) de concorrentes diretos da Samsung e Xiaomi.
Na fotografia o Honor Magic8 Lite cumpre os básicos mas não surpreende. Apesar do tamanho do módulo de fotografia traseiro, tem apenas duas câmaras, integrando uma câmara principal com um sensor de 108 MP de 1/1.67 polegadas e abertura de f/1.75. Está acompanhado de uma segunda câmara grande angular com 5MP que não consegue grandes resultados, mas que serve o propósito. As imagens de baixa luminosidade, e ao zoom de 3X, estão dentro do que seria de esperar para esta gama de equipamentos, e a câmara frontal de 16 MP consegue um bom nível de detalhe, mas não propriamente muito natural, como é habitual em alguns telemóveis.
Claro que tudo é depois melhorado com as ferramentas de IA, com que pode apagar elementos indesejados, cortar e melhorar as fotografias, ou adicionar filtros. Se gosta de editar as fotografias o AI Outpainting permite adicionar mais elementos à imagem, acrescentando fundos e contexto, e o AI Face Time resolve o problema de fotografias com olhos fechados.
Há mais ferramentas de Inteligência Artificial para produtividade, com o Honor Notes, a tradução e as ferramentas de escrita e com o Magic Portal 2.0 o assistente inteligente interpreta o contexto para dar sugestões mais direcionadas às necessidades. Por exemplo, se receber uma mensagem com uma morada pode seguir diretamente para os mapas para ter instruções de direções. Pode também usar a ajuda do Google Gemini e o Google Lens, incluídos também de base.
Uma boa opção para um smartphone de gama média
Apesar dos pontos mais fracos, o Honor Magic8 Lite revelou-se uma boa surpresa na utilização, sendo um smartphone equilibrado, fino e leve para os equipamentos nesta gama de preço, e com um aspecto elegante – mesmo usando mais plástico do que metal, o que provavelmente só se vai notar a longo prazo.
No dia a dia não sentimos grandes problemas de desempenho, sobretudo nas tarefas normais de uso de aplicações, chamadas e navegação web, mas para tarefas mais exigentes quem está habituado a equipamentos de gama mais alta pode notar a diferença.
O smartphone já está disponível para venda numa configuração de 8GB de RAM e 512 GB de armazenamento, e um preço promocional de 399 euros, apesar do PVP recomendado estar fixado em 429 euros. Para além do verde floresta que testámos há opções em preto (Midnight Black) e uma espécie de Bordeaux que a Honor chama Reddish Brown e que é bastante interessante.
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