Habituámo-nos a ouvir dizer que o tamanho não importa, mas há assuntos em que a máxima não se aplica. Prova disso, é o Liquidmini, que há uns dias "aterrou" na redacção do TeK para mostrar que o tamanho pode ser uma boa razão para optar por um equipamento.

Este Android (2.2) da Acer mede pouco mais que o seu ecrã, de 3,2 polegadas, pelo que se apresenta como uma aposta interessante, sendo fácil de manusear e transportar sem comprometer a utilização que se espera de um equipamento deste tipo, como a navegação na Web.

Mesmo que em sites não optimizados para acesso a partir de telemóveis tenhamos sentido necessidade de recorrer à orientação horizontal do ecrã para obter maior conforto na leitura de artigos online, recorrendo a aplicações dedicadas ou na normal utilização de aplicações não foram registadas dificuldades.

Vemo-nos, no entanto, obrigados a deixar um aviso àqueles que procuram um equipamento que possa também ser eficientemente usado como plataforma de jogos.

Mesmo quando não se tem grandes ambições nesta matéria, parece-nos que este não será o dispositivo mais adequado para títulos cujos cenários apresentem algum detalhe - como o popular AngryBirds, onde a jogabilidade foi comprometida não só pelo fraco desempenho no processamento das acções, como pela falta de espaço que fez com que tivéssemos de "encolher" a imagem a um nível que se torna difícil de perceber onde estão os itens.

As dificuldades de processamento foram especialmente sentidas aqui, com o telefone a sair-se bem no uso de outras aplicações e funcionalidades, mas não devemos esquecer-nos que o processador incluído é de 600 MHz (ARM 11). O desempenho gráfico ficou a cargo do GPU Adreno 200.

[caption]Acer Liquidmini azul[/caption]

A memória interna de 512 MB é outra das queixas, embora o telefone suporte cartões microSD até 32 GB, a memória "curta" de origem não ajuda ao desempenho e proíbe-nos de tirar fotografias quando não temos um cartão inserido no equipamento.

Por falar em fotografias, a câmara é de 5 megapixéis, o que é simpático para um equipamento na gama deste, e também grava vídeos - com uma resolução de 720x480 pixéis, que resulta melhor no ecrã do telemóvel que quando passada para suportes maiores.

Vê-los no telemóvel pode, no entanto, não ser uma má opção. Tanto quanto pudemos constatar (com vídeos do YouTube), o equipamento apresenta uma imagem nítida, mesmo que a sua resolução de 360 x 480 não fizesse antecipar o melhor.

Numa utilização diária a imagem não decepciona e a resposta do ecrã, capacitivo e multi-toque, também não. Menos fácil pode revelar-se a "gestão" da sensibilidade ao toque das teclas colocadas na base do telefone.

Embora sejam botões de hardware, estes não são salientes nem precisam de ser propriamente pressionados para desencadearem as tarefas a que se destinam: regresso ao ecrã inicial, pesquisa, retroceder e menu.

O problema é quando estamos a navegar na Web, a jogar ou a tentar escrever um email e, sem querer, passamos um dos dedos junto a esta superfície sensível e esta imediatamente reage. Não é nada que a experiência não resolva, mas nas primeiras utilizações pode tornar-se motivo para algum desespero.

Para além destes botões "virtuais", o telefone conta apenas com mais três teclas físicas. Uma na parte de baixo da lateral esquerda, para activar e disparar a câmara - retomando uma característica que temos visto suprimida em muitos modelos mas que facilita bastante a vida de quem usa o telefone também como máquina fotográfica de ocasião - e outro mais acima que controla o volume do multimédia. No topo do dispositivo, há um botão para ligar e desligar o equipamento.

Na parte de cima, que é prateada como a parte de baixo, existe ainda uma entrada para o jack 3,5 mm e na base do telefone encontra-se a entrada microUSB. O material utilizado no revestimento do equipamento, embora não se preocupe em esconder a sua composição em plástico, tem bom aspecto, parecendo relativamente robusto e agradável ao toque.

[caption]Acer Liquidmini[/caption]

Goste-se ou não do design, é impossível não constatar a preocupação com a estética por parte da Acer, que concebeu o modelo em branco (prateado), azul-escuro, preto, rosa e verde lima.

[caption]Acer Liquidmini[/caption]

O bom aspecto dos materiais e acabamentos marca pontos, sobretudo quando comparado com outros equipamentos na mesma gama de preços em que o Liquidmini compete agora. Recorde-se que a fabricante anunciou recentemente um acordo de distribuição com a Vodafone, que coloca o equipamento no mercado nacional por 159,90 euros - menos 110 que os 269,90 euros a que foi lançado.

Para além do exterior, o smartphone conta com a assinatura da fabricante também ao nível do software, onde personalizações e implementações resultam num ecrã de equipamento bloqueado com informação da data e hora e destaque chamadas perdidas e mensagens recebidas - a que o utilizador pode aceder directamente a partir de um atalho nesse ecrã.

[caption]Acer Liquidmini[/caption]

Para desbloquear o telefone é preciso descrever um gesto semelhante a puxar o canto de uma folha, que revela depois o ecrã inicial - também ele personalizável com widgets da Acer e aplicações Android.

A versão do sistema operativo da Google instalada é a 2.2, ou Froyo, que já apresenta significativas melhorias face às suas antecessoras, nomeadamente ao nível da escrita de mensagens e organização de menus.

[caption]Social Jogger[/caption]

Outra das mais-valias introduzidas pela Acer, que entrou directamente para o nosso menu incial, é o Social Jogger. A aplicação apresenta-se como um agregador de redes sociais, mas que, devido à possibilidade de criar listas que apenas apresentam as actualizações de determinados contactos se pode tornar uma ferramenta particularmente útil.

Para além do interface gráfico da própria aplicação ser interessante, permitindo através de uma pequena roda navegar entre actualizações mais e menos recentes a uma velocidade ditada pela forma como o utilizador desliza o dedo, esta capacidade de compartimentar publicações de contactos profissionais, pessoais e de meios noticiosos ou instituições, por exemplo, permite poupar tempo no acesso às redes sociais com diferentes propósitos e ajuda a encontrar mais facilmente o que se procura.

Mas é também para a integração com as redes sociais que vai um apontamento negativo. Numa altura em que está na ordem do dia a partilha de conteúdos, a inexistência de uma tecla para partilhar directamente um vídeo ou imagem que se esteja a ver no telefone não nos agradou.

[caption]Acer Liquidmini[/caption]

Já a ligação à Internet foi satisfatória, com o telefone a garantir a essencial conectividade 3G e WiFi. A autonomia da bateria é, como seria de esperar, fortemente influenciada por este tipo de usos, mas um carregamento durante a noite será suficiente para assegurar energia para as tarefas diárias.

Outra das vantagens é que pode desligar o equipamento se tiver de poupá-lo, porque não demora uma eternidade a ligar-se quando voltar a precisar dele.

O som é decente e, segundo a fabricante, a autonomia para conversação é de 6,5 horas em 3G e 8 horas em 2G. A gestão pode ser feita no software do telefone, que permite optar apenas por umas das redes, como é próprio do Android.

Outra das vantagens do sistema operativo de código aberto é o acesso a um mercado de aplicações com uma oferta que não pára de crescer, e que em Maio já ultrapassam as 200 mil.

Um dos leitores do TeK terá, em breve, oportunidade de comprovar se o que dizemos é verdade. Isto porque nos preparamos para oferecer um Acer Liquidmini no próximo passatempo, a revelar dentro de poucos dias. Fiquem atentos.

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