Pesquisar uma rede Wi-Fi disponível é uma das primeiras tarefas de muitos utilizadores quando ligam o smartphone, o tablet ou o portátil. O custo das ligações de dados móveis (3G ou 4G) é uma das razões que justificam, mas também a velocidade de download e acesso a streaming podem ser invocados por quem prefere o Wi-Fi, sobretudo se não tiver uma ligação 4G.

Embora a cobertura e a velocidade das redes móveis esteja em desenvolvimento rápido e já se fale do 4,5 G e do 5G (com promessas de velocidades de 1 Gbps, maior latência e cobertura mais eficiente), a realidade está ainda muito longe das exigências dos utilizadores, sobretudo fora das grandes cidades. E a largura de banda para descarregar aplicações, ver vídeos ou ouvir música em streaming é precisa já.

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Nos aeroportos, hotéis ou outros espaço públicos, no trabalho e nas escolas, a disponibilidade de redes Wi-Fi abertas e gratuitas é hoje quase obrigatória e quem não tem esse serviço corre o risco de ver os clientes "fugirem" para outros locais mais generosos. Ou de assistir a um "motim".

Dentro de casa, e nas empresas, a ligação Wi-Fi está cada vez mais associada à conetividade de linha fixa, sobretudo em ligações de cabo ou de fibra, suportando os múltiplos dispositivos utilizados pela família e colaboradores. É fácil encontrar num qualquer espaço dezenas de redes visíveis, embora nem todas disponíveis por questões de segurança, e a partilha de Internet em hotspots pessoais tornou-se também uma tendência "cool".

Um estudo da iPass indica que até 2018 deverá existir um hotspot Wi-Fi por cada 20 pessoas no mundo, um número impressionante. Mas há mais : em 2013 foram vendidos 2 mil milhões de dispositivos Wi-Fi, um número que vai crescer para quatro mil milhões em 2020.

É fácil, é barato, e liga milhões de forma gratuita ou com baixo custo.

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Nova vida para o Wi-Fi

Alguns estudos antecipam um ressurgimento das redes públicas Wi-Fi como principais distribuidoras de acesso, depois de várias iniciativas terem sido "ofuscadas" pelo desenvolvimento do 3G e do 4G. Alguém se recorda de iniciativas que foram criadas em Portugal e que há mais de uma década geraram notícias, como a rede do Parque das Nações?

A tendência é relevante e já há até quem vaticine a morte dos operadores móveis que decorre da possibilidade da tecnologia de redes wireless ultrapassar algumas limitações, como a "navegação" fácil entre diferentes antenas sem perda de ligação, o roaming que já é suportado nas redes celulares há muito tempo.

Não é por acaso que empresas como a Google, o Facebook e a Tesla estão a apostar em projetos que pretendem garantir a ligação à Internet nos locais mais remotos - usando balões, drones ou satélites.

Neste campeonato concorre também uma empresa portuguesa, a Quarkson que a partir do Barreiro desenvolve drones que podem levar a Internet mais longe. Os SkyOrbiter estão à espera de autorização para poderem ser testados...

Ganhar mais utilizadores para os seus serviços é um dos impulsionadores das iniciativas, mas não o único, e várias empresas posicionam-se já como operadores Wi-Fi de maior escala, como a Boingo, a Global Reach e a Yadwire, nomes que vale a pena acompanhar num futuro próximo.

O vídeo abaixo explica o projeto Google Loon que já está em marcha mas que quer chegar muito mais longe... A linguagem é simples e optimista, mostrando as vantagens da Internet e dos balões como meio de difusão do Wi-Fi.

Pelo meio fica também a disponibilização de redes Wi-Fi à dimensão de cidades ou países - como acontece na India através da O-zone que quer criar 30 mil pontos de acesso. Estas redes vão oferecendo aos utilizadores novas alternativas de conetividade, sobretudo para quem não tem dinheiro para comprar smartphones de última geração com chips 3G/4G.

Em Portugal a aposta nas redes públicas Wi-Fi tem já décadas de história, e embora algumas iniciativas tenham sido progressivamente abandonadas outras mantêm-se bem vivas, e em crescimento. A rede de Braga e a Azores WiFi (que está em atualização) são bons exemplos a registar, mas há também a iniciativa dos autocarros da rede Expresso, da Carris e do Metro de Lisboa.

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De maior abrangência, a iniciativa Zon Fon, que agora se designa NOS wifi powered by Fon, conta com mais de 700 mil hotspots em Portugal e 13 milhões em todo o Mundo. A rede tira partido da disponibilização de alguma largura de banda em todas as ligações domésticas e empresariais NOS para "oferecer" acesso a utilizadores de forma gratuita, um modelo que se tem revelado bem sucedido.

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O Meo WiFi, que foi uma iniciativa pioneira e chegou a ser uma unidade de negócio independente dentro da Portugal Telecom - a PT WiFi, foi destacada como um caso de sucesso pela União Europeia, a par com a Zon, e tem continuado a crescer.

O serviço conta com mais de 300 mil hotspots em Portugal, entre os Hotspots Premium MEO WiFi, que estão em espaços públicos, e os Hotspots da comunidade de clientes, que partilham a sua largura de banda para terem também acesso gratuito noutros pontos onde a rede está disponível.

Os clientes da PT/Meo têm acesso a esta rede de forma gratuita com um plafond de dados ou de forma ilimitada, consoante o plano que assinarem, e podem também usar o serviço de TV Meo Go.

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Mesmo com todas as vantagens e comodidade que as redes Wi-Fi proporcionam, sobretudo as de acesso gratuito, é bom que os utilizadores nunca se esqueçam dos princípios básicos de segurança: ao entrar numa rede aberta as comunicações que faz podem ser vistas, a menos que use encriptação.

Vários avisos têm sido feitos para evitar a utilização de serviços de banca online ou outros acessos mais reservados nestas redes, e uma análise recente da Dognaedis mostra que os hackers podem facilmente seguir os utilizadores e as suas comunicações em tempo real.

Esta é uma questão com que não vale a pena brincar, mesmo que seja muito urgente ver "aquele" vídeo, aceder ao email ou colocar um post Facebook. E por isso vale a pena tomar cuidados redobrados.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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